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Steven Adams: “É muito mais fácil jogar de pivô na NBA hoje”

Jogador do Houston Rockets relata como o jogo mudou para ele nos últimos anos e cita brasileiro

Steven Adams pivô NBA
Reprodução / X

Por várias décadas, o jogo foi dentro do garrafão, com jogadores grandes lutando por rebotes e pontuando perto da cesta. Mas a NBA mudou e o pivô que chega do Draft nem sempre é bom no quesito, como garante Steven Adams. O jogador do Houston Rockets, perto de fazer 33 anos, segue relevante na liga.

De acordo com ele, o basquete universitário não produz pivôs que entendam a arte do rebote. Com a tendência do jogo cada vez mais fora do garrafão, novos atletas da posição são muito mais arremessadores do que reboteiros.

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Em entrevista ao podcast Between Two Beers, Steven Adams relatou como sua vida ficou muito mais fácil em quadra no basquete atual. Sem “concorrentes”, ele domina o garrafão fazendo sua função principal.

“Eu tenho uma teoria que, assim que a NBA começou a ir atrás de pivôs de estilos diferentes, então começaram a chegar aqueles que arremessam. Mas eles não são daqueles que estão acostumados com o garrafão. Eles só não são bons lá dentro, não sabem fazer o box out (quando vai no corpo e tira o adversário do alcance do rebote). E eles não são bons mesmo, então eu me aproveito de tudo isso. É assim que eu pego rebotes de ataque de forma tão fácil”, disse Adams.

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Na última temporada da NBA, por exemplo, Adams teve média de 8.6 rebotes em só 22 minutos de ação. Destes, mais da metade foram de ataque, evidenciando o que o pivô diz.

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“Mas muitas dessas técnicas que eu uso hoje, não funcionavam contra os caras do passado, como Marcin Gortat, Nenê. Não funcionava. Mas eu estou jogando contra caras que não entendem nada disso na NBA, então fica muito fácil para eu jogar”, afirmou Adams.

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Com 2,11 metros e 120 quilos, o jogador usa sua força física para tirar todos aqueles mais jovens. Existe uma tendência de que os atletas sejam mais leves. A média, que passava dos 100 quilos, caiu para pouco mais de 98 nos últimos anos. Apenas como comparação, Chet Holmgren, do Oklahoma City Thunder, não pesa mais do que 94, quase 30 a menos que o jogador do Rockets.

“Agora, o pessoal começu a ver que os rebotes de ataque são muito importantes, mas eu me aproveitei muito bem disso. Eles chegam e me oferecem contrato e eu falo ‘ei, três anos? Claro, por favor'”, disse Steven Adams.

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Ele brinca com o fato de ser um dos jogadores mais fortes da liga. Apesar de conseguir parar vários atletas com o corta-luz, Adams garante que sofre muito com isso.

“Eu não sei de onde veio isso (de ser o mais forte), mas acho que foi com Jimmy Butler, quando falou que eu era forte. Eu parei na frente dele, mas ele tentou passar por mim. Só que eu sou grande, então eles batem e eu não saio do lugar. Só que depois daquilo, todo mundo começou a falar isso. Mas não me ajudou em nada, porque os árbitros acreditaram nisso. Então, eu apanho muito ali como pivô e fico pedindo para que marquem as faltas de ataque”, concluiu Adams.

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Após 12 anos na NBA, o pivô Steven Adams registra quase 800 jogos e possui médias de 8.7 pontos e 8.0 rebotes em cerca de 25 minutos por noite.

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