Lakers confia em Luka Doncic para liderar elenco
Após uma semana de agência livre, elenco da equipe parece cada vez mais pronto
OK, LeBron James foi embora e é hora de colocar em prática o que a direção planejou nos últimos dois anos. Luka Doncic vai liderar o elenco do Los Angeles Lakers a partir de 2026/27. É bem verdade que ele já o fazia na última campanha, mas James ainda estava por lá. Agora, ele é o líder de uma franquia de muito peso na NBA, que cobra resultados.
Mas é uma via de mão dupla, né? O Lakers precisa dar a ele uma estrutura para trabalhar em cima do grupo que tem. Aliás, novo grupo. Nada menos que sete caras novas chegam à franquia para 2026/27. É quase a metade de um elenco sob contrato.
Luka Doncic terá, a partir da próxima campanha, nomes como Quentin Grimes, Walker Kessler, Kevon Looney, Collin Sexton, Sandro Mamukelashvili, Jaden Hardy, além do calouro Cameron Carr. Em princípio, nada muito animador. Mas o fato é que o esloveno participou ativamente das escolhas dos jogadores. Ao menos, de acordo com rumores.
Ele queria, antes do início da offseason da NBA, pivôs com capacidade nos rebotes e que pudessem receber seus passes em transição. Além disso, bons arremessadores. Até aí, tudo certo. Alguns são especialistas em diferentes quesitos, mas o fato é que o grupo conta com peças pouco similares.
Por exemplo, o novo elenco do Lakers tem um pivô que começa a fazer o espaçamento nas bolas de três (Kessler) e um que é mais voluntarioso (Looney). Sexton é muito esforçado na defesa, enquanto pode ajudar na organização. Sandro, Hardy e Carr são ótimos para pontuar. Por fim, Grimes é um two-way. Ou seja, defende e ataca da mesma forma.
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Deu para entender que o Lakers quer unidades diferentes em seu elenco, enquanto Luka Doncic e Austin Reaves comandam em quadra. Pode funcionar, pois o estilo de jogo de JJ Redick é adaptável. Entretanto, falta algo.
Por enquanto, sabemos que o ala Jonathan Kuminga seria o próximo alvo no mercado. Os rumores indicam que o Lakers ofereceu cerca de US$10 milhões anuais. Se ele vai aceitar, o papo é outro.
Mas o elenco precisa de alguém para ajudar Kessler e o Lakers não tem alguém assim. Nos sonhos da franquia, Jarred Vanderbilt seria perfeito, exceto pela falta de arremesso.
Aos 27 anos, ele não evoluiu no quesito, enquanto seu salário em 2026/27 é atrativo para trocas. Aí vem outro problema: a franquia não possui escolhas de primeira rodada. Até tem, mas não tem controle delas por sete anos. Então, se conseguir alguém no mercado (Kuminga seria opção via sign and trade), o time pode resolver o problema.
A grande questão aqui é que o Lakers não tem um elenco pronto e usou oportunidades de mercado para fechar parte do grupo agora. Tinha dinheiro, mas o mercado não tinha os melhores jogadores. No ano que vem, talvez, seja exatamente o oposto.
Doncic sabe que a pressão para o lado dele subiu. Ao mesmo tempo, não é um time que inspira tanta confiança no papel. Se der tudo certo, ótimo. A gente já viu ele fazendo isso em Dallas. Do contrário, vai usar a trade deadline para trocar de pneus com o carro andando. E sem picks, fica difícil.
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