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Gary Payton compara salários com seu filho, jogador do Warriors

Ex-jogador comenta sobre mudanças salariais na NBA

Gary Payton salário Warriors
Reprodução / Instagram

Gary Payton II está longe de ser o jogador mais bem pago do Golden State Warriors. Entretanto, os US$ 9 milhões que ele recebem por ano são motivo de surpresa até do seu pai. Ídolo da NBA e ícone dos anos 1990, Gary Payton brincou sobre o salário milionário que seu filho recebe atualmente. Segundo ele, se fosse mais jovem, poderia desfrutar do mesmo.

“Às vezes, eu odeio isso, porque queria dizer: ‘ei, mãe, por que você me teve tão cedo?’. Eu olho para o meu filho agora e a quantia que ele está ganhando. Mas, você sabe, é a habilidade dele”, comentou Payton ao King 5 Seattle.

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A comparação de Gary Payton com o salário do filho, jogador do Warriors, passa pela transformação da NBA. Nos anos 90, por exemplo, o mercado era bem menor. Desse modo, a verba para o salário dos jogadores era também inferior. Logo, somente grandes estrelas conseguiam contratos multimilionários.

Era o caso, aliás, de Payton. Conhecido como um defensor de elite e um dos melhores armadores da época, ele assinou um contrato de US$ 80 milhões por sete temporadas com o Seattle SuperSonics. Corrigido com a infração, o valor atualmente seria de, aproximadamente, US$ 141 milhões.

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O salário, mesmo corrigido, está longe das superestrelas atuais. Atualmente, jogadores medianos conseguem contratos como os de Payton. Inclusive, por menos tempo. O armador Immanuel Quickley, por exemplo, assinou por US$ 150 milhões com o Toronto Raptors durante cinco temporadas.

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“Na minha época, você tinha que ser realmente uma superestrela. Nós assinávamos contratos de seis ou sete anos. Então, tínhamos que honrá-los. Hoje em dia, você assina um contrato de três anos, faz a opção de sair em dois, para conseguir mais US$80 ou 100 milhões. Mas é o que é. É a era deles”, acrescentou o nove vezes all-star.

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Apesar da brincadeira, Payton entende que os valores fazem parte da transformação do jogo. Antes dele, por exemplo, os astros ganhavam ainda menos. Portanto, os jogadores dos anos 80 e 90 não devem reclamar, mas, sim, se sentirem orgulhosos pela colaboração que eles tiveram para o crescimento da NBA.

“Não poedmos ficar bravos com a situação. A economia cresce. Tudo cresce. Esses jovens só precisam entender que devem ser gratos pelo que aconteceu. Sempre digo a eles para respeitarem os caras que vieram antes, porque nada disso teria acontecido se não fosse por nós. Então, sabe, você não pode odiá-los. Eles estão ganhando muito dinheiro”, finalizou o ídolo da NBA.

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