Anthony Davis foi um jogador dominante para o Los Angeles Lakers nos playoffs, mas o seu impacto diminuiu na série contra o Denver Nuggets. Os angelinos estão à beira da eliminação, afinal, enquanto sofrem quase 121 pontos por 100 posses de bola nas finais do Oeste. O treinador Michael Malone sugeriu que o impacto e o trabalho do astro na marcação não é tão grande quanto recebe crédito.
“Nikola [Jokic] e Jamal [Murray] são os nossos jogadores que iniciam o ataque, então recebem uma enorme atenção dos outras equipes. Eles estão sendo caçados pela quadra inteira, em síntese. E Anthony só fica na ‘sobra’ dentro do garrafão por uns oito segundos por vez. Quando alguém infiltra, ele simplesmente aparece para congestionar o garrafão”, explicou o comandante do time do Colorado.
A terceira partida da série, em particular, ofereceu estatísticas que sinalizam que o impacto de Davis não foi ideal. O time cedeu absurdos 129 pontos por 100 posses de bola enquanto o astro esteve em quadra. Foi mais de seis pontos pior do que a marca da equipe como um todo no jogo. Malone, no entanto, deu crédito ao desempenho do seu elenco pelo domínio no duelo do último sábado.
“Cometer só seis erros de ataque e ceder oito pontos em desperdícios em um jogo assim foi sensacional. O meu medo, a princípio, era que nós chegássemos em Los Angeles e eles controlassem a partida. LeBron James atacasse em transição e, com isso, a torcida ficaria maluca. Poderia ter saído do controle muito rápido, mas nunca deixamos que acontecesse”, elogiou o experiente treinador.
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Melhorar
Não é só Malone quem não se impressiona com o trabalho defensivo de Anthony Davis na série entre Lakers e Nuggets. O próprio atleta, por exemplo, não está satisfeito com o que apresentou até o momento. O astro anota médias de 28,7 pontos e 14,0 rebotes por partida. No entanto, se a sua marcação não estiver funcionando, ele sente que não cumpre a sua função no time.
“Esse time paga-me milhões para que, antes de tudo, seja a âncora de uma defesa de elite. Então, eu preciso descobrir como ser melhor e impactar mais. Tenho que ajudar e cobrir todos em quadra. Esse é o meu trabalho e responsabilidade dentro da equipe: proteger os meus companheiros. E, por enquanto, não sinto que fiz um bom trabalho”, reconheceu o veterano.
É verdade que, em síntese, Davis cumpre um papel duplo enquanto protege o aro. Ele também marca um jogador, ainda que seja o mais inofensivo dos chutadores adversários. Mas isso não lhe interessa. “Não me importa se eu estou de olho em Nikola e, ao mesmo tempo, marcando Aaron Gordon. Preciso aceitar e entender a responsabilidade de que sou o guia dessa defesa”, cravou.
Elogios
Mas nem todos no Nuggets têm uma visão cética sobre Davis. Jokic, por exemplo, só tem elogios ao adversário nas finais do Oeste. O pivô sérvio vive o desafio de marcar e ser marcado pelo craque a cada partida da série. Ele pode até não ser aquele jogador dominante dos confrontos anteriores, mas segue um oponente espetacular.
“Anthony é, provavelmente, o jogador mais habilidoso do seu tamanho nessa liga. Ele possui muitos recursos com a bola nas mãos e é um bom arremessador, além disso. Pega rebotes e ataca o aro. Domina o garrafão, em síntese. Esse cara é um dos jogadores mais talentosos da NBA, certamente”, exaltou o duas vezes MVP da liga.
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