Nós estamos a menos de um mês da trade deadline. Cada time da NBA, então, está de olho nos jogadores que pode adquirir em uma troca antes do início de fevereiro. É fato que nem todo mundo pode pensar que precisa de reforços, mas todos monitoram. E, a julgar pelos rumores, existem vários atletas disponíveis para isso. Mas será que todos valem a pena?
É sobre isso que vamos conversar hoje!
Reunimos quatro integrantes do Jumper Brasil e um convidado especial – Guilherme Campos, do podcast “Splash Brothers” – para discutirem alguns atletas disponíveis no mercado. Afinal, uma troca por esses jogadores melhora o seu time mesmo ou podem ser só mais uma “roubada” na NBA? É o que vai colocar a equipe em um patamar mais alto?
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A gente espera que opiniões variem, pois cada analista tem uma visão sobre valor em seu time da NBA. Então, vamos lá…
1. Você gostaria que o seu time fizesse uma troca por Domantas Sabonis?
Gustavo Lima – Sim. Domantas Sabonis é um dos pivôs mais técnicos da NBA. Afinal, o lituano é uma ameaça perto da cesta enquanto também está entre os melhores da liga como passador e reboteiro na posição. Seria um encaixe perfeito com outro atleta de garrafão que defenda e espace a quadra.
Mateus Carvalho – Sim. Sabonis é um craque com defeitos defensivos, então montar um elenco em torno dele é difícil. É preciso um time específico, sobretudo, em termos atléticos. Mas, se você une as coisas, vários times da NBA prosperam com esse tipo de jogador como destaque. Dá para arriscar.
Ricardo Stabolito – Sim. Sabonis é um atleta subestimado, pois ninguém está nem aí para o Sacramento Kings. Os problemas físicos dessa campanha são um ponto fora da curva. Ele acumula médias de 19 pontos e 12 rebotes com alta disponibilidade nas sete últimas temporadas. O que oferece em técnica compensa o encaixe difícil.
Guilherme Campos – Sim. Para mim, a princípio, Sabonis se encaixa de forma perfeita no molde que se espera de pivô moderno. É um hub ofensivo, bom reboteiro e com bom trabalho de pés. Os defeitos defensivos são claros, mas o Kings nunca trabalhou para resolvê-los. Então, uma mudança de ares pode ser legal.
Gustavo Freitas – Não. Sabonis é um jogador caro que não defende bem. Até ajudaria nos rebotes e lances livres um time como o (meu) Boston Celtics, mas o fato de receber US$42 milhões por ano já atrapalha.
2. Você gostaria que o seu time fizesse uma troca por Michael Porter?
Gustavo Lima – Sim. Michael Porter faz a melhor temporada da carreira e, com isso, se tornou protagonista no Brooklyn Nets. Destacou-se nos arremessos e rebotes, além de ter evoluído como passador. Pode ser útil em um candidato ao título em curto prazo, já que o seu contrato expira em 2027.
Mateus Carvalho – Sim. Acho que o impacto de Porter nos melhores dias pelo Denver Nuggets sempre foi subestimado. Agora, em Brooklyn, mostra o que pode fazer com mais volume ofensivo. Dessa forma, acho que cabe bem como uma terceira referência.
Ricardo Stabolito – Sim. Já se provou como uma peça complementar em uma equipe vencedora e referência ofensiva em um time mais frágil. Por isso, eu acho que não tem muita dúvida.
Guilherme Campos – Sim. Registra um dos melhores aproveitamentos nos arremessos da carreira, mesmo sem muito talento ao redor e com marcações dedicadas a ele. Bom reboteiro e ainda traz altura às formações. Tem o risco de lesões, mas o seu contrato já caminha para o fim. Então, vale a pena.
Gustavo Freitas – Sim. Afinal, arremessadores sempre ajudam um time. Ele tem sido uma referência no Nets e, ao mesmo tempo, pode funcionar com outros astros. Então, por favor, pode vir.
3. Você gostaria que o seu time fizesse uma troca por Ja Morant?
Gustavo Lima – Não. Ja Morant vive um declínio físico e técnico na NBA, apesar da pouca idade. As várias lesões e problemas de comportamento o tornam uma “cilada” para qualquer equipe. Além disso, o time precisa se moldar a ele: a bola precisa estar em suas mãos, uma vez que não arremessa ou defende bem.
