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Prospecto do Draft 2023 – Taylor Hendricks

Ala-pivô da Universidade Central Florida é projetado como uma das 14 primeiras escolhas do recrutamento

Draft 2023 Taylor Hendricks
Dylan Buell / AFP

O Jumper Brasil dá prosseguimento à série “Prospecto do Draft 2023″, agora com o ala-pivô Taylor Hendricks. Destaque da Universidade Central Florida na temporada, ele é projetado como uma escolha de loteria do recrutamento deste ano. Confira a análise do site para o atleta de 19 anos.

Taylor Hendricks

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Central Florida
Experiência: freshman (primeiro ano universitário)
Posição: ala-pivô
Altura: 6’9″ (2,06m)
Envergadura: 7’0.25″ (2,14m)
Peso: 97 kg

Médias na última temporada: 15,1 pontos, 7,0 rebotes, 1,4 assistência, 0,9 roubo de bola, 1,7 toco, 1,4 turnover, 47,8% nos arremessos de quadra, 39,4% nas bolas de três pontos (com 4,6 tentativas por jogo), 78,2% nos lances livres, 34,7 minutos por jogo

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Atributos físicos e atléticos

  • Atleticismo de elite (agilidade, braços longos, verticalidade)

 Ataque

  • Ótimo arremessador. Stretch four (ala-pivô que espaça a quadra com seus arremessos do perímetro) de muita eficiência (aproveitamento de 53% no corner esquerdo). Letal nas situações de catch and shoot (recebe a bola e arremessa) e spot up (fica parado em um local da quadra, recebe o passe e logo arremessa). Aliás, cerca de 41% de seus arremessos são do perímetro. Ele também possui uma mecânica de arremesso elogiável (rápida e fluida, alto ponto de lançamento). Hendricks, portanto, é uma ameaça no pick-and-pop. Usa bem a envergadura para arremessar por cima de contestações.
  • Eficiente finalizador. Foi bastante utilizado como pivô na UCF. Toque macio no floater e no gancho.
  • Ótimo cutter. Afinal, movimenta-se muito bem sem a bola e sabe onde e quando tem que estar em quadra.
  • Espaçador vertical, já que possui ótimo entendimento de espaçamento para se colocar atrás da defesa, na posição de quem finaliza com a enterrada. Na NBA, portanto, tende a ser um alvo fácil em pontes aéreas (37 enterradas em 34 jogos no College).
  • Excelente reboteiro ofensivo (média de 2,4 por jogo). Agressivo, ataca a bola, utiliza sua impulsão invejável e os braços longos, além de se posicionar bem.
  • Em resumo, Hendricks é um pontuador versátil.

Defesa

  • Grande e versátil defensor. Capaz de marcar múltiplas posições (pelo menos de 1-4). Afinal, possui agilidade suficiente e um bom trabalho de pés para defender adversários mais baixos e rápidos no perímetro. Além disso, tem um ótimo timing para bloquear arremessos vindo do lado contrário na defesa de cobertura. Enfim, é um playmaker defensivo, já que usa a envergadura para impactar a proteção do aro e ser disruptivo nas linhas de passe.

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Pontos fracos

  • Precisa ganhar força física para não sofrer com bigs mais pesados na NBA, especialmente se for mesmo utilizado como pivô em formações mais baixas.
  • Controle de bola apenas mediano. Além disso, não possui um arsenal de dribles (previsível nas infiltrações), não é muito de bater bola, driblar e infiltrar no garrafão adversário. Precisa melhorar esse aspecto do jogo para ser mais eficiente na criação do próprio arremesso, especialmente nas situações de isolation.
  • Passador limitado. Consegue conectar bons passes quando recebe a dobra de marcação, mas nem sempre toma essa decisão (muitas vezes tenta o arremesso contestado). Enfim, Hendricks ainda é muito cru com a bola nas mãos. Sua taxa de turnovers é igual a de assistências, o que não é um bom sinal para um jogador que passa pouco tempo com a bola.

Conclusão

  • Taylor Hendricks é um prospecto do Draft 2023 que tem mais bola do que cartaz. Ou seja, é subestimado. Ele jogou por uma equipe com poucos holofotes, mas se destacou pelo potencial nos dois lados da quadra. Hendrick foi o único atleta do College a converter pelo menos 60 bolas de três, dar 55 ou mais tocos e cravar 35 ou mais enterradas. Portanto, não é exagero afirmar que se trata do melhor 3-and-D da classe. Dessa forma, Hendricks é um jogador de fácil encaixe em qualquer time da NBA. Afinal, todo treinador adora um atleta capaz de contribuir tanto na defesa quanto no ataque, e que não precisa da bolas nas mãos para ser útil. Além disso, a liga privilegia o espaçamento de quadra, o que, inclusive, vai facilitar a vida de Hendricks. Assim, o ala-pivô tem todas as ferramentas para se tornar ao menos um jogador sólido no nível profissional.

Comparações: Jaden McDaniels (Minnesota Timberwolves) / Jerami Grant (Portland Trail Blazers)

Projeção: entre as escolhas 5 e 12

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Confira alguns lances de Taylor Hendricks

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