Falem bem ou falem mal, mas falem de mim. A sabedoria popular diz que estar “na boca do povo”, às vezes, é mais importante e significativo do que ter uma imagem positiva ou negativa junto ao público. Rudy Gobert está entendendo isso na prática: após ser razão de piada ao ouvir Shaquille O’Neal afirmar que não merece o novo contrato que acabou de receber do Utah Jazz, ele notou que simplesmente ser criticado é um sinal de sucesso em uma geração que consegue contestar astros como LeBron James.
“Quanto melhor torna-se como jogador, mais as pessoas vão falar sobre você. E, quanto mais falam sobre você, mais as opiniões ficam extremas: vão elogiá-lo e adotá-lo como um ídolo ou criticá-lo como um vilão. Então, eu meio que comecei a abraçar tudo isso e assumi qualquer crítica como, no fim das contas, um tipo deturpado de elogio”, explicou o pivô francês, vencedor de dois prêmios de melhor defensor da liga, em entrevista ao site The Athletic.
Gobert era tratado como um achado do Jazz desde que foi escolhido no fim da primeira rodada do draft de 2013. Mas, com o crescimento de seu espaço e importância para o sucesso da equipe, os detratores passaram a ser mais comuns focando em tudo o que ele não conseguia fazer em quadra. Desde 2017, além dos prêmios defensivos, ele foi eleito quatro vezes para os quintetos ideais de defesa da temporada, três vezes para os times ideais da liga e para um Jogo das Estrelas.
“Veja LeBron – que não estou comparando a Gobert -, por exemplo: ele é o jogador mais criticado dessa geração e, ao mesmo tempo, é aquele que conquistou mais títulos, feitos e prêmios. Eu entendi que, quando você começa a jogar bem, surge muita gente fazendo avaliações positivas e negativas por aí. O segredo é que você não pode permitir que isso afete-o, no fim das contas”, refletiu uma das referências do Jazz, que possui a melhor campanha da liga nesse momento.