New York Knicks e Atlanta Hawks se enfrentam pelos playoffs da NBA em 2026 a partir deste sábado (18). A série terá o time de Nova York, terceiro no Leste, com o mando de quadra. Por outro lado, o Hawks, sexto colocado, vem embalado e “escolheu” o adversário.
Datas da série Knicks x Hawks
18/04: Atlanta Hawks x New York Knicks – 19h (Amazon Prime Video)
20/04: Atlanta Hawks x New York Knicks – 21h (Amazon Prime Video)
23/04: New York Knicks x Atlanta Hawks – 20h (Amazon Prime Video)
25/04: New York Knicks x Atlanta Hawks – 19h (Amazon Prime Video)
28/04: Atlanta Hawks x New York Knicks *
30/04: New York Knicks x Atlanta Hawks *
02/05: Atlanta Hawks x New York Knicks *
* Se necessário
É fato que o Knicks tem mais tradição, um time mais estrelado, mas o Hawks cresceu muito de produção após a troca de Trae Young para o Washington Wizards. Atlanta é um grupo bem diferente daquele que enfrentou a franquia de Nova York nos playoffs da NBA de 2021. Na ocasião, o favorito caiu diante de um Young inspirado.
Mas os tempos são outros. O Hawks passou a campanha toda da NBA em busca de uma identidade, de encontrar quem era o novo “cara” do grupo. Claro que Jalen Johnson tem um destaque maior, pois foi ao All-Star Game pela primeira vez na carreira. Mas o crescimento de Nickeil Alexander-Walker é notório.
O armador, que chegou a pedido de Young na última agência livre, tomou conta da posição enquanto o astro se recuperava de lesão e teve sucesso. Defensivamente, então, existe um abismo. Isso porque Nickeil Alexander-Walker é muito bom nos dois lados da quadra e acaba com a lacuna que o time tinha.
Por outro lado, o Knicks é o mesmo que foi aos playoffs do último ano. Jalen Brunson é a grande referência, enquanto Karl-Anthony Towns teve um ano de altos e baixos.
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Mas Towns, mesmo que em uma temporada bem abaixo, fez o seu sétimo ano de 20/10 na liga. Ou seja, médias superiores a 20 pontos e dez rebotes. Isso, por si só, já causa uma certa preocupação do outro lado.
Claro que sua defesa deixa a desejar, mas não é algo que o Knicks não saiba há muito tempo (nem o Hawks). Para isso, o técnico Mike Brown deve usar o pivô reserva Mitchell Robinson em formações mais altas, com Towns indo para ala-pivô em algumas situações de jogo.
OG Anunoby e Mikal Bridges são ótimos nos dois lados da quadra, enquanto o time não precisa tanto que eles pontuem. São terceira e quarta opções ofensivas do Knicks, algo que muito time na NBA não tem similar. Nem de longe.
Terceira melhor eficiência ofensiva, sétima defensiva, o Knicks cuida bem da bola e é ótimo no arremesso de três (37.3%).
Enquanto isso, o Hawks chega aos playoffs da NBA para encarar o Knicks por pura opção. Isso porque na última rodada, quando era o quinto, escolheu usar reservas diante do Miami Heat e evitou o Cleveland Cavaliers na primeira rodada.
Knicks (53-29: terceiro no Leste da NBA)
A campanha do Knicks em 2025/26 na NBA teve momentos em que parecia que poderia brigar pelo topo. Mas não foi bem assim. O time de Nova York passou por uma adaptação ao técnico Mike Brown. Após cinco anos sob o comando de Tom Thibodeau, era preciso entender a nova filosofia de trabalho.
Quem mais sofreu com isso foi Josh Hart, ao menos no começo. Afinal, após liderar a liga em 2024/25 em minutos, com 37.6 por jogo, ele teve “apenas” 30.2 na atual campanha. Mas tem uma explicação.
Thibodeau usava muito seus titulares, uma de suas principais características. Apenas como comparação, todos do quinteto inicial de 2024/25 tinham, pelo menos, 35 minutos por jogo. No entanto, com Brown, só Jalen Brunson teve exatamente tal minutagem. Todos os outros jogaram menos tempo, o que deu ao time mais flexibilidade com os reservas.
Como resultado, o Knicks chega aos playoffs da NBA contra o Hawks com um elenco muito mais descansado. Além disso, venceu dois jogos a mais do que no último ano, quando foi finalista do Leste.
Hawks (46-36: sexto no Leste da NBA)
Estava ficando cada vez mais claro que Trae Young ia sair, mas havia a questão do “apego”. Afinal, o armador quase levou o Hawks às finais da NBA e tinha grande identificação com a torcida.
Por outro lado, seu jogo não era eficiente. Sim, excelente no ataque, embora tivesse muitos erros de ataque e um arremesso longe de ser perfeito. Mas sua defesa atrapalhava além do ponto. Havia cobertura, mas não o bastante.
E nem foi falta de tentativa da direção, que colocou ao seu lado caras como Dejounte Murray e Dyson Daniels. Mas nem isso deu certo.
Com Alexander-Walker, o papo era outro: menos firula, menos lances de efeito, mais resultado. Ao mesmo tempo, outros jogadores ganharam mais espaço. O Hawks foi se tornando um time de playoffs.
Não era mais o time de Young, mas um conjunto. Claro que Jalen Johnson vai pontuar mais, vai organizar mais, mas ao seu lado estão caras como CJ McCollum, Onyeka Okongwu, Dyson Daniels e Jonathan Kuminga.
Atlanta virou um time de verdade, competitivo e eficaz. Em 2025/26, o Hawks liderou a NBA em assistências, quinto em roubos de bola, quinto em eficiência no arremesso de três. É bom nos dois lados, no fim das contas.
O que pode definir
Hawks e Knicks são bons times, que buscam nos playoffs uma afirmação na NBA. Enquanto a equipe de Nova York tem uma base que joga há dois anos, Atlanta vem construindo isso com jogadores mais jovens.
Até a trade deadline, o Hawks era só o décimo no Leste. Desde então, ficou em quinto boa parte do tempo no último mês. Só optou por enfrentar o Knicks por conta dos matchups (confrontos diretos com jogadores).
Jalen Brunson, por exemplo, teve dificuldades de acertar de três (29.6%) contra Atlanta. Karl-Anthony Towns até pontuou bem, mas teve um +/- negativo. Então, por dados assim, o Hawks quis pegar o Knicks.
Mas, ao mesmo tempo, o Knicks parece ter um time mais pronto para vencer uma série de playoffs hoje. Não por muito, mas parece.
Palpite: Knicks em sete
Fonte: Reprodução / X

