Sem ofertas da NBA, Russell Westbrook tem sondagens da Europa
Grandes clubes europeus tentam recrutar astro para atuar fora dos EUA pela primeira vez
O astro Russell Westbrook está pronto para deixar a NBA rumo a Europa? Não dá para saber, mas uma coisa já seria certa: grandes clubes do velho continente estão de olho no veterano. Segundo o jornalista espanhol Gerald Solé, da rede DAZN, o atleta de 37 anos seria alvo de equipes de primeira linha europeus para a próxima temporada.
O repórter apurou que, a princípio, dois times monitoram a situação do jogador com interesse: Panathinaikos e Hapoel Tel Aviv. Além disso, especula-se que o Dubai BC (que, apesar do nome, disputa a Euroliga) também quer o reforço. Mas, se o craque divulgar a vontade de atuar na Europa, mais times devem entrar no páreo.
A grande questão para que as negociações avancem, por enquanto, é a disposição de Russell Westbrook em atuar na Europa. Ou melhor, fora dos EUA. O fato é que o ícone da liga já teve sondagens de fora do país, mas nunca se mostrou tão aberto à possibilidade. Não se sabe se, após todos esses anos, isso mudou.
O veterano é agente livre irrestrito do Sacramento Kings depois de uma temporada na franquia. Vários dirigentes elogiaram a passagem do armador pela equipe, mas não há interesse na renovação de contrato. Ele disputou 64 dos seus 1300 jogos na NBA pelo time da Califórnia, com médias de 15,2 pontos, 5,4 rebotes e 6,7 assistências.
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Nova tentativa
Como citado, essa não é a primeira vez que Westbrook vira alvo de clubes europeus. O Hapoel Tel Aviv, em particular, procurou o veterano e tentou convencê-lo a encarar a aventura no ano passado. E, aliás, não foi o único. Vários times chineses, por exemplo, também foram até os representantes do atleta na última agência livre.
Jornalistas noticiaram que algumas das propostas que chegaram renderiam até quatro vezes mais do que o salário mínimo da NBA ao astro. Ou seja, ganharia algo em torno de US$15 milhões por ano. Ainda assim, ele priorizou seguir no basquete dos EUA. Ele recebeu pouco menos de US$4 milhões para jogar pelo Kings na campanha passada.
Elogios
A experiência de Russell Westbrook com o basquete da Europa, em síntese, se limita a duas participações com a seleção dos EUA no início da carreira na NBA. Ele venceu a Copa do Mundo FIBA de 2010 e, em seguida, as Olímpiadas de Londres-2012. E, contra clubes europeus, o craque tem dois jogos de pré-temporada pelo Oklahoma City Thunder em 2016.
Na época, o Thunder foi alvo de críticas nos EUA por causa de atuações ruins contra os adversários espanhois. A equipe perdeu para o Real Madrid e, dias depois, teve muita dificuldade para vencer o Barcelona. Westbrook saiu impressionado demais, na época, com a qualidade dos sistemas ofensivos dos dois clubes.
“Eu acho que uma coisa que as pessoas não entendem é que marcar times europeus é uma experiência muito diferente. Os sistemas ofensivos deles são umas dez vezes melhores do que o que vemos na NBA, pois se movimentam demais. É bem difícil marcá-los. Eles não têm o nível de talento das nossas equipes, então fazem coisas muito diferentes e interessantes para pontuar”, atestou o ainda jovem armador.
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