Gui Santos está de contrato novo no Golden State Warriors. Segundo Shams Charania, da ESPN, o brasileiro fechou um acordo de extensão de três temporadas que vai pagar US$15 milhões em salários. Com isso, a franquia evita que ele possa sair do time como agente livre no fim dessa temporada. O último ano de vínculo, a princípio, vai ser uma opção do atleta.
O ala de 23 anos é uma história de sucesso da equipe em termos de desenvolvimento de jogadores. Um setor criticado da organização, aliás, nos últimos anos. Ele foi escolhido na 55a posição do draft de 2022, enquanto ainda atuava pelo Minas Tênis. Iniciou a sua carreira na G League e, em seguida, passou três temporadas no Warriors atuando com contrato mínimo.
Nos últimos meses, Gui Santos ganhou muito espaço na rotação do técnico Steve Kerr. A participação do brasileiro cresceu, em particular, com a lesão que tirou Jimmy Butler do resto da temporada. Ele tem média de quase 31 minutos por jogo durante o mês de fevereiro. Além disso, anotou dez ou mais pontos ou mais em 11 das últimas 12 partidas do time.
A negociação do novo contrato foi um movimento estratégico, antes de tudo, para os dirigentes da franquia. As limitações das novas regras salariais da liga incentivam os times a investirem em agentes livres com salários mais acessíveis, como projeta ser Santos. Então, Golden State se adiantou à concorrência mantendo um dos seus alas mais versáteis.
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Como explica?
Mas como se explica essa ascensão de Gui Santos no Warriors? É claro que o espaço e a minutos tem um peso bem importante, pois todos os jogadores na NBA são talentosos. Trata-se, no entanto, também de experiência e familiaridade com o nível de competição. Em entrevista recente ao Jumper Brasil, ele falou um pouco sobre como esse “conforto” ajudou-o a crescer tão rápido em um dos times mais importantes da liga.
“Eu não diria que o jogo desacelerou para mim, mas acho que só entendo melhor o que acontece em quadra. De onde vão vir as ajudas e as jogadas, por exemplo. Estou tendo liberdade para jogar um pouco mais com a bola nas mãos. São vários fatores além da velocidade. Sinto que estou com mais liberdade para tentar algumas coisas e, por isso, jogo mais solto”, contou o jovem brasileiro.
Santos admite que, além disso, a segurança de estar mais estabelecido na liga pesa. Afinal, ele pode atuar com menos amarras e medo de errar. “São muitos jovens atletas disputando um espaço, muitos jogadores brigando por posição. É preciso olhar por esse lado também. Agora, eu tenho mais condições de arriscar um pouco e fazer jogadas que normalmente não iria arriscar”, completou.
Confiança do treinador
Um defensor do novo contrato de Gui Santos no Warriors, certamente, é o técnico Steve Kerr. Ele tem sido bem vocal nos elogios ao jogador da seleção brasileira durante as últimas semanas. Para o ex-armador, acima de tudo, a evolução constante do ala é um ponto que precisa ser ressaltado. O brasiliense ganhou o seu espaço na rotação não só por uma questão momentânea, mas em um processo de muito tempo.
“Gui deu mais um passo à frente nessa temporada. Mas isso não é surpresa. A verdade é que, na última campanha, ele já havia sido um jogador de rotação muito importante para nós em vários momentos. Ter o melhor índice de plus/minus do time depois da troca de Butler, por exemplo, só consolidou o seu espaço aqui. E nos trouxe ao que vemos agora”, exaltou o veterano.
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Fonte: Reprodução / X

