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Draft 2023: As necessidades do Brooklyn Nets

Jumper Brasil aponta caminhos e alternativas para o Nets no recrutamento deste ano

Draft 2023 Brooklyn Nets
Sarah Stier / AFP

O Jumper Brasil dá prosseguimento à série diária “Draft 2023: As necessidades de cada time”, desta vez com o Brooklyn Nets. Afinal, a equipe novaiorquina terá direito a fazer duas escolhas na primeira rodada do recrutamento deste ano.

Em 2022/23, o Nets foi o sexto colocado da Conferência Leste, com 45 vitórias e 37 derrotas. No entanto, a equipe caiu logo na primeira rodada dos playoffs ao ser “varrida” pelo Philadelphia 76ers.

Após o fracasso esportivo com o trio de astros Kevin Durant, Kyrie Irving e James Harden, o Nets iniciou uma reformulação no elenco. Dessa forma, é esperado que o gerente-geral da franquia, Sean Marks, seja ativo no mercado.

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Com a provável renovação de Cam Johnson (agente livre restrito), a equipe vai precisar se livrar de alguns contratos para não ter que pagar a Luxury Tax. Para sorte do Nets, três veteranos possuem vínculos expirantes: Patty Mills, Spencer Dinwiddie e Joe Harris. Além disso, Royce O’Neale tem um contrato parcialmente garantido. Portanto, dificilmente veremos esse quarteto no Brooklyn em 2022/23.

Por fim, o “elefante na sala” do Nets atende pelo nome de Ben Simmons. O que fazer com um jogador que disputou somente 42 partidas nas últimas duas temporadas e vai receber US$78 milhões em salários até 2025? Marks vai ter trabalho…

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Draft 2023: As necessidades do Brooklyn Nets

Elenco para a próxima temporada (nove atletas com contratos garantidos)

PG: Spencer Dinwiddie (30 anos, expirante de US$20,3 milhões) / Ben Simmons (26 anos, US$37,9 milhões) / Patty Mills (34 anos, expirante de US$6,8 milhões)
SG: Joe Harris (31 anos, expirante de US$19,9 milhões) / Cam Thomas (21 anos, US$2,2 milhões)
SF: Mikal Bridges (26 anos, US$21,7 milhões)
PF: Dorian Finney-Smith (30 anos, US$13,9 milhões)
C: Nic Claxton (24 anos, expirante de US$9,6 milhões) / Day’Ron Sharpe (21 anos, US$2,2 milhões)

Média de idade: 27 anos
Folha salarial: US$134,5 milhões
Agentes livres: Cam Johnson (SF/PF, anos, restrito) / Seth Curry (SG, anos, irrestrito) / Yuta Watanabe (SF, anos, irrestrito) / David Duke (SG, anos, restrito) / Dru Smith (SG, anos, restrito)
Contratos parcialmente garantidos / não garantidos: Royce O’Neale (SF, anos, US$9,5 milhões, sendo US$2,5 milhões garantidos, totalmente garantido a partir de 10/07/23) / Edmond Sumner (SG, anos, US$2,2 milhões, totalmente garantido a partir de 05/07/23)
Exceções salariais: mid-level para times que não pagam Luxury Tax (US$12,2 milhões), bi-anual (US$4,4 milhões), trade exception 1 (US$4,5 milhões, expira em 06/02/24), trade exception 2 (US$18,1milhões, expira em 09/02/24)

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Posições carentes: SF, PF

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Necessidades da equipe

  • Renovar com Cam Johnson.
  • Ao menos um bom reboteiro. Em 2022/23, o Nets foi o segundo time que menos pegou rebotes (40,5 por jogo). Além disso, foi o terceiro pior em pontos de segunda chance.
  • Bons arremessadores. Após as saídas de Durant e Irving, a equipe do Brooklyn caiu vertiginosamente no aproveitamento do perímetro: de segundo para 18º. Além disso, figurou entre os piores da liga no aproveitamento das bolas de três nas situações de catch-and-shoot e após o drible.
  • Ben Simmons saudável. Eu sei que essa é complicada…

Escolhas no Draft 2023: 21, 22 e 51

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Prospectos mais indicados

* Pick 21 

Jett Howard (SG/SF, Michigan, freshman, 19 anos). Filho do ex-jogador Juwan Howard, Jett é alto para a posição e não precisa da bola para ser efetivo em quadra. Excelente e dinâmico arremessador, ele se destaca, sobretudo, quando recebe a bola saindo do movimento. Além disso, é capaz de criar para os companheiros (chama a atenção com bons passes no short-roll), com potencial para se tornar um ballhandler secundário no nível profissional.

