Cooper Flagg e Anthony Edwards são a salvação dos EUA na NBA

Liga busca “novo rosto”, mas tem preferência clara por jogadores nascidos nos EUA

Cooper Flagg Anthony Edwards Fonte: Reprodução / X

Quem será o “rosto da NBA” depois da aposentadoria de LeBron James? Existem alguns candidatos, enquanto a liga vê cada vez mais um domínio dos estrangeiros. Desde 2018, nenhum jogador nascido nos EUA venceu o MVP. Então, Cooper Flagg e Anthony Edwards aparecem como um contraponto de tudo isso. Eles são a esperança dos Estados Unidos em um basquete globalizado.

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Claro que não é papo imediato. Os estrangeiros seguem dominando o MVP. Na atual campanha da NBA, por exemplo, Shai Gilgeous-Alexander e Nikola Jokic disputam o topo desde o começo. Enquanto isso, Luka Doncic aparece entre eles.

Mas quando vamos ver um jogador dos EUA vencendo?

Aí é o ponto.

Primeiro, não depende só dos jogadores em si, mas de seus times, do que fazem. Depois, tem a ver com protagonismo, mídia e, claro, vitórias.

Não é do nada que alguém vira protagonista na NBA. O jogador tem de mostrar tudo em quadra para ser considerado um eventual postulante. E aqui você pode misturar as duas coisas: MVP e “novo rosto”.

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Afinal, depois de duas décadas, o posto vai ficar vago. Pode ser em junho de 2026 ou do ano que vem, mas não falta muito tempo. E é aí que Cooper Flagg e Anthony Edwards entram.

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Quando LeBron James pisou em quadra pela primeira vez na NBA, Michael Jordan havia acabado de se aposentar. Então, é óbvio que LeBron não assumiu tal protagonismo de forma imediata. Ainda havia uma disputa e os dois maiores nomes da liga estavam no mesmo time: o Los Angeles Lakers.

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E em 2003/04, quando o Lakers perde o título para o Detroit Pistons daquela forma, houve uma ruptura entre Shaquille O’Neal e Kobe Bryant. A liga se viu dividida, pois Kobe tinha razão em seu ponto (Shaq não se esforçava para ser um bom atleta). Mas, ao mesmo tempo, como aconteceu tudo, deixou Kobe contra a parede.

Enquanto isso, LeBron começou a crescer, seja por popularidade ou por conta de seu estilo de jogo, algo que a NBA não tinha visto até então. Afinal, o que ele era? Um cestinha, mas que gostava de passar a bola?

Michael Jordan e Kobe Bryant eram bem diferentes, então levou tempo para a liga entender o que James era, de fato.

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Ao mesmo tempo, ainda tinha Kevin Garnett, Allen Iverson, Steve Nash e vários outros nomes que queriam a vaga de Jordan. De forma direta ou não, eles foram um pouco desse “rosto”. Tanto é que venceram o MVP naquele período em que o camisa 23 deixou o Chicago Bulls e voltou à NBA anos depois no Washington Wizards.

Como Shaq já não era tão jovem, Bryant assumiu isso aos poucos. Mas por pouco tempo.

Isso porque LeBron chegou e “atropelou”. Não com títulos, que só começou a vencer na próxima década, mas como o novo “queridinho” da mídia. E com razão para tal, claro.

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Reinado de LeBron durou, mas com problemas

Após vencer quatro prêmios de MVP em cinco anos, a dúvida era quando ele bateria o recorde de Kareem Abdul-Jabbar, que terminou a carreira com seis. Não era sobre “se”, mas quando.

Só que a NBA “normalizou” LeBron. Tudo o que ele fazia era visto como mais do mesmo. E a liga não tem piedade nisso. Ela elege nomes de acordo com o interesse do público, também.

Ele poderia ser outras vezes MVP, mas a ida para o Miami Heat teve um impacto muito negativo em seu legado. James não era mais o “queridinho”. Como resultado, jamais voltou a vencer o prêmio.

