Foi em cima da hora, mas deu tempo. O craque Cade Cunningham retornou ao time do Detroit Pistons nessa quarta-feira, a três jogos do começo dos playoffs. O ala-armador havia sido desfalque nos últimos 11 jogos por causa de um pneumotórax. Ele não tinha garantia de volta antes da pós-temporada, então a recuperação veio como um sinal de alívio para todos. E o atleta se diz pronto para o mata-mata.
“Antes de tudo, eu me senti muito bem em quadra. Foi incrível. Tenho que agradecer a nossa junta de médicos e a comissão técnica, pois me deixaram em ótimas condições para retomar de onde parei. É verdade que a sensação é um pouco diferente da volta das outras lesões que já tive. Mas me senti bastante confortável nos minutos em que fiquei lá dentro”, comemorou o craque da franquia.
O Pistons não teve dificuldades para derrotar o Milwaukee Bucks e, com isso, nem foi preciso uma participação tão intensa de Cade Cunningham. Só ficou 26 minutos em quadra, mas foi tempo o bastante para deixar a sua marca. Ele teve um duplo-duplo, com 13 pontos e dez assistências. O astro crê que retornou não só mais forte, mas também mais consciente sobre o que o time precisa dele.
“Ter esse tempo de pausa, certamente, me ajudou a cuidar de alguns problemas com que estava lidando. Todo mundo tem uma ou outra lesão nessa época do ano, então sinto que estou mais forte agora. Tenho uma nova perspectiva, mais do que isso, da equipe depois de poder assistir aos jogos do sofá. Tenho uma visão mais ampla para entramos nos playoffs agora”, contou o líder de Detroit.
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Sem substituto
O potencial do desfalque de Cunningham atrapalhar o Pistons era muito grande. Mas, na prática, a equipe lidou muito bem com a ausência do seu melhor jogador. O time teve oito vitórias em 11 jogos e, com isso, assegurou da melhor campanha da conferência Leste. O técnico JB Bickerstaff creditou a boa resposta na ausência do titular, acima de tudo, à consciência e comprometimento do elenco.
“Você nunca quer ver alguém passar pelo que Cade viveu, mas não podíamos focar nas coisas negativas. Todos sabíamos que ninguém seria capaz de substitui-lo. No entanto, fizemos um pacto de que cada um seria a sua versão para ajudar o time nesse período. Esse compromisso, a princípio, foi o bastante para que a gente mantivesse o sucesso”, avaliou o jovem treinador.
É claro que o Pistons nunca quis ter que atuar sem Cunningham. Mas Bickerstaff crê que foi o tipo de experiência que mostrou a força do time às vésperas dos playoffs. “A gente sabe que a intensidade do jogo vai ser diferente no mata-mata. Mas somos uma equipe bem física. Temos um espírito ‘brigador’ e somos duros de derrotar. Por isso, nós não temos temor de encarar ninguém”, garantiu.
E a regra?
A volta de Cade Cunningham antes do início dos playoffs é um problema a menos para o Pistons. Mas essa questão ainda deve seguir como tema de discussão nos próximos dias em Detroit. Afinal, pela regra dos 65 jogos, o problema de saúde vai impedir que o ala-armador esteja em um dos quintetos ideais da temporada. Ele vai terminar o ano com 64 jogos. Bickerstaff entende a postura da NBA, mas torce por um bom senso.
“Eu respeito o que a liga está tentando fazer com essa regra, pois os fãs pagam muito dinheiro para ver os astros em quadra. Ninguém quer ir a um jogo e descobrir que os grandes nomes vão ser poupados. Mas sei que as pessoas já falam em abrir exceções. Certamente, Cade é um desses casos. Eu não sei o que vai acontecer, então vamos esperar a temporada acabar e torcer pelo melhor”, concluiu o técnico de Detroit.
Fonte: Reprodução / X

