“Troca de Lu Dort foi decisão financeira”, admite GM do Thunder
Sam Presti reconhece que, se dependesse do desempenho em quadra, não iria negociar defensor
O Oklahoma City Thunder perdeu um de seus jogadores mais importantes nos últimos anos com a troca de Lu Dort. E, a princípio, o GM Sam Presti admite que a negociação teve bem pouco a ver com basquete. O repasse do ala-armador para o Atlanta Hawks, afinal, trouxe uma economia na faixa dos US$100 milhões entre salários e multas. O executivo não esconde que as finanças da franquia ditaram a saída do atleta.
“Essa negociação foi, antes de tudo, uma decisão financeira. Mas a noção que eu quero que todos tenham é que essa economia vai ser realocada no time em um futuro breve. Economia de salários e multas por ficarmos abaixo do segundo apron do teto da NBA. Certamente, o que nós poupamos com a troca vai nos ajudar a tomar decisões com mais base em quadra pelos próximos anos”, explicou o dirigente.
O Thunder repassou Lu Dort para o Hawks como parte de uma negociação tripla, que também incluiu o Dallas Mavericks. Não recebeu nenhum jogador, como esperado, mas ficou com três escolhas de segunda rodada de draft. Com isso, ampliou a vasta cartela de ativos que já possui. Presti entende que a saída vai ter um impacto imediato na equipe, mas também traz uma saudável “transformação”.
“Perder Lu vai ter um peso em nosso elenco. Mas eu creio que nós já estamos bem direcionados para acharmos os novos caminhos para vencer. Cason Wallace e Ajay Mitchell vão ter mais responsabilidades, assim como outros atletas. Além disso, sempre cremos que é necessário abraçar as mudanças para não virarmos um time previsível”, avaliou o executivo de Oklahoma City.
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Mais baixas
Lu Dort, no entanto, não foi o único atleta que saiu do elenco do Thunder em uma troca com fins financeiros nas últimas semanas. Antes, Isaiah Joe e Aaron Wiggins foram envolvidos em negociações que também não trouxeram contratos de volta. A saída de ambos, no fim das contas, também ajudou a reduzir os gastos do time na temporada que vem em cerca de US$100 milhões.
“Isaiah e Aaron deixam grandes legados na franquia por causa do espírito coletivo e compromisso que tinham. Nós vamos sentir falta deles e não foi fácil vê-los ir embora. Eu estou bem confiante de que vão ser ótimos em seus novos times. Sou muito grato pela chance de tê-los aqui, pois foram bons profissionais que tiveram impacto em nosso sucesso”, elogiou Sam Presti.
O Thunder não deve sofrer tanto com a saída dos três porque alguns já há substitutos no elenco. Mas Presti aponta que ter menos opções pode “machucar” o elenco. “Perder três jogadores tão importantes não vai ser fácil, pois reduz a nossa margem de erro. Vai ser menor do que em outros anos. Mas, ao mesmo tempo, estamos animados para ver como esse elenco vai funcionar junto”, concluiu o GM.
Longo prazo
O Thunder, a princípio, nunca agiu como um time que temia pagar multas por exceder o teto salarial. Mas mudou a postura diante de um abismo na próxima temporada. Se só mantivesse o seu elenco, a franquia iria pagar US$296 milhões em multas. Esse valor é maior, aliás, do que os gastos com salários dos atletas. Presti sabe que o movimento não vai agradar todos, mas defende como uma visão em longo prazo.
“Nós estávamos confortáveis em exceder o teto salarial e pagar multas com o time que construímos. Temos sido consistentes, aliás, nessa visão porque sabemos que temos uma equipe capaz de competir por títulos. Mas, em minha visão, essas negociações se tornaram necessárias. Afinal, elas nos posicionam para poder manter um elenco desse calibre por mais tempo”, concluiu o veterano dirigente.
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