Steve Kerr vê recorde do Warriors como quase imbatível
Golden State fez história no fim dos anos 2010

Um recorde dos mais impressionantes da dinastia do Golden State Warriors de Steve Kerr, completou dez anos na última segunda-feira (13). Em suma, a última rodada da temporada regular de 2015/16, quando o time de San Francisco venceu 73 dos 82 jogos da campanha, a maior marca da história da NBA, superando o Chicago Bulls de Michael Jordan com 72 vitórias em 1996. Desde então, ninguém passou perto de bater a marca.
Houve alguma conversa sobre o Oklahoma City Thunder de 2025/26 nesse sentido. Afinal, os atuais campeões abriram a atual temporada com 24 triunfos nos primeiros 25 jogos. Um ritmo de 72 vitórias em 75 partidas, que levariam a apenas dois triunfos necessários com sete partidas por jogar ao fim da campanha. O começo arrasador, no entanto, não continuou. O líder do Oeste e da NBA nessa campanha terminou com 64 vitórias.
Steve Kerr admitiu que temeu pelo recorde histórico do Warriors de 2015/16 no começo dessa campanha.
“No início de 2025/26, eu achei que Oklahoma conseguiria. Mas é ai que você percebe o quão difícil é realizar o que realizamos naquele ano. É muito difícil vencer 74 partidas em 82 jogos, muito difícil”, afirmou o treinador.
Kerr também cita que o próprio ritmo de jogo atual dificulta a busca pelo recorde. Além disso, cita jogadores sendo poupados como outro problema para isso.
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“Tudo mudou muito em dez anos. Olhe o ritmo e o espaço do jogo moderno. Isso mudou tudo para sempre, sobretudo em termos de desgaste. Então, é preciso poupar jogadores. Hoje nós conseguimos preservar e entender muito mais do que naquela época, evitando problemas maiores. Os caras tem carreiras mais longas e temporadas mais curtas. Enfim, é muito difícil. Não acho que alguém vá fazer um 74-8 um dia”, opina o técnico.
Porém, o título que coroaria o recorde não veio. Pelo contrário, um trauma se criou para o Golden State Warriors. Após abrir 3 a 1 na série final, a equipe sofreu uma virada épica contra o Cleveland Cavaliers de LeBron James.
“A verdade é que isso subestima o feito e será assim para sempre. É engraçado porque algumas pessoas dizem que não deveríamos ter ido atrás do recorde e que nossa campanha nos playoffs teria sido melhor. Para mim, não tinha como saber. Por fim, enfrentamos dois ótimos times que nos levaram a sete jogos. Não há vergonha em se chegar ao jogo 7 das finais da NBA após 73 vitórias. Tiro meu chapéu para Cleveland e para LeBron com aquela virada”, cravou Kerr.
Dez anos depois, a equipe está em situação diferente. Com apenas 37 vitórias em 2025/26, o time joga sua temporada nessa semana. Em suma, precisa vencer o Los Angeles Clippers fora de casa para se qualificar para outro duelo como visitante contra Phoenix Suns ou Portland Trail Blazers. Se vencer ambos, o time de Stephen Curry enfrentará justamente o Thunder na primeira rodada dos playoffs.
Enquanto isso, em Los Angeles
A última rodada da NBA em 2015/16 teve outro fato marcante. Afinal, marcou a despedida de Kobe Bryant do basquete. O astro do Los Angeles Lakers marcou 60 pontos em um fim de jogo apoteótico na Califórnia contra o Utah Jazz.
Stephen Curry fez uma confissão ao falar dos dez anos do recorde: Estava bravo por não poder assistir o último jogo de Bryant.
“A verdade? Eu estava bravo porque queria ver o último jogo de Kobe. Eu sabia o que estava em jogo naquela noite para nós, mas também queria assistir Bryant. Também somos fãs da NBA, apesar de jogadores. Eu sai da quadra e me contaram que ele fez 60 pontos e eu não acreditei. Então, eu estava feliz pelo que fizemos e alcançamos, mas meu lado de fã estava frustrado. Mas foi uma ótima experiência com certeza”, concluiu o camisa 30.
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