Cade Cunningham comanda virada épica do Pistons sobre o Magic
Detroit fica 24 pontos atrás mas consegue reviravolta e força jogo 7 no domingo

O Detroit Pistons sobreviveu ao jogo 6 contra o Orlando Magic, com uma virada histórica comandada por Cade Cunningham. A equipe da Flórida jogou em casa para fechar a série, teve um primeiro tempo quase que perfeito, abrindo 22 pontos de vantagem e 24 no terceiro quarto. Mas um colapso épico contra a forte defesa rival e um astro iluminado, fizeram o líder do Leste sobreviver em 2025/26.
Cade Cunningham teve um primeiro tempo difícil, como todo o time. Mas sua resposta ao momento de maior baixa de seu time, de um possível vexame, entra para a mitologia dos playoffs. Fez 24 pontos no segundo tempo, mais do que todo o time do Orlando Magic, que somou 19. A defesa de Detroit e o colapso da equipe da Flórida são grande parte da história. Mas não há virada e temporada para o Pistons sem Cade Cunningham.
O Detroit Pistons sobrevive após estar em um grande buraco. Para se ter uma noção, a equipe protagonizou a maior virada de um time lutando contra a eliminação fora de casa desde 1996/97. Uma reviravolta do tamanho de uma defesa que se encontrou após um começo trágico. Decidem seu destino em casa, no próximo domingo (3) para chegar a segunda rodada dos playoffs.
Por outro lado, um pesadelo que volta a atormentar o Orlando Magic. A mesma base de lideranças que liderou o jogo 7 em Cleveland há dois anos por 18 pontos, novamente falha na hora de eliminar um rival. Um jogo frustrante de Paolo Banchero no ataque e de um colapso mental incrível no segundo tempo. O time errou 23 arremessos consecutivos, a segunda maior marca da história dos playoffs da NBA.
Então, confira como foi a vitória do Pistons de Cade Cunningham sobre o Magic de Paolo Banchero no jogo 6.
Escalações
A principal baixa do duelo segue sendo Franz Wagner. O alemão seguiu fora com dores na panturrilha. Além disso, Jonathan Isaac em Orlando e Kevin Huerter em Detroit também não atuaram.
O Magic manteve Jamal Cain na vaga de Wagner. Jamahl Mosley manteve os outros quatro titulares padrão: Jalen Suggs, Desmond Bane, Paolo Banchero e Wendell Carter Jr.
Enquanto isso, J.B Bickerstaff também manteve o mesmo quinteto titular padrão da série: Cade Cunningham, Duncan Robinson Ausar Thompson, Tobias Harris e Jalen Duren.
Destaques
A diferença dos tempos de jogo é uma das maiores que já vimos na história dos playoffs da NBA. Um ajuste forte de Orlando na defesa pode começar a explicar o começo forte dos donos da casa. Paolo Banchero marcou Cade Cunningham. O astro mais focado na defesa de um contra um e em superar bloqueios, fez grande trabalho sobre o craque de Detroit, que marcou apenas oito pontos no primeiro tempo.
Com outros nomes de maior impacto na defesa como Jalen Suggs e Jamal Cain soltou pela quadra, Orlando conseguiu conter todo e qualquer fluxo de ataque que Detroit poderia criar. Nada caia do perímetro, Cunningham era bem monitorado e Jalen Duren que começou bem, desapareceu.
Aliás, o pivô de Detroit foi muito explorado em pick-and-rolls por Orlando. Seja acabando com uma finalização, ou criando um desequilíbrio no perímetro que gerasse bolas livres, o Magic dominou o jogo.
Desmond Bane foi o grande destaque. O ala-armador converteu três bolas triplas e anotou 15 pontos. Confiante e sempre envolvido em ações fora da bola, ele foi ótimo e comandou uma vitória de 60 a 38 para o Magic. Com uma torcida elétrica e tamanha vantagem, o jogo parecia acabado.
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Mas não. Detroit disse não. Um dos ajustes iniciais, aliás, foi dar rápidos minutos a Paul Reed na vaga de Jalen Duren. O terceiro pivô passou a frente de Isaiah Stewart na rotação. Mais móvel, ele conteve melhor os ataques de pick-and-roll, contra um time de Orlando que também não voltou em sua melhor execução. A vantagem que chegou a 24 pontos começou a cair.
No ataque, vários bloqueios começaram a libertar Cade Cunningham. Mas o craque também simplesmente acertou muito mais do que no primeiro tempo. Seja na meia distância, seja nas bolas de três ou nas infiltrações. Cunningham se elevou quando seu time mais precisava.
Enquanto o melhor jogador de Detroit ganhava ritmo, o ataque de Orlando colapsava. Paolo Banchero teve uma noite bem lenta. Desmond Bane perdeu confiança e Jalen Suggs cometeu vários turnovers em sequência, contra uma defesa rival que agora acreditava. Destaque para Ausar Thomspon, em mais um jogo fantástico. Ele estava em todos os lugares.
Do outro lado, Tobias Harris também acertava arremessos importantes. Duncan Robinson ganhou ritmo no perímetro e até os minutos com reservas favoreceram Detroit. Um roubo de bola de Cunningham e outro de Harris levaram a pontos em transição que viraram o placar. No último quarto, Orlando estava sem qualquer confiança. Acertaram um arremesso em 20 tentados. Aliás, alimentaram a já citada sequência de 23 erros.
Por fim, Detroit não olhou mais para trás. A vantagem subiu para dez e não voltou a estar abaixo disso. O colapso foi tamanho, que o jogo já estava decidido nos minutos finais. Então, uma desvantagem de 24 se tornou uma vitória por 14.
(1) Detroit Pistons 93 x 79 Orlando Magic (8)
Pistons
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Cade Cunningham | 32 | 10 | 3 | 4 | 1 |
| Tobias Harris | 22 | 10 | 0 | 0 | 0 |
| Duncan Robinson | 14 | 5 | 3 | 0 | 0 |
| Jalen Duren | 8 | 9 | 1 | 0 | 0 |
| Ausar Thompson | 4 | 10 | 6 | 1 | 4 |
Três pontos: 9/27 (33.3%) / Robinson: 4/9
Magic
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Paolo Banchero | 17 | 10 | 6 | 2 | 0 |
| Desmond Bane | 17 | 3 | 1 | 2 | 0 |
| Tristan Da Silva | 10 | 6 | 0 | 0 | 0 |
| Wendell Carter Jr. | 9 | 0 | 2 | 0 | 2 |
| Anthony Black | 8 | 3 | 1 | 0 | 0 |
Três pontos: 9/36 (25%) / Bane: 3/9
3-3
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