Steve Kerr: “Nunca achei que LeBron James jogaria no Warriors”
Time de San Francisco foi um dos “derrotados” da concorrência pelo astro de 41 anos
A visão ao redor da NBA é que, nas últimas semanas, Steve Kerr viveu a expectativa de treinar LeBron James no Golden State Warriors. Então, ele se frustrou quando o craque anunciou que o Philadelphia 76ers seria a sua próxima equipe na liga. Mas será que foi isso mesmo? Não exatamente. O técnico, na verdade, revelou que bem pessimista com essa negociação e não se iludiu em nenhum momento.
“Eu nunca achei, para começar, que nós tínhamos uma chance real de contratar LeBron. Essa é a verdade. Mas, como todo mundo falava o tempo inteiro que estávamos nesse páreo, a gente meio que ficou na conversa. Ainda assim, apesar das notícias, nunca me pareceu algo realista. Eu posso garantir que nunca contei com isso”, contou o veterano treinador, em entrevista à ESPN.
O discurso de Steve Kerr, no entanto, diverge da postura do Warriors. O time mostrou empenho na tentativa de recrutar LeBron James e, por isso, parou outras negociações para focar esforços no astro. Ou, pelo menos, essa foi a impressão. Pois, mais uma vez, não foi bem assim. Segundo Anthony Slater, da ESPN, o ala não causou uma mudança de rota da franquia na agência livre.
“O Warriors não parou nenhuma operação por reforços de fora por causa da disputa. O plano da equipe, afinal, sempre foi só renovar contratos e trazer o elenco de volta para mais uma temporada. Ou seja, fazer poucas alterações. É claro que eles adorariam ter LeBron em um contrato mínimo ou salário baixo, mas não aconteceu. E voltaram a uma situação estática”, explicou o jornalista.
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Só uma troca
Vários repórteres e analistas apontaram que o Warriors não teve grandes chances por James porque não fez uma troca. Havia uma sinalização nos bastidores de que o ídolo iria cogitar o time com muito mais força se fechasse a chegada de Anthony Davis. O pivô do Washington Wizards, no entanto, não chegou. Kerr confirmou que, mais do que isso, Golden State nem tentou adquiri-lo.
“Há momentos em que você precisa entender o seu lugar na NBA e as perspetivas de futuro. Mike [Dunleavy Jr., GM da equipe] é uma pessoa muito inteligente e prudente. Por isso, ele compreende o que está em jogo e Joe [Lacob, dono] concorda com a sua visão. Todos concordamos em tomar decisões com mais sabedoria. E, às vezes, o melhor movimento é não fazer nada”, justificou o técnico.
Nos últimos dias, os rumores sobre o Warriors não estar disposto a reforçar o elenco em torno de Stephen Curry aumentaram. Kerr não nega que esse seja o foco agora. “Nós acreditamos que não fazer uma troca é a melhor decisão para o nosso futuro. Com isso, vamos seguir mantendo ativos e fazendo bons movimentos até estarmos prontos para competir outra vez”, concluiu.
Flexibilidade
O foco do Warriors em flexibilidade, no entanto, vai além da das limitações na disputa por LeBron James ou da postura realista de Steve Kerr. Além disso, impacta mais do que o futuro competitivo de Curry. Draymond Green acabou de renovar o seu contrato com a franquia, mas o acordo foi bem menos duradouro do que um ídolo costuma receber. O ala-pivô só tem mais um ano garantido em San Francisco.
“A renovação com Draymond tem muito a ver com essa parceria entre jogador e time. Mas também mostra como estão focados em manter a flexibilidade. Ele era elegível a uma cláusula de veto de trocas, por exemplo, e não recebeu. Ou seja, a franquia tem interesse em ficar livre para fazer negociações durante a próxima temporada ou assim que a campanha terminar”, resumiu Slater.
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