Rayan Rupert (SG/SF, New Zealand Breakers-NZL, França, 19 anos). Com experiência profissional, o ala francês é um dos melhores marcadores da classe. Destaque para a pressão que ele coloca no homem da bola. Ou seja, é um verdadeiro “carrapato” e projeto de defensor de elite do ponto de ataque. Além disso, quebra linhas de passes com naturalidade por causa das mãos extremamente rápidas. Ofensivamente, a capacidade de infiltração é o seu “carro-chefe”, pois trata-se de um talentoso quebrador de defesas.

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Leonard Miller (PF, G League Ignite, Canadá). Miller é um ala-pivô muito atlético que tem experiência profissional na G League. A fluidez com que ele conduz a bola pela quadra, a princípio, é incomum para alguém do seu tamanho. Além disso, Miller é um dos melhores reboteiros da classe. No ataque, ele é um finalizador eficiente e tem tudo para se tornar um mismatch ambulante na NBA. Os atletas de sua altura, afinal, simplesmente não possuem a sua agilidade e capacidade de drible. Já na defesa, exibe versatilidade para marcar tanto alas quanto pivôs.

Kris Murray (PF, Iowa, junior, 22 anos). Murray, acima de tudo, pode contribuir desde o primeiro dia para uma equipe vencedora. Canhoto, é um excelente arremessador de três pontos quando bem posicionado. Além disso, consegue encontrar formas de pontuar facilmente, não exigindo a bola sempre nas mãos. É um grande cutter em direção à cesta, e sabe se posicionar muito bem embaixo do aro vencendo seus marcadores fisicamente. Aliás, o seu refino em lances próximos a cesta é incrível. Por fim, é um ótimo marcador individual. Afinal, tem grande entrega defensiva e mãos muito rápidas ao marcar jogadores que têm a posse de bola.

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* Pick 22

Noah Clowney (PF, Alabama, freshman, 18 anos). Um dos prospectos mais jovens da classe, Clowney é um projeto a ser trabalhado. Dono de uma grande impulsão, ele é um jogador muito móvel, de perfil longilíneo e com agilidade nos pés. Além disso, tem muita ferocidade para atacar a cesta e apresenta ótimo potencial para ser uma arma no pick-and-roll. Já na defesa, ele é um bom protetor de aro e tem mobilidade e alcance para ser efetivo nas trocas de marcação. Por fim, Clowney é um ótimo reboteiro.

Dariq Whitehead (SF, Duke, freshman, 18 anos). Apesar da lesão no pé direito que o limitou em Duke, Whitehead oferece um enorme upside nos dois lados da quadra. Um dos prospectos mais jovens da classe, o ala chama a atenção pelos atributos físico-atléticos de elite. Além disso, já se mostrou um ótimo arremessador do perímetro (aproveitamento de quase 43%) e um sólido defensor. Portanto, um protótipo de 3-and-D, tão em alta na NBA. Por fim, Whitehead é um talento a ser lapidado. Ou seja, um projeto de médio e longo prazo.

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Colby Jones (SG/SF, Xavier, junior, 20 anos). Jones é um ala que possui um elevado QI de basquete nos dois lados da quadra. Além disso, é um ótimo criador para os companheiros, evoluiu como arremessador do perímetro (quase 38% de aproveitamento) e mostra versatilidade defensiva. Portanto, um protótipo de role player que cairia bem em qualquer equipe da NBA.

Ben Sheppard (SG/SF, Belmont, senior, 21 anos). Sheppard subiu bastante nas projeções após se destacar no Combine. Potencial 3-and-D na NBA, o ala chama a atenção como arremessador no catch-and-shoot e por ser um bom defensor de perímetro. Além disso, Sheppard possui uma leitura avançada do jogo e consegue criar para os companheiros no pick-and-roll.

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Olivier-Maxence Prosper (SF/PF, Marquette, junior, 20 anos). O canadense, acima de tudo, chama a atenção pelos atributos físicos-atléticos. Forte, explosivo, ágil, dono de braços longos. Dessa forma, Prosper é um defensor versátil. Afinal, tem força física para bater de frente com bigs e agilidade suficiente para marcar alas mais baixos e velozes. Além disso, é um arremessador em franca evolução nas situações de catch-and-shoot.

 

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