O técnico Jamahl Mosley perdeu a paciência com os jogadores do Orlando Magic nessa quinta-feira. Afinal, a equipe sofreu a sua pior derrota de uma temporada que não vai bem. O time da Flórida perdeu por 27 pontos de diferença, em casa, para o Charlotte Hornets. O resultado é muito ruim, mas, para o treinador, a atuação foi ainda pior e o placar final ficou “barato”.
“Nós deixamos que o nosso ataque afetasse a defesa. Os arremessos não caíram e, com isso, paramos de marcar. É uma questão de ação acima de palavras, pois isso é fácil de falar e difícil de fazer. Posso orientar todo mundo a jogar de forma agressiva, mas, após dois ou três ataques errados, não podemos parar de defender. Deixar que o adversário ‘passear’ em transição. Isso é inaceitável”, detonou Jamahl Mosley.
As más atuações, aliás, são uma tendência recente no Magic. A equipe só venceu cinco das últimas 11 partidas e, com isso, caiu para a sétima posição do Leste. Depois de ter sido vice-líder de forma breve, o time já está quatro jogos atrás da segunda posição da conferência. Mosley crê que a reação passa, antes de tudo, pela mudança de postura dos jogadores em quadra.
“O que me incomoda é que, a princípio, os problemas são coisas que podemos controlar. A gente não pode controlar se os arremessos vão cair ou não. Mas temos que jogar com atitude e esforço todas as noites. Bloquear um rebote e voltar rápido para defender, por exemplo, são coisas que só dependem de nós. E sempre temos que controlar o que podemos em um jogo”, cobrou o técnico de 47 anos.
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Culpados
O discurso de Jamahl Mosley passou a impressão de que os jogadores são os culpados pelo momento do Magic. Mas o trabalho do técnico tem sido alvo de muitas críticas na temporada também. Ou seja, todos estão no mesmo barco e não há só um ponto para onde apontar o dedo. Paolo Banchero, por exemplo, acha que o basquete do time precisa de uma reflexão em todos os níveis.
“Esse é um problema de todos. É meu, assim como de todos os jogadores e da comissão técnica também. Nós temos que estar mais alinhados. É meio chato falar sobre isso em janeiro, mas é a real: eu não acho que estamos tão entrosados e em sintonia nesse ano. Isso está claro, aliás, em nossas atuações. Temos sido inconstantes demais e, por isso, estamos muito frustrados”, admitiu o jovem craque.
Banchero garante que todos no elenco estão comprometidos em posicionar o Magic nas primeiras posições do Leste. No entanto, só compromisso não basta. “Todos em nosso vestiário querem vencer. Mas, como disse, isso exige mais do que só falar ou desejar. Nós temos que entrar em quadra e fazer o que for necessário para ganhar. Nada mais, nada menos”, apontou.
Pior momento
A atuação do Magic contra o Hornets, em síntese, foi um desastre. A defesa cedeu quase 55% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 48% de acerto nos tiros de três pontos. Além disso, pegou 16 rebotes a menos do que os visitantes. O pivô Moritz Wagner admite que nunca viu o time jogando tão mal. Mas isso não o faz perder as esperanças de uma recuperação rápida.
“Eu acho que estamos no ‘fundo do poço’. Nunca estivemos em uma situação tão ruim desde que estou aqui. Mas isso faz parte da profissão: nem tudo vai dar certo. Então, estamos em busca de respostas. Todos precisamos olhar para nós mesmos e achar o nosso senso de unidade. E posso garantir que, certamente, vamos conseguir”, cravou o otimista pivô alemão.
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Fonte: Reprodução / X

