O Los Angeles Lakers deu o pontapé na reta final da trade deadline da liga com a aquisição de Rui Hachimura. A franquia ganhou uma concorrência com vários outros times e, com isso, fechou acordo com o Washington Wizards. O reforço, a princípio, agradou a torcida angelina. E o gerente-geral Rob Pelinka crava que o Lakers está mais perto de um (improvável) título da NBA com o ala japonês.
“Eu estou orgulhoso por conseguirmos adquirir um reforço como Rui, antes de tudo. Ele só tem 24 anos, mas vai ser uma adição valiosa ao nosso grupo de alas. Nós já sabíamos que precisávamos desse tipo de jogador. Ele é alto, técnico, pratica esse jogo da forma correta. E, mais do que isso, trata-se de uma pessoa de grande caráter”, elogiou o dirigente, na entrevista de apresentação do jogador.
Hachimura foi uma oportunidade de mercado, antes de tudo, para o Lakers. O time conseguiu adquiri-lo, afinal, sem gastar nenhuma das suas duas únicas escolhas de primeira rodada de draft ainda disponíveis. Mas o novo reforço é pouco para virar a história do atual 13º colocado do Oeste. Então, Pelinka garante que está aberto a mais possibilidades de troca. Só que está atrás de tiros certeiros.
“Quando pensamos em uma troca, o cálculo aqui sempre é para conquistar o título da NBA. Não há meio termo, vitórias morais. Então, se encontrarmos um atleta ou oportunidade no mercado que vá nos levar até lá, nós não vamos poupar recursos para trazê-lo. Mas é uma equação bem delicada. Temos que ser espertos e não queimar nossas balas tão cedo”, refletiu o experiente executivo.
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Astros influentes
Qualquer decisão importante no Lakers levanta uma questão específica: a influência dos astros da equipe. LeBron James, por exemplo, sempre teve um “poder” maior do que outros atletas nas equipes pelas quais passou. Anthony Davis e ele, então, foram consultados sobre a aquisição de Hachimura? Pelinka sinalizou que sim, mas, ao mesmo tempo, ambos não tiveram voz ativa na decisão.
“As nossas referências sempre estão envolvidas com o que a nossa equipe técnica e direção fazem. Mas, ao mesmo tempo, cada um tem o seu lugar. O próprio LeBron, aliás, já disse que o seu trabalho é essencialmente jogar basquete. Darvin Ham vai treinar o time, enquanto eu e os meus assistentes montamos o elenco. Concordo com isso”, resumiu o GM, reforçando ter a palavra final em qualquer negócio.
A influência declarada de jogadores nesse nível é uma questão muito polêmica. No entanto, Pelinka diz que o cenário não vai mudar em Los Angeles. “Uma equipe de basquete é um trabalho colaborativo, mas cada um tem a sua função específica. A excelência, no fim das contas, é algo que precisamos atingir juntos. É assim que trabalhamos até agora e vamos continuar dessa forma”, sentenciou.
Aprovado
E não é só o torcedor, aliás, que ficou bem animado com a chegada de Hachimura. O treinador Darvin Ham, assim como Pelinka, acredita que o Lakers pode voltar à disputa do título da NBA com Hachimura. O japonês supre algumas características físico-atléticas que eram necessárias no time. Mas, acima de tudo, é um talento superior com que qualquer equipe adoraria contar.
“Eu estou bastante empolgado, pois sempre fiquei impressionado com Rui. Ele é um jogador forte e atlético, mas também muito habilidoso. É um atleta mais alto para o nosso perímetro, que pode converter arremessos e também marcar no poste baixo. Adicionar um talento como esse, certamente, é uma decisão automática. Esse cara traz muitas qualidades”, elogiou o técnico angelino.
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