É difícil não ver Dillon Brooks, em síntese, como o maior vilão da NBA nos últimos dias. O ala-armador do Memphis Grizzlies foi expulso da terceira partida contra o Los Angeles Lakers por uma falta flagrante dois. A marcação ocorreu depois de um contato ilegal em LeBron James, a quem fez provocações no jogo anterior. O ala-armador se vê injustiçado pelos rumos que as suas palavras tomaram.
“A imprensa quer tornar-me um vilão, assim como os torcedores. E, assim, cria-se uma imagem totalmente diferente sobre mim. Então, agora, sou o cara que quer atingir LeBron nas partes íntimas. Eu sou um jogador de basquete que só deseja jogar. Se você pensa que aquilo foi intencional, você tem uma ideia totalmente injusta de mim”, protestou o especialista defensivo.
A expulsão de Brooks aconteceu por um contato na virilha de James, enquanto o marcador tentava um roubo de bola. A falta, no entanto, poderia ter sido (ainda) mais prejudicial para o atleta. A NBA analisou o ato, assim como qualquer outra flagrante nível dois, para uma possível suspensão – o que foi descartado. Mesmo com a imagem “arranhada”, ele já esperava não ser suspenso.
“Eu sabia que não seria suspenso, para começar. A liga não pode ditar os rumos de uma série assim. Os árbitros tinham que marcar uma falta flagrante dois por causa do que aconteceu com James Harden. Não é justo, mas entendo o precedente. Já fui penalizado ao não poder ajudar o meu time a tentar virar a partida no segundo tempo. Basta”, decretou o jogador de 27 anos.
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Fama de mau
Dillon Brooks pode não ter sido o vilão da NBA sempre, mas tem uma fama de mau que o precede. Afinal, é um dos notórios “falastrões” e trash talkers da liga. Possui, além disso, um longo histórico de faltas flagrantes e até desleais. É o único atleta da história do Grizzlies, por exemplo, a ter duas expulsões em jogos de playoffs. Então, a campanha negativa não é exatamente novidade em sua vida.
“Já venho lidando com esse tipo de tratamento nos últimos dois anos. É assim que funciona. Os torcedores podem falar as besteiras que quiserem, pois isso não me importa. Não faz diferença, certamente, para mim. Eu vou seguir jogando o meu basquete e, além disso, melhorar a cada dia. E isso até o último dia da minha carreira”, garantiu o controverso ala-armador.
Brooks, independentemente disso, deixa claro que não se arrepende de chamar LeBron de “velho”. Esse é o seu estilo de ser, em primeiro lugar. E, além disso, nenhuma mentira saiu de sua boca. “Eu estou falando e fazendo provocações a temporada inteira, então isso é quem sou. E, no fim das contas, disse alguma coisa que não seja um fato?”, questionou.
Desastre
As palavras do ala-armador ganharam mais repercussão, por fim, pelo rendimento do Grizzlies em quadra. A equipe encontrou um ambiente hostil em Los Angeles e, assim, perdeu o primeiro quarto por 35 a nove. Trata-se da maior desvantagem já aberta em um período inicial na história da liga. Para o técnico Taylor Jenkins, no entanto, isso não teve nada a ver com os eventos protagonizados por Brooks.
“Eu acho que jogamos duro no primeiro quarto, mas o nosso rendimento ofensivo impactou a capacidade de defender. A forma como o time lutou nos três quartos seguintes, por isso, mostrou-me um grande senso de resiliência. Nós precisamos, acima de tudo, aprender com o jogo de hoje e melhorar. As adversidades, afinal, têm que tirar o melhor de cada um de nós”, avaliou o treinador.
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