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Utah Jazz segue em processo de reformulação na NBA

Franquia de Salt Lake City entra na segunda temporada da reconstrução do elenco

Utah Jazz Previsão NBA
Melissa Majchrzak / AFP

A temporada 2023/24 da NBA começa no próximo dia 24 e, hoje, vamos falar sobre Utah Jazz, que segue em processo de reformulação na NBA. A franquia de Salt Lake vai para o segundo ano de sua reconstrução.

Tudo começou com as saídas dos astros Donovan Mitchell e Rudy Gobert, e do técnico Quin Snyder, na offseason passada. O executivo Danny Ainge chegou a Utah para comandar o rebuild do Jazz. Sem precipitação, como deve ser.

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A franquia trouxe um técnico novato, Will Hardy, então assistente no Boston Celtics. Além disso, acumulou escolhas de Draft (sete de primeira rodada nas trocas de Mitchell e Gobert) e jovens jogadores. Entre os ativos que chegaram vale destacar Lauri Markkanen. O ala finlandês, rapidamente, se tornou o craque do time. Ele fez a temporada da carreira, se tornou All-Star pela primeira vez e ganhou o prêmio de jogador que mais evoluiu (MIP). Ou seja, um ótimo início de trajetória em Utah.

Desse modo, o time foi o 12º lugar do Oeste. Portanto, um cenário bem diferente da época de Mitchell, Gobert e Snyder, quando a equipe chegou aos playoffs (e morreu na praia) durante seis temporadas consecutivas.

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Com isso, a franquia teve direito a três picks de primeira rodada no recrutamento deste ano. Assim, com um elenco cada vez mais jovem, e com muita calma, o Utah Jazz dá prosseguimento ao seu processo de reformulação na NBA. O objetivo, afinal, é montar um time competitivo no médio e longo prazo. Algo que Danny Ainge já provou que é capaz de fazer.

Leia mais sobre o Utah Jazz!

O elenco

G30Agbaji, Ochai1.96 m98 kg
G10Christopher, Josh (TW)1.93 m98 kg
G00Clarkson, Jordan1.96 m88 kg
F/C20Collins, John2.06 m103 kg
G11Dunn, Kris1.91 m93 kg
F16Fontecchio, Simone2.01 m95 kg
G3George, Keyonte1.93 m84 kg
F/C0Hendricks, Taylor2.08 m98 kg
G5Horton-Tucker, Talen1.93 m106 kg
G33Juzang, Johnny (TW)1.98 m95 kg
F/C24Kessler, Walker2.13 m111 kg
F23Markkanen, Lauri2.13 m109 kg
F/C41Olynyk, Kelly2.11 m109 kg
F/C25Potter, Micah (TW)2.08 m112 kg
F19Samanic, Luka2.08 m103 kg
F8Sensabaugh, Brice1.98 m107 kg
G2Sexton, Collin1.88 m86 kg
C77Yurtseven, Omer2.11 m125 kg

Movimentações na offseason

Com espaço na folha, o Jazz foi capaz de adicionar um jogador com um salário acima da média da equipe. Dessa forma, fechou uma troca com o Atlanta Hawks por John Collins. Ainge pagou barato, muito barato. Nesse caso, uma futura escolha de segunda rodada e o contrato expirante do veterano Rudy Gay.

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Collins tem um contrato de US$78,5 milhões válido até 2026. Subutilizado em Atlanta, o ala-pivô de 26 anos tem a chance de revitalizar a carreira “em casa”. Por isso, nada melhor do que jogar em um time jovem, com potencial e em seu estado natal.

Já no Draft, a franquia draftou jogadores de diferentes posições. O combo guard Keyonte George, o ala Brice Sensabaugh e o ala-pivô Taylor Hendricks. Os dois primeiros com habilidades para pontuar. Já Hendricks tem potencial para se tornar um grande defensor na NBA. Mas, a princípio, George deverá ser o novato com mais espaço no time.

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Chegaram: John Collins, Keyonte George, Taylor Hendricks, Brice Sensabaugh, Omer Yurtseven, Josh Christopher
Saíram: Rudy Gay, Udoka Azubuike, Vernon Carey, Damian Jones, Juan Toscano-Anderson

O técnico

Treinador mais jovem da NBA (35 anos), Will Hardy vai para a segunda temporada no comando do Jazz. Ele é mais uma “cria” de Gregg Popovich. Afinal foi assistente do lendário treinador durante seis anos (2015-2021) no San Antonio Spurs. Na temporada 2021/22, Hardy trabalhou na comissão técnica de Ime Udoka, no Celtics.

