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Here Come the Suns

Gustavo Lima analisa a surpreendente campanha do Phoenix Suns na temporada

Sun, Sun, Sun, here it comes

O Phoenix Suns está trollando todos os analistas de NBA nesta temporada. Antes da bola subir em 2013/14, o Suns era apontado como um dos “favoritos” a fazer a pior campanha da liga. Inclusive o Jumper Brasil, na figura deste que vos escreve, previu que o time do Arizona fizesse a segunda pior campanha da conferência Oeste, sendo melhor apenas que o Utah Jazz.

Também pudera, trocas foram feitas, veteranos saíram (Marcin Gortat, Luis Scola e Caron Butler) e o elenco ficou enfraquecido. O cenário para tank estava desenhado. E esse era o plano de rebuild do GM Ryan McDonough: elenco rejuvenescido, escolhas de draft acumuladas e uma boa condição para pegar uma pick de loteria no badalado recrutamento do ano que vem. O trabalho de reconstrução do elenco é de médio e longo prazo.

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Entretanto, as coisas não estão saindo exatamente como previstas. Para a surpresa geral de todos, inclusive de seus torcedores e dirigentes, o Suns é o sexto colocado no Oeste e dono da oitava melhor campanha da NBA. A equipe de Phoenix venceu 16 dos 25 jogos que disputou, incluindo dois triunfos sobre o Portland Trail Blazers, time que tem a segunda melhor campanha da temporada. Portanto, se a temporada acabasse hoje, o Suns estaria classificado para os playoffs na concorrida conferência Oeste, depois de quatro anos.

Fator Hornacek

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O técnico Jeff Hornacek, que assumiu o time há quatro meses, vem fazendo um trabalho digno de aplausos. Estreante no cargo, o ex-jogador do próprio Suns chegou à franquia em maio deste ano para cumprir um contrato de três temporadas. Todo mundo sabe que o time de Phoenix não tem um elenco forte, mas Hornacek vem conseguindo extrair o melhor de seus comandados. Quem está assistindo aos jogos do Suns nesta temporada sabe que o time briga até o final, em todas as partidas. Não tem nada de tank

Além disso, Hornacek conseguiu dar consistência defensiva ao time, que, historicamente, não é muito chegado em defender. O time saltou da quinta pior defesa, na última temporada, para a 18ª melhor (sofre, em média,100.8 pontos) em 2013/2014. Uma estatística defensiva chama a atenção: o Suns é o segundo time que menos levou bolas de três pontos na temporada (116), atrás apenas da espetacular defesa do Indiana Pacers (115).

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Mas o grande destaque da equipe do Arizona, que adora jogar em transição, é o ataque. O Suns tem o oitavo melhor ataque (média de 103.3 pontos anotados), lidera a liga em pontos obtidos após contra-ataques (19.3) e  é o segundo em bolas de três pontos convertidas (9.7 por jogo), atrás apenas do Portland Trail Blazers (10.1).

Dupla Dinâmica

Há de se destacar o ótimo desempenho da dupla de armadores Eric Bledsoe e Goran Dragic. Se havia alguma dúvida antes da temporada de que os dois poderiam atuar juntos, a resposta já foi dada nesses primeiros 25 jogos. Os dois são os principais cestinhas da equipe e vêm apresentando números de se tirar o chapéu.

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Os mais antigos irão se lembrar. Com Bledsoe e Dragic juntos, o Suns está revivendo um estilo de jogo adotado em meados da década de 90, quando a equipe tinha os mitos Kevin Johnson e Jason Kidd atuando lado a lado no perímetro. 

Médias da dupla

– Goran Dragic: 18.7 pontos, 5.9 assistências e 48.1% de aproveitamento nos arremessos de quadra
– Eric Bledsoe: 19.1 pontos 4.2 rebotes, 6.3 assistências, 1.6 roubada de bola e 49.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra

Reparem nos gráficos abaixo que a dupla adora atacar a cesta. Isso explica o bom aproveitamento deles nos arremessos de quadra.

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Shotchart - Goran Dragic

Goran Dragic

 

Shotchart - Eric Bledsoe

Eric Bledsoe

Plumlee, a grata surpresa

Outro jogador que vem chamando a atenção é o pivô Miles Plumlee. Envolvido na troca que culminou na ida de Scola para o Indiana Pacers, o jogador, de 25 anos, assumiu a condição de titular após a saída de Gortat para o Washington Wizards.

Na temporada passada, quando chegou à NBA, Plumlee atuou em apenas 14 partidas pelo Pacers, sempre com pouco tempo de quadra. Para falar a verdade, ele era um jogador fora da rotação do time de Indiana e só entrava nos jogos mais fáceis e que já estavam com os placares definidos.

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Já em 2013/14, ele jogou todas partidas do Suns até o momento e conseguiu médias de 9.5 pontos, 8.7 rebotes e 1.8 toco (sétimo da NBA nesse quesito), com 28 minutos de média em quadra. Plumlee é o responsável pela proteção da cesta, o big man que faz o trabalho sujo no garrafão.

Com o novato Alex Len, aposta do Suns para o futuro, sendo preservado por causa de lesões, Plumlee ganhou visibilidade. De jogador marginalizado no Pacers, ele virou peça importante no Suns.

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Banco de reservas

Não poderia deixar de mencionar também a contribuição do banco de reservas nessa campanha surpreendente do time de Phoenix. Gerald Green, Markieff Morris e Marcus Morris estão jogando acima do esperado. Juntos, eles contribuem com 36.5 pontos. Markieff, o terceiro cestinha do Suns, já foi até escolhido como melhor jogador da semana na NBA (entre 4 e 10 de novembro). 

O trio sempre entra em quadra demonstrando muita energia, sendo, inclusive, decisivo em algumas partidas, como aconteceu contra o Denver Nuggets, na última sexta-feira. Nesse jogo, os três anotaram 58 dos 103 pontos do Suns, que conseguiu uma virada incrível após estar perdendo por uma diferença de 21 pontos.

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Futuro

Na próxima temporada, o Suns terá cerca de 28 milhões de dólares de espaço na folha salarial e sete jogadores com contrato garantido (Goran Dragic, Archie Goodwin, Gerald Green, Marcus Morris, Markieff Morris, Miles Plumlee e Alex Len).

Uma parte desse dinheiro deverá ser usada na renovação de contrato de Bledsoe, que será agente livre restrito. A outra parte poderá ser utilizada para buscar um ou até dois jogadores de qualidade no mercado (Gordon Hayward, Greg Monroe, Chandler Parsons, Pau Gasol, Luol Deng e Lance Stephenson serão free agents).

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Além disso, o time de Phoenix possui duas escolhas de primeira rodada garantidas no recrutamento do ano que vem e grandes possibilidades de ter mais duas (uma do Washington Wizards – TOP 12 protegida – e uma do Minnesota Timberwolves – TOP 13 protegida).

Portanto, o cenário parece ótimo para o Suns. Os trabalhos do novo GM e do novo treinador já estão dando resultados positivos. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: o Suns vai com tudo para chegar aos playoffs nesta temporada – buscando, inclusive, um jogador de mais qualidade até a trade deadline – ou vai tirar o pé do acelerador, poupar jogadores aqui e ali para que o time fique em uma posição favorável na loteria do próximo draft?

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A batata quente está nas mãos de Ryan McDonough. Nos últimos dias, o dirigente declarou que está em busca de um atleta experimentado para ajudar o time agora. Será mesmo? 

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