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Mais um monte de coisas

Gustavo Freitas analisa mais um monte de coisas. Boa sorte com isso

No artigo desta semana – eu serei bem sincero, não tinha nada em mente de forma específica. Pensei em falar sobre a queda do Indiana Pacers, mas sei que o Ricardo Stabolito está preparando algo. Então achei legal falar sobre as finais do basquete universitário, mas aí me lembrei que pouco assisti, e só vi cinco minutos do último jogo, pois nunca me interessou muito. Deixo isso para os especialistas aqui do Jumper. Raios! Qual será o assunto de hoje, afinal? Serão vários.

Resolvi que será em tópicos sobre várias coisas. Que seja assim.

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Indiana Pacers x Milwaukee Bucks

Pacers Bucks

Na temporada passada, o San Antonio Spurs foi multado pela NBA por poupar Tim Duncan, Tony Parker, e Manu Ginobili, durante uma partida contra o Miami Heat. Nenhum dos três estava machucado e ainda assim, quase venceu. Só que na noite de quarta-feira, um episódio que não me recordo de ter visto em tantos anos que acompanho isso aqui, aconteceu. O Indiana Pacers sacou os seus cinco titulares contra o Milwaukee Bucks e saiu com a vitória por 104 a 102.

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Tudo bacana, tudo legal, mas…

Como assim? Antes de qualquer coisa, é uma falta de respeito gigantesca com a franquia do Bucks (e sim, eu sei que outro dia eu falei que o Bucks fedia, mas eu não sou ninguém). Sim, o Bucks continua horrível, mas não por querer perder intencionalmente. É ruim porque não tem nada ali.

Vamos ao time titular do Bucks naquele embate:

Jeff Adrien, Kris Middleton, Zaza Pachulia, Brandon Knight, e Ramon Sessions. Sério. Esse quinteto não mete medo em ninguém. É o pior da temporada 2013-14 com apenas 14 vitórias. E sabe de uma coisa? Eles estão jogando sério. Não perdem de propósito.

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Aí vem o senhor Frank Vogel, técnico do Pacers, e vendo que seus melhores jogadores estão em queda livre, opta por sacá-los. Não um ou outro. Todos! Vogel chegou a dizer que o momento psicológico do Pacers está muito ruim, que se perdesse para o Bucks com os titulares, a pressão seria gigantesca. Paul George não é mais o mesmo do início da temporada, assim como Roy Hibbert, que enfrenta talvez a pior fase de sua carreira.

E com um pequeno detalhe: o Pacers, até aquele momento, seguia no segundo lugar, atrás do Miami Heat. Queriam perder por querer para não enfrentar o Chicago Bulls em grande fase na semifinal de conferência? Não sei, de verdade. Também não estou afirmando que foi isso.

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Uma multa seria o mínimo que espero da NBA. Não só por deixar seus titulares fora de jogo, mas por menosprezar um adversário a esse ponto. Desculpem, torcedores do Pacers, time pelo qual tenho enorme respeito desde os tempos de Reggie Miller e Mark Jackson na armação, mas eu torci para o Bucks vencer. Por sorte deles (?), o Pacers venceu e o Heat perdeu. Nesta sexta-feira, a gente terá mais um capítulo dessa história, já que Heat e Pacers se enfrentam. Apostando apenas no “se”, uma suposição que tenho aqui: se o Heat vence, dificilmente o Pacers passa pelo Oklahoma City Thunder no domingo, abrindo as portas para o time da Flórida ficar com a vantagem de decidir em casa. 

Larry Sanders faz apologia a maconha

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É estranho, mas não incomum, ver jogadores profissionais com problemas com drogas. E o pivô Larry Sanders é uma “vítima” disso. Coloquei entre aspas porque não consigo encarar o fato de um atleta da NBA se relacionar com pessoas erradas a vida toda. É algo que supera a parte do social. Sei que a maioria viveu na miséria durante a infância, que não teve um berço de ouro e tudo mais. Mas é de uma irresponsabilidade tamanha o que ele fez.

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Vamos entender os fatos:

Sanders é flagrado e suspenso por cinco partidas por uso de maconha. Então, o jogador, ao invés de ficar calado, resolve dizer: “É uma substância proibida na minha liga. Mas eu acredito na maconha e em seus benefícios medicinais. Eu estudei seus benefícios. De várias formas nós somos privados disso”.

Como assim, amigão? Olha o precedente que isso acabou de abrir e o efeito disso para crianças, que o consideram um ídolo na região. 

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Sinceramente, a suspensão não deveria ser de apenas cinco jogos, mas sim, de uns outros 20 apenas pelos comentários.

A NBA lutou tanto, e luta até hoje, para deixar o esporte cada vez mais limpo. É só ver o que era a liga nos anos 70 e no início dos 80, quando toda a publicidade ruim foi deixada de lado para admirarmos as batalhas entre Magic Johnson, Larry Bird, e Michael Jordan. A liga deixou de ser um antro de drogados e multiplicou seus rendimentos por conta desses três caras e da imagem que David Stern impôs, até mesmo com o código de vestimenta, em meados dos anos 2000.

