Steven Adams se vê “mentor diferente” para jogadores do Rockets
Um dos veteranos do elenco, pivô conta sobre estratégia particular que usa com mais jovens
Os jogadores do Houston Rockets olham para Steven Adams, antes de tudo, como uma referência veterana. Afinal, só Kevin Durant é mais velho do que o pivô no elenco. Mas isso não quer dizer que ele aja como um “sábio” no dia a dia do time. Pelo contrário. O atleta de 33 anos contou que tem uma estratégia mais “rústica”, digamos assim, para ser um mentor dos mais jovens.
“Eu adoto uma abordagem mais old school com os garotos do elenco. Ou seja, sou um bully. Sou físico e os ataco o tempo inteiro. É como você tem que fazer, em particular, com os turcos. Só entro em quadra e vou para cima de Alperen Sengun, na intenção de desafiar e intimidar. Mas, para mim, isso é muito divertido”, relatou o neozelandês, em entrevista a um site do seu país.
A postura de Steven Adams, a princípio, não surpreende. O pivô sempre foi um atleta de uma postura mais física e impositiva do que refino técnico. É assim, então, que ele vai tentar ajudar no desenvolvimento do mais jovens do Rockets. Além disso, essa é uma experiência nova para o jogador. Ele admite que isso lhe dá uma visão diferente quando observa a evolução dos seus colegas de menos idade.
“Essa experiência de ser um mentor, deixando as piadas de lado, tem sido muito legal. Ver os jovens jogadores crescerem, certamente, é bom demais. Nós já sabemos que todo mundo vai ter os seus altos e baixos. Mas é animador ver a evolução, individual e coletiva, durante o ano enquanto competimos no mais alto nível”, completou o experiente pivô.
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Futuro no basquete
Steven Adams, aos 33 anos, não é só uma exceção entre os jogadores do Rockets. A NBA está cada vez mais jovem e, por isso, se manter na liga ficou mais difícil com o passar da idade. Para piorar, ter um estilo mais físico deixa a vida útil do atleta mais curta. Apesar disso, o pivô espera ter muitos anos no esporte pela frente.
“Eu adoro jogar basquete, não importa o local em que esteja. Estar na NBA, por isso, não é uma necessidade para mim. Vou jogar até quando tiver condições, pois é o que amo fazer. E, ao mesmo tempo, estou cuidando do meu corpo porque quero que siga funcional. Não quero ter dores para me mexer quando parar”, contou o veterano.
Mas o amor de Adams vai além da bola na cesta. Ele gosta da sensação do confronto e vencer. “A competição é algo que me motiva demais. Não há nada que se compare e traz uma adrenalina única. Mais do que isso, você recebe um feedback imediato quando é bom o bastante para vencer o adversário”, explicou.
Mentor do mentor?
É verdade que Adams passa longe ser o único mentor dos jogadores do Rockets. Kevin Durant, por exemplo, está em Houston e é o mais velho do elenco. Isso sem contar os ex-atletas. É comum ver a lenda Hakeem Olajuwon em treinos pontuais da equipe. O pivô, no entanto, admite que não se aproveita tanto do membro do Hall da Fama quanto os seus colegas.
“Hakeem aparece de vez em quando, mas isso é mais para os garotos que cuidam da pontuação. Eu sou pago para pegar rebotes e fazer bloqueios, então não é para mim. Meu trabalho é muito diferente, sabe? [risos] Mas é claro que vou lá e treino alguns movimentos. Até porque ele é um cara muito legal”, concluiu o jogador da Nova Zelândia.
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