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Más decisões pós-título atrapalham Nikola Jokic e Giannis Antetokounmpo

Nuggets e Bucks vivem situações parecidas de administração

nikola jokic giannis antetokounmpo
Reprodução / Facebook

Giannis Antetokounmpo e Nikola Jokic têm muito em comum. Os dois vieram para a NBA desconhecidos e desacreditados, mas trabalharam e chegaram ao topo como melhores jogadores do mundo. O grego tem dois prêmios de MVP e um título, enquanto o sérvio tem três premiações como jogador mais valioso e um anel de campeão.

Mais do que só as estatísticas, porém, a jornada dos dois também é parecida. Giannis venceu seu título em 2021, com um Milwaukee Bucks montado “aos poucos”. Khris Middleton foi seu grande parceiro por boa parte da carreira, mas só com a chegada de Jrue Holiday foi que as coisas “clicaram”. Além disso, Brook Lopez também foi outro bom nome na campanha.

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Do lado de Jokic, Jamal Murray foi o principal companheiro. Ao lado de ambos, vários bons nomes: Michael Porter Jr., Kentavious Caldwell-Pope, Aaron Gordon, Bruce Brown… Enfim, um elenco recheado de bons jogadores que se deram muito bem com Nikola Jokic e seu arsenal de habilidades.

A similaridade maior entre os dois, porém, veio depois dos títulos. Suas franquias tomaram más decisões, a sorte não esteve ao seu favor, e agora os dois estão em situações complicadas. Shams Charania, da ESPN, já relatou que o grego está “aberto” a sair do Bucks. Jokic, por outro lado, está a um jogo de ser eliminado da NBA.

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Giannis Antetokounmpo

Vamos, então, por partes. Primeiro, Giannis. O grego venceu em 2021, e o Bucks manteve o elenco para o ano seguinte. Khris Middleton, entretato, machucou nos playoffs de 2022, em série acirrada contra o Boston Celtics. Dessa forma, Milwaukee foi eliminado. Mas foi em 2023 que o desastre aconteceu.

O Bucks, melhor time da NBA, foi eliminado pelo Miami Heat, oitavo colocado, logo na primeira rodada, em cinco jogos. Jimmy Butler jogou o melhor basquete de sua vida e ninguém de Milwaukee foi capaz de pará-lo.

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A eliminação acendeu o sinal de alerta e o Bucks fez uma troca ousada. Sai Jrue Holiday, conhecido pela defesa, para a chegada de Damian Lillard. O novo armador era o contrário do antigo. Um jogador ofensivo, que cria o próprio arremesso e foca nas bolas de três. No entanto, com Lillard, as coisas não têm dado certo para o Bucks. Isso porque Khris Middleton sofreu com lesões até ser trocado por Kyle Kuzma. Além disso, o técnico Doc Rivers parece não conseguir fazer o time jogar. Para piorar, Lillard rompeu o tendão de Aquiles, e só deve voltar no ano que vem.

Título em 2021, má sorte em 2022, superados em 2023, e uma troca ruim após a outra de 2024 em diante. Giannis, no meio disso, está ilhado. Oito vezes seguidas no time ideal da NBA, pode ser que o craque nunca mais volte a jogar as finais da NBA. Ao menos, pelo Bucks. O time não tem escolhas de Draft, está lotado de contratos difíceis de trocar, e deve jogar sem Lillard pela maior parte da temporada que vem.

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Nikola Jokic

Em situação similar a de Giannis Antetokounmpo, está Nikola Jokic. O pivô venceu a NBA em 2023, mas graças às novas regras do acordo coletivo de trabalho da liga, o Nuggets não renovou com Bruce Brown, que foi peça importante no título. Tudo bem, em teoria. O time era majoritariamente o mesmo e Jokic foi MVP pela terceira vez em sua carreira.

Nos playoffs, porém, Denver foi superado pelo Minnesota Timberwolves. Depois disso, de novo sabotado pelo acordo coletivo de trabalho, o Nuggets teve que escolher entre manter Kentavious Caldwell-Pope ou dar os contratos que Aaron Gordon e Jamal Murray queriam. O ala-armador perdeu na queda de braço e foi para o Orlando Magic.

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E cá estamos. O time do Colorado está perdendo para Oklahoma na série semifinal do Oeste, embora ainda tenha plenas chances de vencer. O destaque negativo aqui vai para os salários dados aos jogadores. A diretoria deixou bons defensores e arremessadores como Caldwell-Pope e Brown saírem, mas Michael Porter Jr e Jamal Murray seguem com seus contratos astronômicos. O acordo do ala vai até 2026/27, ganhando perto de US$40 milhões anuais. Murray, por sua vez, tem vínculo até 2029, ganhando mais de US$50 milhões.

Nenhum deles produz o que lhes é pago. Não são maus jogadores, mas só não fazem o suficiente para receberem isso tudo. Até por isso, é mais difícil ainda trocar esses contratos. Denver não tem espaço em sua folha e, tirando Jokic, os dois, e Aaron Gordon, todo mundo recebe menos que US$7 milhões por ano.

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Aliás, quem recebe perto desses US$7 milhões são Dario Saric e Zeke Nnaji, que nem mesmo jogaram nos playoffs. Esses acordos, vale lembrar, foram responsabilidade do antigo GM, Calvin Booth.

Situação difícil

Assim, de forma similar a Giannis Antetokounmpo, Nikola Jokic pode nunca mais chegar lá de novo. Ou pode, também, nessa temporada, e calar a minha boca. No entanto, é inegável que os próximos anos do Nuggets vão exigir uma grande arquitetura salarial e de trocas para garantir a competitividade.

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Por fim, os dois times fizeram o que achavam que lhes daria a melhor chance de vencer. Mas a produção de alguns jogadores, azar, e apostas ruins, lhes trouxeram até um inferno salarial e pressão para montar times ao redor de seus craques.

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