Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Revisão da Temporada – Los Angeles Clippers

Franquia de Los Angeles novamente decepcionou nos playoffs

Los Angeles Clippers (51-31)

Temporada regular: quarto lugar da conferência Oeste
Playoffs:
eliminado na primeira rodada pelo Utah Jazz, em sete partidas
MVP da campanha:
Chris Paul (18.1 pontos, 5.0 rebotes, 9.2 assistências e 1.9 roubo de bola)

Pontos positivos

– A equipe escolheu bem seus tiros de quadra, fechando como a segunda melhor no aproveitamento dos arremessos, com 47.5%, atrás apenas do campeão Golden State Warriors.

– Ainda na escolha de arremessos, ninguém sofreu menos tocos na temporada do que a franquia de Steve Ballmer.

Continua após a publicidade

– O Clippers fechou a temporada com o quinto melhor Offensive Rating em toda a liga.

Pontos negativos

– Se DeAndre Jordan ajudou nos arremessos de quadra, ele certamente não contribuiu nos lances livres, visto que a equipe foi a quarta pior na categoria.

– Com apenas 4.2 tocos por jogo, a equipe esteve no terço inferior na posição em comparação com o restante da liga. Mais que isso, a estatística indica a fragilidade defensiva da equipe quando Jordan, responsável por quase metade das rejeições, estava no banco.

Continua após a publicidade

Análise

A temporada 2016/17 do Clippers não fugiu muito da expectativa de torcedores e analistas. No papel, todos sabiam da competência do time, particularmente quando seu big 3, composto por Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, estava saudável. Porém, as constantes lesões e falta de qualidade no banco fazia do Clippers um time bom para ganhar jogos, mas não o suficiente para alçar sonhos mais altos.

O começo da temporada foi animador para o torcedor da franquia angelina. Foram 14 vitórias nas 16 primeiras partidas da equipe. As coisas voltaram ao normal quando a equipe perdeu seus três jogos finais do mês de novembro, e teve uma campanha com mais derrotas que vitórias no mês seguinte.

Continua após a publicidade

O resto da temporada foi mais ou menos como esperado: com dificuldades para ganhar do Warriors e Rockets, o Clippers baseava sua campanha em vencer jogos contra adversários inferiores. Apesar disso, a equipe esboçava lampejos do time que poderia ser, tendo em seu currículo duas vitórias contra o Cavaliers e três contra o Spurs. Outro ponto que animou os torcedores foi o bom final de temporada, com sete vitórias nas últimas sete partidas.

Nos playoffs, os erros de sempre voltaram a assolar o Clippers. Comumente criticado pela falta de aparição de seus grandes jogadores na hora decisivas, o Clippers enfrentou um jovem time do Jazz, no que foi uma das principais séries da primeira rodada dos playoffs. No primeiro jogo, a equipe já foi surpreendida e perdeu a vantagem do mando de quadra após grande jogo de Joe Johnson. Após fazer a segunda em casa, o Clippers foi a Salt Lake City e, mesmo com Blake Griffin se machucando, conseguiu recuperar a liderança no confronto. No entanto, a lesão do ala-pivô foi sentida nos demais jogos da série, que teve o Jazz saindo como vitorioso após ganhar o sétimo e derradeiro jogo em pleno Staples Center.

Continua após a publicidade

Futuro

A pós-temporada do Clippers foi composta por duas grandes decisões: após diversos anos seguidos com bom desempenho na temporada e fracasso nos playoffs, a hora de mudanças finalmente havia chegado. E quem saiu do time foi justamente o armador e principal estrela Chris Paul, trocado para o Houston Rockets por um pacotão de jogadores que devem fortalecer o sempre criticado banco do Clippers.

Se Chris Paul saiu, Blake Griffin assinou uma longínqua renovação de contrato, ganhando $173 milhões pelos próximos 5 anos. Com a saída de Paul, é esperado que o ala-pivô melhore seus números, passando a atuar um pouco mais com a bola nas mãos. Também será interessante ver qual será a contribuição de Milos Teodosic, considerado por muitos o melhor passador do basquete europeu. Teodosic e Beverley devem rotacionar no comando da armação, e a esperança é que o fortalecimento do banco com menos estrelas concentradas possa fazer aumentar o rendimento do Clippers.

Continua após a publicidade

Ainda assim, é difícil imaginar que o time vá recuperar a saída do já mencionado Chris Paul e dos também armadores JJ Redick e Jamal Crawford. O mais provável é que a equipe passe por 1 ou 2 anos de renovação até encontrar no draft ou na free agency um outro nome de impacto que possa novamente elevar o patamar da franquia.

comentários