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Após playoffs da NBA, Thunder e Cavaliers precisam mudar?

Integrantes do site e convidados analisam times que perderam as finais de conferência da liga

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Reprodução / X

Os playoffs da NBA acabaram para o Oklahoma City Thunder e o Cleveland Cavaliers a dois passos da glória. Os dois times foram os eliminados nas finais de conferência e, com isso, quase chegaram à decisão do título. É verdade que as derrotas foram bem diferentes entre si. O resumo da ópera, no entanto, é o mesmo: faltou alguma coisa para ambos.

O Cavaliers foi atropelado pelo New York Knicks depois de tomar uma virada histórica no primeiro jogo da série. O Thunder, enquanto isso, perdeu um sétimo jogo em casa contra o San Antonio Spurs. Então, quem precisa de mais mudanças para superar essa fase em 2027? E será que são necessárias mudanças radicais?

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É para discutir isso que estamos aqui. Convocamos os integrantes do Jumper Brasil e um convidado especial (Leonardo Paglioni, do podcast “Splash Brothers”) para opinar sobre possíveis mudanças e decisões nas duas equipes.

Quais são os problemas que os playoffs da NBA mostraram para Cavaliers e Thunder? Será que os times precisam trocar alguns dos seus melhores jogadores? Será que os técnicos são bons o bastante? Pois vamos lá…

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1. O Thunder deveria buscar uma troca por Chet Holmgren?

Gustavo Freitas: Não. Holmgren foi pouco acionado e, por isso, teve números ruins na série contra o Spurs. Tentou menos de oito arremessos por partida. Recebeu marcação forte, mas, ainda assim, teve pouca ação ofensiva. Então, não vejo isso como urgente. Ao menos, por enquanto.

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Leonardo Paglioni: Não. Holmgren é muito jovem e ainda deve evoluir ofensivamente. Não o trocaria só por causa de uma série ruim. A base do Thunder é forte e vai seguir assim pelos próximos anos com Shai Gilgeous-Alexander, Jalen Williams e Chet.

Ricardo Stabolito Jr: Não. Eu sei que perder é chato, mas não dá para fazer basquete sério com o fígado. Você não pode desistir de um jovem talento que acaba de ser eleito all-star e para um dos times ideais da liga por causa de uma série (ofensiva) ruim. Seria uma mostra de falta de convicção cavalar de um dirigente como Sam Presti.

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Matheus Carvalho: Não. A questão foi um pouco mental nessa série contra o Spurs e acho justo que monitore isso. Em particular, como impacta o futuro de Holmgren. Mas, apesar da grande decepção, ele ainda é uma peça vital para a equipe. Um All-NBA com enorme teto.

Gustavo Lima: Não. Por mais que a última impressão não tenha sido boa, Holmgren é uma peça-chave do Thunder. E, cá entre nós, ele fez uma boa temporada. Tanto que foi eleito para o terceiro time ideal da NBA.

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2. O Cavaliers errou em manter o técnico Kenny Atkinson?

Gustavo Freitas: Não. Quero pensar que não, pois Atkinson era aclamado há menos de dois anos por levar esse time ao primeiro lugar do Leste. Já não serve mais agora? Ele cometeu erros, mas usou quase tudo o que tinha contra o Knicks. James Harden defendeu muito mal e virou o mapa da mina do adversário. A culpa não é toda do técnico.

Leonardo Paglioni: Não. O Cavaliers já trocou de técnico antes e os problemas estão aí. Em particular, nos playoffs. Quem seria o mágico capaz de revolucionar esse time com a mesma base de elenco? Então, eu não acho que seja o caminho.

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Ricardo Stabolito Jr: Não. Eu fiquei assustado com algumas declarações de Atkinson durante a série contra o Knicks. Mas não dá para discutir com fatos: com o técnico, o Cavaliers faz campanhas melhores a cada ano em playoffs. O desempenho em quadra nem sempre corresponde, mas os resultados embasam a sequência do trabalho.

Matheus Carvalho: Sim. Eu acho que Atkinson teve uma temporada bem frustrante. Não achou rotações, a defesa seguiu ruim e a equipe teve mais dificuldade contra o Raptors do que deveria. Mudaria os ares, já que o seu ataque não tem mais aquela identidade que dominou em 2025.

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Gustavo Lima: Não. O voto de confiança no técnico faz sentido. O Cavaliers jogou só quatro meses com James Harden como armador. Culpar Atkinson pelo que aconteceu nas finais do Leste, por isso, seria cruel. Muitos se esqueceram que Cleveland eliminou o líder da conferência antes? A equipe é boa, só precisa de alguns ajustes no elenco.

3. O Thunder deve exercer as opções de extensão nos contratos de Lu Dort e Isaiah Hartenstein?

Gustavo Freitas: Não, de jeito nenhum. A saída dos dois deixa o Thunder abaixo do segundo limiar da folha salarial e facilita o trabalho da direção. Cason Wallace está pedindo passagem, enquanto Jaylin Williams pode assumir um papel maior. Além disso, Thomas Sorber nem estreou. Enfim, não manteria os dois.