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Rapidamente, o profissional ganhou reconhecimento ao redor da liga. E, assim, surgiu a primeira oportunidade de ser treinador principal. A timeline de Hardy bate com a da equipe de Utah. Ambos jovens e com um potencial interessante para evolução.

Logo na temporada de estreia, Hardy deixou uma boa impressão. Mesmo com um elenco limitado, levou o Jazz a ter um ataque top 10 da NBA. Mas, defensivamente, o time foi o oitavo pior. Ou seja, o treinador tem a missão de dar mais consistência à defesa.

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O perímetro

Hardy tem dúvidas quanto aos armadores titulares do Jazz. Assim, o único do perímetro garantido no quinteto inicial é Markkanen. A princípio, quatro atletas disputam as vagas nas posições 1 e 2. Jordan Clarkson, Talen Horton-Tucker, Collin Sexton e, correndo por fora, o calouro Keyonte George.

No entanto, a tendência é o time iniciar a temporada com Clarkson e Horton-Tucker. O camisa 5, inclusive, tem uma temporada decisiva pela frente. Horton-Tucker possui um contrato expirante de US$ milhões. Ou seja, há duas possibilidades para ele: ser negociado na trade deadline ou estender o vínculo e, assim, permanecer na equipe para os próximos anos. Tudo vai depender do rendimento em quadra.

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Na rotação das alas, Utah tem Ochai Agbaji e o italiano Simone Fontecchio brigando por minutos.

O garrafão

John Collins e Walker Kessler vão formar a dupla titular no garrafão. Na teoria, os dois têm um ótimo encaixe em quadra. O ala-pivô sabe pontuar de várias formas, seja perto da cesta ou do perímetro. Já o jovem pivô é um ótimo protetor de aro. Em seu ano de estreia, Kessler foi muito bem, tanto que apareceu no time ideal de novatos de 2022/23. Além disso, ele integrou a seleção dos EUA que disputou a Copa do Mundo deste ano.

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No banco, a principal opção é o veterano Kelly Olynyk. Ficarei surpreso, aliás, se o canadense não for envolvido em alguma troca na trade deadline (fevereiro de 2024). Na última campanha, Olynyk fez boas atuações e acertou quase 40% das bolas de três pontos. Dono de um contrato expirante de US$12,2 milhões, o jogador de 32 anos é um candidato óbvio para troca.

A outra peça de garrafão que deverá ganhar minutos é o calouro Taylor Hendricks. Sobretudo por conta de sua versatilidade nos dois lados da quadra. Nona escolha do recrutamento, o ala-pivô foi o único atleta do College a converter pelo menos 60 bolas de três, dar 55 ou mais tocos e cravar 35 ou mais enterradas, na última temporada. Ou seja, tem tudo para ser um sólido 3-and-D na NBA.

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Análise geral

A reformulação do Utah Jazz na NBA vai bem, obrigado! Para comandar esse processo, a franquia conta com um nome de respeito. Afinal, Danny Ainge tem muita experiência na função. E ele já demonstrou sua competências no front office. Ou seja, o Jazz está em boas mãos.

Em quadra, a expectativa é pela evolução de alguns atletas, especialmente Sexton (24), Agbaji (23), Kessler e Horton-Tucker (ambos com 22 anos). Além disso, dois dos três novatos já deverão ter minutos (George e Hendricks).

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Markkanen, por sua vez, deverá ser novamente o destaque da equipe. Desse modo, a extensão contratual com a franquia são favas contadas. A princípio, o finlandês e Kessler são os intocáveis do elenco.

O Jazz, portanto, vai para a temporada sem a pressão por bons resultados. O foco não é voltar aos playoffs em 2024. Como dito acima, o projeto é de médio e longo prazo. Assim, ao terminar a temporada com uma das piores campanhas do Oeste, Utah estará em uma boa posição no Draft de 2024. Até porque, se não ficar com uma escolha top 10 no recrutamento, a pick vai para o Oklahoma City Thunder.

Previsão Jumper Brasil: 13º lugar na Conferência Oeste

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