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Sim, a NBA procurou por outros nomes. Claro que houve temporadas em que o MVP foi justo, mas LeBron poderia vencer em algumas outras.

Nem mesmo quando ele voltou ao Cavs e venceu por lá, sua imagem voltou a ser a mesma. Três derrotas em finais para o Golden State Warriors de Stephen Curry também contribuíram para isso.

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As comparações com Jordan pelo posto de melhor jogador da história diminuíram. Então, no Los Angeles Lakers, isso até voltou a ser cogitado quando venceu em 2020. Mas o que veio depois disso encerrou de vez o papo.

Aposentadoria vai acelerar a busca por um novo jogador dos EUA

Há uns dois anos, quando a conversa sobre o “novo rosto” da NBA começou, não havia um candidato dos EUA. Eram Giannis Antetokounmpo, Nikola Jokic e Joel Embiid. Então, Shai Gilgeous-Alexander ganhou espaço e venceu o MVP, foi cestinha, campeão e MVP das finais.

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Ele poderia ser esse cara que a liga busca, mas… não nasceu nos EUA.

Tecnicamente, ele pode ser, assim como Victor Wembanyama ou Luka Doncic. Mas a liga não parece disposta a isso.

Ao menos, não por muito tempo.

Por isso, Cooper Flagg e Anthony Edwards são dois nomes em potencial. E eles superam Jayson Tatum por um simples motivo: carisma.

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Apesar de carisma não entrar em quadra, ele vende e produz números para o negócio NBA. E Tatum, por mais que “venda camisa”, joga em um time pouco simpático para o resto da liga, o Boston Celtics.

Além disso, é quase quatro anos mais velho que Edwards e oito que Flagg. Se estamos pensando em futuro…

Cooper Flagg ainda é cru

Não entenda de forma errada. Em quadra, Flagg já mostrou que pode ser um grande nome da NBA. Mas o fato de ser introvertido atrapalha. Ele tem um talento incrível, sabe fazer coisas que poucos jogadores conseguem, mas ainda é cru no meio do marketing.

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É preciso ter rodagem, ser mais carismático e, principalmente, vencer.

Não é o caso, ao menos para um futuro tão próximo.

Muito por conta disso, Anthony Edwards ganha força sobre Cooper Flagg.

Afinal, Edwards é falastrão, espontâneo e já levou seu time, o Minnesota Timberwolves, às finais do Oeste por dois anos consecutivos. Apesar de nunca aparecer como favorito, o Timberwolves chegou lá. Não venceu o título, mas já aprendeu o caminho.

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Não é só sobre ser MVP

É meio que automático: a NBA tem uma publicação semanal em seu site sobre o ranking do MVP. Então, o que é dito ali vira regra. Ou quase isso.

Mas é bom lembrar que tudo é por base em uma opinião pessoal de quem escreve. Só que os outros jornalistas acompanham. Eles compram a ideia e embarcam juntos.

É um prêmio subjetivo, no fim das contas.

Assim que Anthony Edwards deixar seu time no topo ou Cooper Flagg ter um elenco forte o bastante, eles vão liderar o prêmio. É conta básica, até pela necessidade de mercado da NBA em ter um jogador nascido nos EUA como o grande nome.

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Claro que ainda tem Cade Cunningham, mas o Detroit Pistons segue sendo visto com desconfiança. Então, enquanto o Pistons não bater em uma final, o armador não terá o respeito por parte de quem decide.

Mas vencer o MVP não é tudo. A NBA quer um “rosto”, alguém que seja tudo aquilo que escrevi acima. Um jogador que seja dominante e carismático como Shaq, por exemplo.

No fim das contas, a narrativa também conta. E muito.

Hoje, Cooper Flagg e Anthony Edwards lutam por um título imaginário no futuro. Por algo que faça o público pagar ingresso, comprar camisas, assinar pacote de jogos e tudo o que faz de um ídolo acima dos outros.

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Escrito por:

Co-fundador do site, acompanha NBA desde 1989. De Uberaba-MG.

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