AJ Dybantsa: “Comigo, Jazz e Wizards viram times de playoffs”
Expectativa geral é que jovem ala seja uma das duas primeiras escolhas do draft deste ano
O draft da NBA sempre é uma noite de emoções e incertezas. AJ Dybantsa vai ter um dia emocionante mesmo, ao realizar um sonho de infância, mas sem tantas surpresas: vai ser Utah Jazz ou Washington Wizards. Ele é o favorito para ser a primeira escolha geral e, se não for, todos creem que não passa da segunda posição. O jovem, a princípio, não vê tanta diferença entre as duas opções.
“Eu acho que vou ter um impacto muito parecido jogando pelo Jazz ou Wizards porque ambos vão pedir que faça as mesmas coisas. Vão ser funções bem semelhantes, então não vejo tanta diferença. Penso que vão pedir para causar impacto defensivo imediato, enquanto também me porto como um líder e pontuo em alto nível. Posso fazer isso”, garantiu o ala de 19 anos, em entrevista ao podcast “7PM in Brooklyn”.
É fato que AJ Dybantsa já esteve mais forte na disputa para ser a primeira escolha do recrutamento. Nos últimos dias, as especulações em torno de Darryn Peterson poder tomar o topo do draft voltaram a ganhar tração. O ala nunca teve reservas em cravar que quer ser o número um, mas nunca viu isso como uma garantia. Além disso, não importa qual seja o destino, a sua maior meta coletiva não muda.
“Utah e Washington não estiveram nos playoffs na temporada passada. O meu objetivo principal jogando por um desses times, então, vai ser chegar ao mata-mata. Não só se classificar, mas ir longe. Afinal, eu creio que são dois elencos com vários jogadores de alto nível e boas opções. Comigo, certamente, ambos viram times de playoffs”, sentenciou o confiante astro da Universidade BYU.
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Sem pressão
Mas não foi agora que Jazz, Wizards e o resto da NBA descobriram AJ Dybantsa. O ala é um prospecto de elite desde o início da adolescência e, por isso, já sabe como é estar no centro das atenções. Isso é a sua vida, para resumir. É claro que muitas pessoas podem pressupor que esse é um momento de pressão na vida do jovem. No entanto, ele garante que é o total contrário.
“Eu estou inspirado por esse momento e essas expectativas porque me preparei a minha vida inteira para isso. Afinal, já sou o número um desde os 12 anos. Os holofotes estão em mim enquanto jogo basquete desde muito cedo. Cresci com essas luzes em cima de mim. Eu aprendi a conviver com tudo isso, então não vejo pressão nessa situação”, refletiu o prospecto de elite.
A estratégia de Dybantsa para lidar com a atenção da mídia foi simples. Muita coisa pode acontecer a sua volta, mas o foco deve estar em quadra. “Eu sei que as expectativas vão ser altas sempre e, de vez em quando, posso cometer erros. Não dá para acertar tudo e ser perfeito. No entanto, eu só tenho que seguir em frente, jogar o meu basquete e melhorar a cada dia”, resumiu.
Pequenas vitórias
Antes da temporada, grande parte dos mock drafts davam a entender que Peterson era o favorito a ser a primeira escolha. Mas isso mudou ao longo do ano. A maior razão, a princípio, foram os problemas do atleta na Universidade de Kansas. Dybantsa, enquanto isso, só se reafirmou como um prospecto ofensivo geracional em BYU. No entanto, ele garante que foi um ano de mais do que só reafirmação.
“O meu nível de evolução durante a temporada universitária foi absurdo. Podem assistir ao meu primeiro e último jogo por BYU para verem. A diferença das minhas leituras em quadra, em síntese, é total. E foram só 35 jogos. Então, imagine o que pode acontecer com 82 partidas em um ano. Isso sem contar que vou ter acesso ilimitado a vídeo e ao ginásio para treinar”, projetou o garoto.
O caminho para o estrelato na NBA é longo. Por isso, tudo deve começar com pequenos passos. “Eu estou em busca de ‘pequenas vitórias’. No início da temporada de calouro, você vai marcar uns 15 pontos por noite. Tudo bem, pois está aprendendo. Mas, lá em março, vai fazer uns 26 pontos em média. Isso vão ser pequenas vitórias para mim”, concluiu o possível futuro astro da liga.
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