Mateus Carvalho – Não. Ainda creio em Morant como jogador em um contexto que lhe ofereça muitos pick-and-rolls, por exemplo. Mas o seu histórico de lesões do que outros atletas que são bem mais criticados. Continuidade, acima de tudo, foi o seu problema nos últimos anos.
Ricardo Stabolito – Não. As últimas temporadas fizeram com que Morant se revelasse uma recompensa menor e um risco maior. Já fui um grande fã, mas, hoje, essa história mudou. Não gosto do seu comportamento e, ao mesmo tempo, o que vejo em quadra pelo Memphis Grizzlies impressiona cada vez menos.
Guilherme Campos – Não. Morant traz talento e mídia para o seu time, certamente. Mas todos os problemas fora de quadra e lesões – nunca disputou 70 jogos em uma temporada – fazem com que rejeite a ideia. Ainda mais porque exige que qualquer equipe se molde ao seu estilo de jogo.
Gustavo Freitas – Não. Há vários jogadores da NBA que gostaria que o time trouxesse em troca. Mas Morant? Simplesmente não, obrigado.
4. Você gostaria que o seu time fizesse uma troca por Jonathan Kuminga?
Gustavo Lima – Não. Jonathan Kuminga é esnobado pelo técnico do Golden State Warriors, mas ainda segue como uma incógnita. Fez boas partidas e outras abaixo da críticas. Eu não arriscaria, pois, aos 23 anos, o ala ainda parece um novato em quadra.
Mateus Carvalho – Não. Kuminga tem talento e o sistema do técnico Steve Kerr não o ajuda. Mas há hábitos dele também que não me agradam. A sua consistência em termos de impacto em jogos importantes, por enquanto, é mínima.
Ricardo Stabolito – Sim. Eu não sou um fã, mas o fato é que Kuminga não tem nada a ver com o sistema de jogo do Warriors. Vai ser melhor e mais produtivo, certamente, em outro lugar. Enquanto isso, o seu contrato atual traz baixo risco. Acho uma aposta válida.
Guilherme Campos – Sim. É impossível, por enquanto, saber o real valor de Kuminga. No entanto, a sua situação é deprimente para todos os envolvidos. Só não sei o que poderia “sacrificar” em meu time para adquiri-lo.
Gustavo Freitas – Não. Kuminga tem talento, sabe jogar e provou que pode defender e arremessar, assim como fez nos playoffs. Mas ele parece muito mais uma “caixinha de surpresas” do que algo sólido. Em um time estabelecido, então, melhor não.
5. Você gostaria que o seu time fizesse uma troca por Anthony Davis?
Gustavo Lima – Não. Anthony Davis é ótimo, mas tem um custo-benefício horrível. Afinal, ele ganha muito e joga pouco. Perto de fazer 33 anos, ele derruba qualquer planejamento por causa do seu histórico de lesões. Ou seja, não é confiável. Passo.
Mateus Carvalho – Sim. Mas se for uma segunda opção, pois já não dá para pensá-lo como a referência. Ele ainda é quem tem mais capacidade de mudar um time no atual mercado. No entanto, um talento desse porte não estaria disponível se não tivesse um risco de lesões tão alto para o seu contrato. É difícil. Mas, se é para arriscar, eu iria.
Ricardo Stabolito – Não. Davis, certamente, é o melhor (e mais impactante) jogador dessa lista. Mas, no fim das contas, qual é o valor de um atleta com o qual não se pode contar? É um ativo que só perde valor na liga, infelizmente, por melhor que seja. E será elegível a mais uma extensão de contrato agora.
Guilherme Campos – Sim. Todos “tiraram para nada” Davis depois da troca de Luka Doncic. Eu ainda aposto, no entanto, nele e em seu potencial. É um dos melhores hubs defensivos da liga e um grande finalizador no ataque. Sempre vai ser risco do ponto de vista físico, mas tem um inegável valor técnico.
Gustavo Freitas – Acho que sim, pois tem muito talento ali. É constante, cava lances livres e defende demais. No entanto, são dois problemas que todos sabem: não fica saudável e tem um salário proibitivo. Se tivesse as peças certas no time, apesar disso, apostaria nele sim.
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Fonte: Reprodução / X

