Victor Wembanyama, certamente, é a única aposta segura nas projeções para o próximo draft da NBA. Já dá para cravar que o prospecto francês vai ser a primeira escolha geral, antes mesmo da loteria do recrutamento. Mas nem todo mundo está satisfeito com os rumos da carreira do prospecto. Para o ídolo Tony Parker, ele não mostrou nenhum tipo de evolução técnica nos últimos meses.
“Ter trocado de equipe antes da temporada foi uma pena, pois eu não sei se Victor evoluiu na temporada. Será que é divertido mesmo só jogar uma vez por semana? Disputar uma Euroliga, por exemplo, teria sido uma ótima preparação para o seu futuro, assim como foi para Luka Doncic. Gostaria muito de ter visto o Victor em uma competição desse nível”, avaliou o ex-armador do San Antonio Spurs.
Parker, no entanto, tem uma opinião bastante parcial sobre o assunto. O ex-atleta é o presidente do ASVEL, a equipe que Wembanyama resolveu deixar para buscar maior espaço em outro clube. Foi o que ele achou no Metropolitans 92, onde está atualmente. A sua nova equipe pode não disputar a competição continental, mas está à frente do ASVEL na tabela da liga nacional.
“Eu posso dizer que não existe nenhum tipo de animosidade entre Tony e eu. E sei que, além disso, a imprensa pode distorcer algumas declarações. Ele entende que progredi assumindo um papel maior em um time, mais do que nas estatísticas ou na classificação. Hoje, eu tenho uma função importante em um uma equipe bem posicionada em nossa liga”, rebateu o fenômeno francês.
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Decisão certa
Existem, realmente, argumentos para defender os dois lados. Victor Wembanyama enfrentaria uma competição superior na Euroliga, antes do draft de NBA. Mas, ao mesmo tempo, o seu limitado tempo de quadra no ASVEL coloca dúvidas sobre o quanto realmente atuaria. Além disso, a questão é irrelevante para a projeção no recrutamento. Ele acredita, por isso, que não tem nada a lamentar.
“Tive um pouco de arrependimento, a princípio, em não disputar a Euroliga. Afinal, como competidor, gostaria de ter tido o ‘gostinho’ de vivenciar um torneio assim. No entanto, em retrospecto, eu não tinha motivos para disputá-la. Tive que tomar uma decisão pensando na sequência da minha carreira e, por enquanto, eu sinto que fiz o certo”, justificou o pivô de 19 anos.
Não disputar torneios no meio de semana foi uma decisão estratégica do estafe do jogador, por sinal. Afinal, permite que dedique-se mais a treinos específicos e ao dia-a-dia do time. “Só disputo um jogo por semana, sim, mas com mais minutos e responsabilidade. É uma questão, então, de impacto. Tenho um papel muito mais importante agora, além de mais tempo”, completou.
Certeza?
Quase todas as franquias e olheiros da liga parecem animados com as perspectivas da carreira do prodígio. Mas, especialmente fora das quatro linhas, há quem ainda tenha dúvidas. O lendário Charles Barkley é uma dessas pessoas. O ex-atleta não nega o talento do prospecto, mas vê um caminho longo para que ele vire o que muitas pessoas projetam como certeza.
“Todos querem selecionar Victor e, certamente, parece ser um grande prospecto. Mas não dá para dizer nada até que chegue e jogue na NBA, de fato. Não sou fã dessa expectativa toda porque acho que vai ser um grande ajuste para o garoto. Jogar nessa liga tem muito pouco a ver com enfrentar a seleção da República Tcheca, por exemplo”, avaliou o integrante do Hall da Fama.
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