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Campeão com o Bulls, BJ Armstrong critica jogadores atuais da NBA: “Robôs”

Ex-jogador criticou estilo do basquete atual

Bulls BJ Armstrong NBA
Reprodução / Instagram

O ex-jogador do Chicago Bulls, BJ Armstrong, jogou em uma época diferente da NBA. Tricampeão nos anos 1990, ele fez parte do estilo do Chicago Bulls, focado no jogo físico e em bolas de meia-distância. Um modelo completamente diferente do atual, onde os arremessos de três dominam. Desse modo, ele confessou que sequer assiste aos jogos da liga.

Em entrevista ao The Hoop Genius, o ex-jogador criticou os jogadores atuais da liga. Segundo ele, a NBA perdeu sua criatividade por conta da evolução do jogo. Desse modo, os atletas se tornaram “robôs” dos técnicos, que replicam somente as mesmas jogadas.

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“Quando assisto, não vejo mais criatividade ou imaginação. Parece que agora são basicamente robôs correndo de um lado para o outro da quadra. Você corre para a linha de três, eu corro para a linha de três. Primeiro, tento uma bandeja, Se não consigo, tento sofrer uma falta”, criticou.

De acordo com BJ Armstrong, que foi campeão com o Bulls, a mudança no estilo da NBA também afetou as defesas. Enquanto no passado o jogo era bem mais físico, com os astros sofrendo para superar marcadores, hoje os defensores sequer podem marcar. Isso, para o ex-jogador, tem forçado uma busca por lances livres e reclamações excessivas contra os árbitros.

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“Se vou a um jogo e alguém tenta infiltrar, mas não marca falta, os jogadores enlouquecem. É como se tivessem direito garantido de ir à cesta e sofrer uma falta. O que eles fazem? Um movimento de ‘swin-through’.? Eles nem estão indo à cesta para pontuador, estão indo apenas para sofrer falta”, reclamou.

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“Infelizmente, isso é o que está sendo ensinado. Não vou culpar os jogadores. É, afinal, o que ensinam para eles. As 30 equipes jogam exatamente do mesmo jeito. Aliás, será que todos se reuniram e decidiram que essa é a maneira de jogar? Todos usam um sistema de cinco abertos, arremessam 50 bolas de três por jogo e quem acertar mais geralmente vence”, acrescentou.

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Por fim, o Armstrong defendeu que isso não é apenas culpa dos jogadores. Isso porque, de acordo com ele, faz parte do perfil buscado por executivos e treinador. Na busca pelo Draft, desse modo, é comum que os responsáveis rejeitem atletas que não possuem o padrão praticado na NBA.

“Agora, todo técnico me pergunta: ‘ele sabe arremessar?’. E eu respondo: ‘e se eu te mandar Shaquille O’Neal, você faria essa pergunta?’. Hoje em dia, provavelmente fariam. Não acredito que, se Shaq jogasse hoje, alguém diria: ‘ele não arremessa. Então, não vamos usá-lo’. Não é possível que o único aspecto relevante no jogo seja a capacidade de arremessar de três”, finalizou.

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