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Los Angeles Clippers: uma temporada histórica nas bolas de três pontos

Matheus Gonzaga e Pedro Toledo analisam o desempenho do Clippers na fase regular em 2020/21

Los Angeles Clippers fim
Andrew D. Bernstein / AFP

O Los Angeles Clippers tem um aproveitamento de 41.6% nas bolas de três pontos. Esse número é 2.4% superior ao segundo colocado, mesma diferença do segundo para o 14º. Não só nenhum time na temporada chega perto da perícia no perímetro do Clippers, como nenhum time na história o faz. Esse é o principal motivo do time angelino estar perto de quebrar o recorde de ataque mais eficiente de todos os tempos. 

O aproveitamento fica ainda mais “ridículo” se considerarmos apenas tentativas de catch and shoot: 42.9%. Apesar de serem geradas em volume mediano, essas tentativas impulsionam drasticamente o desempenho ofensivo da equipe. Se pegarmos apenas a zona morta,  o aproveitamento dispara para 46%! Mas nem só de arremessos fáceis vive o time, que também lidera a liga em eficiência de pull ups (37.8%). Não há o que fazer com os arremessadores do Clippers: o único jogador da rotação que tem um aproveitamento de três pontos abaixo da média da liga é Serge Ibaka, que acerta ainda sólidos 35% (além, é claro, do não arremessador Ivica Zubac). 

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Isso nos traz ao ponto de como essas bolas são geradas: em geral, a equipe se movimenta pouco no ataque (quinta menor marca da NBA) e passa em volume médio. Os princípios do Clippers são pick-and-rolls e posses de isolation de seus principais jogadores, que podem pontuar (principalmente com jump shots – de três ou da meia distância) ou acionar diversos chutadores de alto nível (como Luke Kennard, Marcus Morris, Nicolas Batum e Patrick Beverley). Um esquema simples, mas altamente eficiente.

Os astros Kawhi Leonard e Paul George são o coração desse esquema, sendo responsáveis por uma boa parte das ações com a bola e dos pull ups.

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Leonard não tem tido sucesso no mano a mano (0.93 PPP), mas é devastador nas cerca de três posses no post por partida (1.16 PPP) e em pick-and-rolls (1.12 PPP). Sua presença e ameaça de pontuação abrem muitas tentativas no perímetro para os companheiros, além de seu costumeiro desempenho eficiente enquanto pontuador (59% True Shooting). O ala, porém, não depende de ter a bola na mão. Quando acionado em spot ups, Kawhi tem surreais 1.29 pontos por arremesso. Isto é, ao receber a bola após ações de outros jogadores, ele destrói defesas adversárias, seja arremessando de três (47% em catch and shoot) ou infiltrando (onde, em todos os contextos,  gera em média 1.28 pontos por finalização). Leonard é uma ameaça completa. Com a bola ou sem ela, o astro é capaz de ser extremamente efetivo.

O papel de George, por sua vez, é uma variação do de Kawhi. Ele também é um jogador que usa o mano a mano (1.11 PPP) e pick-and-rolls (0.99 PPP), mas é mais efetivo em spot ups (1.34 PPP). Kawhi e George são muito capazes de criar no ataque e exploram ainda melhor as brechas que o adversário abre. Uma prova disso é o absurdo desempenho ofensivo do Clippers quando ambos estão em quadra: 123.2 pontos por arremesso.

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No outro lado da quadra, a história é um pouco mais complicada. Trata-se apenas da 12ª melhor defesa da liga, longe de ser uma marca ruim, mas não é o ideal para um time que visa o título. Não há nada de muito errado com a defesa do Clippers. Ela simplesmente é mediana em todos os sentidos. Mas há um ponto para ser otimista: quando Kawhi e PG estão simultaneamente em quadra, a eficiência defensiva da equipe é da ordem de 106, marca excelente. Nos playoffs, ambos jogarão mais minutos e, com isso, a defesa deverá melhorar.

Em suma, o Clippers é outro forte candidato ao título. Equipes com criadores de elite e jogadores que sabem aproveitar as aberturas que geram são sempre muito difíceis de parar, ainda mais quando os próprios criadores também são ameaças sem a bola.

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* Por Matheus Gonzaga e Pedro Toledo (Layups & Threes)

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