Charlotte Hornets e Miami Heat abrem o play-in do Leste da NBA nesta terça-feira (14). O jogo seria no dia seguinte, mas o Philadelphia 76ers teve de adiar o confronto contra o Orlando Magic por conta de uma partida do Philadelphia Flyers em seu ginásio, que já tinha programação da NHL.
Por isso, o Hornets vai receber o Heat um dia antes do normal. Em regra geral, o play-in tem o embate entre sétimo e oitavo no primeiro dia de confrontos.
Mas, tirando isso, é fato que Hornets e Heat fizeram campanhas bem surpreendentes. Enquanto Charlotte vem em grande sequência depois do início do ano, Miami decepciona. Surpreende por ter ido tão mal.
No entanto, o play-in da NBA é algo que a franquia já está acostumada. Afinal, vai para a fase pela quarta vez consecutiva. O time foi aos playoffs todas as outras três vezes, mas é a primeira vez que chega em décimo no Leste. Antes, sempre ficou em oitavo.
Isso, por si só, preocupa. Afinal, o Heat não conseguiu ter um grande ano. Após um bom início, com 14 vitórias nos primeiros 21 jogos, o time despencou. Desde então, teve 29 vitórias nos outros 61, com 47.5% de aproveitamento.
Na contramão disso, o Hornets venceu 33 dos últimos 48 jogos (68.7%). E tudo isso poderia não estar acontecendo, pois LaMelo Ball ficou perto de sair em troca no começo da campanha. Mas uma conversa com o técnico Charlie Lee mudou tudo.
Lee pediu para que Ball jogasse mais pelo time e o resultado veio de imediato. Enquanto o armador reclamava e jogava para si, toda a liga percebeu e jogadores ignoraram Charlotte na agência livre.
Mas as coisas mudaram.
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Mas o que pode fazer o Hornets favorito contra o Heat no play-in da NBA é um outro fato. Ou melhor, outro jogador: Kon Knueppel.
O calouro está fazendo os votantes darem a ele o prêmio de melhor novato em cima de ninguém menos que Cooper Flagg. Isso é impressionante, pois Flagg era o grande nome do Draft de 2025 e teve um ótimo ano. Mas Knueppel fez algo incrível: elevou o número de vitórias do Hornets de 19 para 44 de um ano para o outro.
Só que o Heat não quer saber muito disso e vai tentar eliminar o adversário de qualquer forma, mesmo que seja fora de casa. Claro que Miami não faz um bom ano, mas conta com jogadores mais experientes e isso pode fazer a diferença.
Heat
O grande problema do Heat é que o time fez uma péssima segunda metade de temporada. E mesmo com a volta de Tyler Herro, a equipe da Flórida foi apenas um “borrão” em quadra. Viveu de alguns bons momentos, especialmente no começo, quando Norman Powell garantiu a sua primeira convocação para o All-Star Game.
E o técnico Erik Spoelstra teve problemas com o jovem pivô Kel’el Ware, o que atrapalhou muito seus planos. Há muitos anos, Spoelstra tenta colocar Bam Adebayo como ala-pivô. Vinha sendo um de seus objetivos, mas Ware decepcionou. Ao menos, para o técnico.
A segunda metade da campanha do Heat só teve um grande momento: quando Adebayo anotou 83 pontos contra o Washington Wizards. E isso aconteceu em uma temporada em que ele não foi ao All-Star Game. Foi, ao mesmo tempo, seu primeiro ano de 20-10 na carreira. Ou seja, média de 20 pontos e dez rebotes.
É provável que Spoelstra use Tyler Herro e Davion Mitchell na armação, com Norman Powell (ou Pelle Larsson) e Andrew Wiggins nas alas e Bam Adebayo de pivô contra o time de Charlotte.
Hornets
O Hornets vai encarar o Heat com chances reais de ir aos playoffs da NBA, ainda que via play-in. Dos times que estão na repescagem, ninguém está mais “quente” que Charlotte. E a equipe não é só Knueppel e Ball.
Para ter uma ideia, o cestinha do Hornets em 2025/26 foi Brandon Miller, que esteve disponível em 65 jogos. Isso fez muita diferença para quem veio de uma temporada de 27 partidas.
Além disso, Charles Lee conta com Miles Bridges e um Coby White fazendo o que faz de melhor na NBA: pontuando ao sair do banco de reservas. Ex-jogador do Chicago Bulls, White não foi titular em nenhum de seus 21 jogos, mas manteve cerca de 16 pontos em quase 20 minutos de ação.
O Hornets ficou com o nono lugar e deu sinais que poderia subir mais. No entanto, seus concorrentes também tiveram boas performances na reta final, o que dificultou a ida direta.
Mas, mesmo assim, ficou a apenas duas vitórias de Toronto Raptors e Atlanta Hawks, quinto e sexto no Leste. É algo incrível.
Lee deve ter o Hornets LaMelo Ball, Brandon Miller, Kon Knueppel, Miles Bridges e Moussa Diabate no time titular contra o Heat no play-in da NBA.
O que pode definir
São alguns detalhes do jogo. O Heat é mais experiente, mas vive um momento muito ruim. O Hornets, por outro lado, vem em grande fase e tem um grupo bastante jovem.
Do time titular, o Hornets não tem nenhum jogo de playoffs. Só os reservas Pat Connaughton (86 partidas), Grant Williams (61), Josh Green (39), Xavier Tillman (27) e Coby White (5), possuem experiência. Eles somam 218 embates, enquanto só White e Williams ganham muitos minutos.
Para ter uma ideia, de todos os principais jogadores de rotação do Heat, só Kasparas Jakucionis e Simone Fontecchio não jogaram nos playoffs.
Então, no quesito experiência, existe um abismo. Isso pode pesar, assim como ser o quarto ano consecutivo no play-in e sempre ter ido aos playoffs depois disso.
Mas o momento é todo do Hornets, que sonha em voltar aos playoffs pela primeira vez em dez anos.
O vencedor pega quem perder entre Philadelphia 76ers e Orlando Magic.
Palpite: Hornets
Fonte: Reprodução / X

