Antes de ser campeão da NBA, Thunder tentou fazer tank e não conseguiu
Time de Oklahoma City adiou por um ano os seus planos de reconstruir o elenco
Campeão da NBA em 2025, o Oklahoma City Thunder demorou a fazer tank. Quando tentou, não conseguiu logo de cara. Foi difícil, pois a ideia era entrar no Draft de 2020, que teria uma classe muito forte nas primeiras escolhas. Mas tudo deu errado.
O Thunder vinha de um momento particularmente difícil para a franquia. Afinal, Kevin Durant deixou o time para fechar com o Golden State Warriors. Russell Westbrook até tentava de tudo para fazer a equipe competir em alto nível, mas a falta de grandes nomes fez a coisa desandar.
Nem mesmo Carmelo Anthony e Paul George conseguiram ajudar Westbrook a fazer o Thunder ir longe na NBA. Era o momento de recomeçar tudo, mas a direção buscava as peças certas para atingir seus objetivos.
Então, na agência livre de 2019, o time resolveu trocar George para o Los Angeles Clippers, Westbrook para o Houston Rockets, enquanto Anthony ficou só por um ano. A equipe não tinha ideia que estava fazendo um dos melhores negócios de todos os tempos com o Clippers, aliás.
Na troca de George, o Thunder recebeu Shai Gilgeous-Alexander, atual duas vezes MVP da NBA, e várias escolhas de Draft. Além disso, ficou com Chris Paul, em baixa, após frustração no Rockets.
Para 2019/20, o técnico Billy Donovan escalou seu quinteto com Chris Paul, Gilgeous-Alexander, Lu Dort, Danilo Gallinari e Steven Adams. Naquele momento, era o que ele tinha em suas mãos, enquanto o banco contava com Dennis Schroder e Nerlens Noel. Ou seja, não se tratava de um grande elenco.
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Mas a vida é uma caixinha de surpresas. O tank do Thunder não só não deu certo, como fez frente ao Rockets nos playoffs da NBA, e venceu o Los Angeles Lakers, campeão daquele ano, pouco antes dos playoffs.
Como a temporada teve a interrupção em março, o time foi para a “bolha” pronto para encarar qualquer adversário. E o Rockets era uma equipe que tinha James Harden e Eric Gordon em alta. Após dois jogos, Houston vencia a série por 2 a 0.
Então, o Thunder venceu os próximos dois embates e empatou em 2 a 2. Houston venceu o quinto, Oklahoma City ganhou o sexto e, no último, Shai Gilgeous-Alexander chegou a deixar em 102 a 101, com menos de dois minutos para o fim. No entanto, PJ Tucker virou para o time texano. Lu Dort teve a chance de fazer o que ninguém imaginava, mas falhou após levar toco de Harden. Gallinari poderia empatar no último segundo, mas errou o primeiro lance livre, o que acabou com as esperanças da equipe.
Após cair na primeira rodada, aí o Thunder foi mesmo para o tank. Não foi fácil, entretanto.
Mesmo depois de despachar Chris Paul, o time recebeu Al Horford. Mas a direção teve de afastar Horford e Gilgeous-Alexander por “lesões”. Afinal, o grupo se recusava a perder. Depois de 37 jogos, a equipe tinha 17 vitórias, especialmente porque os principais jogadores perdiam muitas partidas, poupados. Depois, ganhou só mais cinco até o resto do ano.
Reconstrução
Tudo o que a direção fez foi pensar em um plano para vencer em um futuro próximo. Claro que não seria fácil, pois o time teria de passar por anos de derrotas. Deu certo.
O Thunder conseguiu a reformulação depois de três anos de tank, virando campeão da NBA. Para isso, selecionou Jalen Williams, Chet Holmgren, Cason Wallace (via Dallas Mavericks) e Josh Giddey. Este último não deu o resultado que a franquia queria, então fez uma troca por Alex Caruso. Assinou com Isaiah Hartenstein e… pronto.
Venceu em 2024/25 e caiu na final do Oeste na última campanha. E a direção seguiu trabalhando.
Mesmo com sérios riscos de pagar multas gigantescas na NBA, o time conseguiu deixar tudo sob controle e segue com o melhor elenco da liga. A direção do Thunder sabe trabalhar. As outras que sigam.
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