Os torcedores do Los Angeles Lakers iniciaram a última quinta-feira na expectativa de trocas antes da trade deadline. Mas o dia terminou com um gosto de anticlímax. Depois de várias especulações, a franquia não fechou nenhuma negociação e manteve o elenco intacto. Os reforços tão sonhados pelos fãs não chegaram. O gerente-geral Rob Pelinka admite que estava sob pressão, mas acredita que foi a decisão certa.
“Nós trabalhamos muito nas últimas semanas, mas, no fim das contas, você não pode comprar uma casa que não está à venda. Passamos um bom tempo procurando formas de usar os nossos ativos para melhorar o elenco. No entanto, o negócio certo não estava à disposição. Tentamos tantos caminhos, mas simplesmente não estava lá”, explicou o executivo, em entrevista coletiva após o fim da janela de transferências.
O Lakers, de fato, esteve ligado a especulações com uma série de jogadores nas últimas semanas. Incluía atletas tão diferentes quanto Dejounte Murray e Andre Drummond, por exemplo. Os angelinos não pareciam estar atrás de perfis específicos para reforço, mas bons valores. Quem pudesse fazer a diferença, em síntese. Pelinka aposta que a equipe vai estar em melhores condições para fazer isso na offseason.
“Estávamos pescando com uma isca, pois tínhamos só uma escolha de primeira rodada de draft para negociar. Ao mesmo tempo, a gente buscava uma melhora significativa e não algo marginal. Em junho, nós voltamos a ter três seleções de primeira rodada para trocas no mercado. Acho que isso vai ‘destravar’ maiores e melhores oportunidades”, projetou o ex-agente de jogadores.
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Não acabou
Rob Pelinka não lidava só com as expectativas da torcida enquanto procurava trocas na trade deadline. LeBron James, por exemplo, estava bem atento às movimentações do Lakers. O craque fez comentários sugestivos recentemente e, segundo várias fontes, fazia pressão interna para que reforços chegassem. O dirigente, no entanto, não se deixou levar pelo desejo de “fazer alguma coisa”.
“Nós tentamos tudo o que era possível, mas o mercado não estava legal. Existiam bem poucos ‘vendedores’, para resumir. Não acho que havia tantos atletas importantes disponíveis. Enquanto isso, muitas equipes queriam se reforçar e o valor dos jogadores subiu. Às vezes, ficar quieto é melhor do que fazer uma movimentação no impulso”, ponderou o gerente-geral do time.
Mas vale lembrar que a chance da franquia reforçar-se não acabou. O fim da janela de transferências inicia o chamado “mercado de dispensados”. Há veteranos importantes que devem tornar-se agentes livres nos próximos dias, como Kyle Lowry e Marcus Morris. Pelinka acredita que, por fim, o Lakers vai conseguir contratar reforços para fortalecer o elenco por essa via.
“Há um bom grupo de jogadores disponível no mercado de dispensados, a princípio. E, pelo novo acordo coletivo de trabalho, estamos em condição de contratá-los. As novas regras impedem que alguns dos nossos rivais assinem com esses caras. Então, temos essa chance de melhorar o nosso elenco ainda. Vamos buscar todas as opções”, garantiu o dirigente californiano.
Melhora interna
A ânsia por trocas na trade deadline move a análise de torcedores e analistas sobre o Lakers. Mas, ao mesmo tempo, desviam o foco do que acontece dentro do elenco. A equipe está só na nona posição do Oeste, antes de tudo, por apresentar um basquete aquém das expectativas. No entanto, o time também sofreu com várias lesões. Para Anthony Davis, a maior melhora que os angelinos podem ter é interna.
“Todos querem vencer e conquistar mais um título aqui. Mas, nesse momento, temos que pensar em um jogo de cada vez. Não estamos em condições de ficar olhando em longo prazo, pois a nossa situação não é tão confortável. A vontade de ser campeão, certamente, é o que move todos. No entanto, precisamos arrumar algumas coisas internamente para projetarmos realmente isso”, reconheceu o astro.
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