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Leonardo Paglioni: Sim. Eu não manteria Lu Dort, mas o seu contrato pode ser útil para compor trocas. Hartenstein segue a mesma lógica, pois é um pivô que poderia despertar interesse em outras franquias. Apesar que, no caso do segundo, acho que ainda pode ser muito útil ficando em Oklahoma City.

Ricardo Stabolito Jr: Não. O elenco do Thunder está ficando caro e, por isso, precisa começar a “cortar a gordura” para pagar quem interessa. Ambos são bons e úteis, mas já há substitutos consolidados (Cason Wallace) ou em potencial (Sorber, duas escolhas TOP 20 neste draft). Se aceitar renegociar o contrato, eu até posso mudar de posição no caso de Hartenstein.

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Matheus Carvalho: Sim e não. Eu ficaria com Hartenstein, pois, apesar dos projetos, não há um pivô pronto para assumir a função. O ajuste com Holmgren jogando de pivô até agrada no ataque, mas se perde muito em rebotes e tocos. Mas, no caso de Dort, acho que Cason Wallace é o substituto natural. Aceite a opção e troque.

Gustavo Lima: Sim para Hartenstein, não para Dort. O pivô é importante no Thunder por ser um facilitador ofensivo e um reboteiro dominante. O ala-armador, por sua vez, não foi bem na temporada. Aliás, até perdeu espaço nos playoffs. E a extensão do seu substituto natural, o ótimo Cason Wallace, está batendo à porta.

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4. O Cavaliers precisa trocar mais um dos seus titulares?

Gustavo Freitas: Sim, pois o time precisa ter mais espaçamento e melhorar a defesa. A verdade é que Jarrett Allen vira quase um Rudy Gobert nos playoffs. Acho que Evan Mobley pode ser o pivô da equipe e, com isso, abrir espaço para um ala “3-and-D”. Ou até mesmo um armador mais alto, capaz de marcar o perímetro com competência.

Leonardo Paglioni: Sim. A base de Cleveland precisa de mudanças. Podem explorar a versatilidade de Evan Mobley, por exemplo, colocando-o como pivô e trocando Allen. Eu não confio em Harden nos playoffs também, mas o que podem conseguir em troca dele? Provavelmente, fica por lá por falta de opções mesmo.

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Ricardo Stabolito Jr: Sim. É preciso mexer mais na base para criar algum tipo de fato novo. Allen é o caminho natural para negócio, mas, para ser justo, trocá-lo não seria a resposta para o problema que os playoffs mostraram. Afinal, a grande questão do Cavs foi a falta de defensores e tamanho no perímetro.

Matheus Carvalho: Não. É uma questão difícil porque, nesta temporada, Jarrett Allen mostrou que pode ter sucesso mais do que nunca. Mas também penso que a mudança de visual de time seria positiva. Talvez, a melhor opção seja renegociar o contrato de Harden e aproveitar o que sobra da flexibilidade salarial para conseguir um ala alto.

Gustavo Lima: Sim. Eu tentaria trocar Jarrett Allen por um defensor de perímetro. E, em seguida, buscaria um pivô mais barato no mercado. Ele é uma peça dispensável no quinteto inicial, uma vez que não faz diferença nos playoffs. Ademais, tem um contrato salgado: são cerca de US$90 milhões em salários pelas próximas três temporadas.

5. O Thunder, como construído hoje, pode vencer o Spurs nos playoffs?

Gustavo Freitas: Sim. Faltou Jalen Williams em sua melhor condição física. Por isso, o jogo da equipe ficou centrado demais nas mãos de Shai Gilgeous-Alexander. O ataque do Thunder, muitas vezes, ficou bem dependente de lances individuais. Williams teria ajudado nesse sentido, por exemplo.

Leonardo Paglioni: Sim. O Thunder tem totais condições de ser campeão com esse núcleo, mas Sam Presti poderia ser mais agressivo no mercado. O ideal, a princípio, seria trazer mais opções ofensivas para não depender só da evolução de Holmgren, saúde de Jalen Williams e da qualidade de Gilgeous-Alexander.

Ricardo Stabolito Jr: Sim. Eu sei que o momento é de exaltar o Spurs com justiça, mas vamos aos fatos? O Thunder forçou uma série de sete jogos contra os texanos mesmo sem o seu segundo melhor jogador (Williams) e a sua grande revelação nos playoffs (Ajay Mitchell). Lesões fazem parte do jogo, mas é isso aí.

Matheus Carvalho: Sim. O Spurs vai melhorar muito daqui em diante, mas o Thunder também jogou a série sem dois dos seus quatro jogadores ofensivos mais importantes. Além disso, um deles foi um Holmgren sem impacto. Dá para corrigir algumas rotas, mas a base está firme e esse time veio para ficar.

Gustavo Lima: Sim. O Thunder tem o elenco mais profundo da NBA, uma defesa de elite e o bi-MVP da liga. A lesão de Jalen Williams foi um baque para o atual campeão. Mas, com o ala saudável, OKC teria chegado às finais pelo segundo ano seguido.

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