Nesta quarta-feira (15), o Philadelphia 76ers recebe o Orlando Magic no play-in da NBA. Dos times que, na teoria, deveriam ir direto aos playoffs. No entanto, problemas aconteceram para que ambos ficassem fora. Agora, um dos dois vai conseguir a classificação direta. Quem vencer o confronto, vai para a pós-temporada enfrentar o Boston Celtics, segundo do Leste.
Enquanto o 76ers não deve contar com Joel Embiid, o Magic tem time completo para o embate. Isso pode fazer a diferença, especialmente em um jogo único. Embiid passou por uma cirurgia de apendicite na última semana, mas não tem previsão de volta às quadras.
É fato que o pivô tenha terminado a terceira campanha consecutiva com menos de 40 jogos, mas o Sixers é melhor com ele. Nas 38 partidas em 2025/26 quando Embiid esteve em quadra, o time venceu 24 (63.2%). Sem ele, foram 21 vitórias e 23 derrotas. Ou seja, tem um abismo ali.
Por outro lado, Paul George voltou bem de suspensão. O ala teve médias de 21.0 pontos, 5.7 rebotes, 2.2 roubos de bola, enquanto acertou 41.5% de três nos últimos dez jogos. Enquanto isso, o 76ers também teve o retorno de Tyrese Maxey, que fez a melhor temporada da carreira em 2025/26.
Já pelo Magic, que passou por vários problemas sem o alemão Franz Wagner, as coisas foram bem estranhas ao longo de toda a campanha. Não só pelo que se esperava do time, mas passou por fases muito ruins.
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Para ter uma ideia, o Magic era um time “certo” nos playoffs para a imensa maioria dos sites especializados. Ao menos, era o que se esperava de uma evolução natural. No entanto, a equipe “andou para trás”. Não em termos de vitórias, mas em quadra.
O Magic perdeu com um ataque travado, apesar de rápido. A coisa não funcionou. Simples assim.
E Paolo Banchero, que era quem deveria liderar o time em um momento ruim, teve uma campanha bem abaixo do que a expectativa mostrava. Ele é a cara desse Magic: muito talento, mas pouco eficaz.
De nada adiantou a chegada de Desmond Bane, um ótimo arremessador de três. Ele até fez sua parte, com 39.1% de aproveitamento, mas o time foi só o 27° na NBA.
Por fim, a dupla Anthony Black e Jalen Suggs até teve grandes fases ao longo do ano. Black, em um período em que Banchero não funcionava no ataque, virou uma grata surpresa no setor. Suggs, enquanto isso, sofreu mais uma vez com várias lesões.
76ers
O 76ers encara o Magic no play-in da NBA com a esperança de não ter de fazer outro jogo na fase. A ideia é vencer para garantir logo a chance de ter Joel Embiid em algum momento nos playoffs. E nem é sobre estar saudável: é por ficar em quadra e ajudar.
De novo, o Sixers é muito mais forte com ele ali e é claro que Embiid não consegue ficar saudável mais, o que é uma pena. Não é todo dia que aparece um pivô com tanta qualidade assim na liga.
Então, o time precisa contar muito com a evolução de Tyrese Maxey e a boa fase de Paul George. Maxey acabou de fazer 28.3 pontos e 6.6 assistências, então não seria algo para o Sixers se preocupar muito.
No entanto, o melhor momento de Maxey foi até antes da virada do ano, com quatro jogos acima de 40 pontos, incluindo um com 54. Depois disso, só teve um. Seu aproveitamento de três, que era de quase 40% até dezembro, caiu para 34%.
O próprio VJ Edgecombe chegou a flertar com o prêmio de melhor calouro no começo da temporada, mas teve queda de produção depois disso. É algo que o Sixers, não só de forma individual, mas como time, não soube lidar ao longo do ano.
Magic
Para um time que parecia ser até de mando de quadra nos playoffs da NBA, o Magic decepcionou muito, a ponto de ter de disputar o play-in contra o 76ers e não ser favorito. Imagine isso.
Antes do começo de 2025/26, era quase unânime que o time de Orlando teria a evolução que o Detroit Pistons teve. Afinal, ambos contam com jovens astros e elencos que foram moldados para eles. Ao contrário do Pistons, o Magic não evoluiu e flerta com demissão do técnico e mudanças em algumas áreas.
Mas a ausência de Joel Embiid pode dar ao Magic uma chance de vencer. Sem o pivô, o garrafão do Sixers fica bem mais vulnerável, até por conta de Andre Drummond, que não é um bom defensor.
Só que o Magic, para ganhar o jogo, tem de explorar isso ainda mais. Sem ter um bom arremesso de longa distância, atrair Drummond para faltas pode ser uma ideia a ser explorada. É comum que ele deixe lacunas na defesa e o adversário aproveite.
O que pode definir
A ausência de Embiid é um claro problema. O Sixers tem mais time, mas não conta com um antigo MVP e um dos melhores pivôs dos últimos dez anos. Pode fazer a diferença, caso os outros astros (George e Maxey) não estejam na melhor noite deles.
Por outro lado, o Magic tinha tudo para ser um dos três melhores times na defesa e não é. Passa muito pelas ausências dos principais defensores, o que atrapalhou tudo.
Mas ter todos os jogadores disponíveis já seria o bastante para Orlando vencer?
Não.
É preciso arremessar melhor e explorar o que o Sixers tem de lacunas. E se Drummond não estiver bem, Adem Bona deve ganhar mais minutos.
Vale lembrar, no entanto, que o 76ers vai contar com quase todo o time, como Quentin Grimes, Kelly Oubre e Dominick Barlow, que sustentam o grupo como coadjuvantes. Se o Magic começar mal nos arremessos, dificilmente vai conseguir voltar ao jogo.
Palpite: Sixers
Fonte: Reprodução / X