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Recapitulando: acaba sendo normal um jogador ou outro ser suspenso por esse motivo, por conta de vários problemas sociais do mundo de hoje. Mas é desanimador quando você se vê em uma situação como essa, em que o cara em questão faz apologia. 

John Calipari no Lakers

John Calipari

Horas antes da bola subir para a final da NCAA, o ex-jogador Rex Chapman afirmou, citando fontes confiáveis, que o Los Angeles Lakers teria acertado com o técnico John Calipari para ser o seu novo treinador na temporada 2014-15.

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Todo mundo negou, até a direção do time californiano. Calipari disse que o Lakers tem um técnico e que está muito feliz em Kentucky. 

Desde 2008, quando ainda estava em Memphis, Calipari teve 22 jogadores que saíram de seus times universitários para a NBA. Isso significa que sucesso em contratações, ele sempre teve. Existem alguns relatos que um atleta foi seduzido por conta de dinheiro oferecido a parentes. Marcus Camby, em 1996, recebeu U$ 40 mil de um agente. Calipari, apesar de citado, não foi multado. Mas em 2008, o técnico teve um problema com Derrick Rose, que teria fraudado suas provas. Assim, a universidade de Memphis perdeu o vice daquela temporada e o armador não quis saber de ser punido e se declarou para o draft do ano seguinte.

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Bem, tirando esses fatos em que esteve diretamente ou indiretamente ligado, Calipari já tentou a vida na NBA, no New Jersey Nets. Não deu muito certo e virou assistente de Larry Brown no Philadelphia 76ers. 

É claro que Calipari quer provar o contrário e nada melhor do que pegar um time como o Lakers para comandar. Ele quer mostrar que pode ser um técnico vitorioso também na NBA. E sabe de uma coisa? É um típico treinador que essa equipe precisa agora.

Digo isso porque, sejamos francos, o Lakers não vai a lugar algum com Mike D’Antoni no banco de reservas, mesmo que por lá estejam Kobe Bryant, Kevin Love, Pau Gasol, algum grande prospecto do draft e outros nomes de peso. O Lakers necessita de alguém experiente, com currículo vencedor, e com muita vontade de dar a volta por cima na liga.

Se isso realmente acontecer, ponto para o time de Los Angeles.

San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder

Duncan x Durant

Essa é a grande aposta dos principais especialistas para a final da conferência Oeste deste ano. E não é para ser diferente. Tudo bem que o Thunder venceu as quatro partidas diante de seu adversário nesta temporada, mas como descartar o Spurs, finalista de 2012-13?

Claro que existem chances de nenhum dos dois chegarem lá, pois o Oeste é realmente muito forte, com elencos profundos e cheios de alternativas. Mas hoje, Thunder e Spurs são tecnicamente os melhores.

Kevin Durant, o virtual MVP de 2013-14, lidera o time de Oklahoma City e em diversos momentos, sozinho. Russell Westbrook esteve machucado em boa parte da campanha, o que não afetou o resultado final. O único problema é que nos playoffs, as marcações serão bem mais fortes e quase sempre em duplas, tirando a zona de conforto do camisa 35. E o banco não ajuda muito. Se Westbrook não estiver bem, a coisa pode complicar.

Agora, existe algum elenco na NBA tão versátil e capaz de mudar a história de um jogo como o do Spurs? Não creio. Especialmente os alas e os alas-armadores, são exímios arremessadores. E são muitos: Manu Ginobili, Danny Green, Marco Belinelli, Kawhi Leonard, Patty Mills, e até mesmo Austin Daye. Boa sorte para quem enfrentar, mas hoje, o Spurs é o meu favorito até ao título deste ano.

E o Hawks, hein?

Jeff Teague Paul Millsap

Sem Al Horford, eu não achava que o time chegaria aos playoffs. Ora, bolas. A cada ano, sai um grande jogador. Joe Johnson foi para o Brooklyn Nets há duas temporadas. Agora, Josh Smith defende o Detroit Pistons. O que fazer sem Horford?

Bem, a resposta está sendo dada. 

Claro que não é um time que assustará ninguém na hora H. Falta banco e seus titulares, exceto Jeff Teague e Paul Millsap, não são excepcionais. Tudo bem que Kyle Korver é mais que apenas um especialista nos tiros de três e que DeMarre Carroll, com certeza faz muito mais do que defender. Mas o resto não me inspira confiança.

Shelvin Mack é um bom reserva, Elton Brand contribui ocasionalmente, Lou Williams é uma incógnita, e é legal ver Mike Scott e sua evolução. Isso sem contar com a capacidade técnica de Pero Antic. Mas é só isso. Acredito, apenas acredito, que se fizer uma série contra qualquer outra equipe classificada no Leste, perderia. Isso, hoje, por conta dos desfalques.

O legal do Hawks é que o time não é para hoje. É para daqui um ano. Algumas peças precisam se encaixar, como o contundido John Jenkins e o próprio Horford. Com a adição de mais duas ou três opções, consigo ver o time de Atlanta brigando por melhores posições já no ano que vem. A base é boa e sólida. Só não pode ficar amassando barro durante muito tempo.

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