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Revisão da temporada – Sacramento Kings

Troca do problemático DeMarcus Cousins marca início de novo ciclo para equipe de Sacramento

Sacramento Kings (32-50)

Temporada regular: 12ª colocação da conferência Leste
Playoffs: não se classificou
MVP da campanha: DeMarcus Cousins e Willie Cauley-Stein

Pontos positivos

– A troca do astro DeMarcus Cousins marcou o fim necessário de uma era no Kings. E os primeiros jogos da equipe sem o pivô, na verdade, mostrou um núcleo jovem até mais promissor do que muitos céticos projetavam.

– Embora não seja um elenco de arremessadores, os californianos tiveram o quarto melhor índice de aproveitamento nos arremessos de longa distância (37.6%) ao longo da temporada passada.

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– A saída de Cousins abriu espaço para bons valores. Willie Cauley-Stein teve oito duplos-duplos desde a troca do pivô, enquanto Buddy Hield registrou média de 15.4 pontos e quase 43% de acerto nas tentativas de três pontos com o Kings.

– O Kings encerrou qualquer rumor de mudança de Sacramento com a inauguração do Golden 1 Center, o ginásio mais moderno da NBA. Foi o último passo do longo compromisso selado pela franquia com a cidade.

Pontos negativos

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– Apesar da chegada de Dave Joerger, o Kings segue como uma das piores defesas da liga. A equipe fechou a campanha passada com a quarta pior eficiência defensiva da NBA, sofrendo 109.1 pontos a cada 100 posses de bola.

– A carência já crônica na armação reflete-se, entre outros fatores, em uma falta de cuidado com a bola: o time cometeu desperdícios em 13.7% das posses na última temporada, a quarta maior marca da liga.

– O Kings foi eficiente em afastar a bola do seu garrafão, mas, sempre que falhou, a fata de proteção de aro acabou exposta. Cedeu o sétimo melhor aproveitamento aos adversários perto da cesta (55.9%) e só deu 4.0 tocos por jogo em 2016-17.

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– Sacramento é um dos times que valoriza chegar aos playoffs, mas permanece em um aparente processo de reconstrução de elenco que não se acerta e não tem fim. Já são 11 anos longe dos playoffs, segundo maior “jejum” da NBA. 

Análise

Por incrível que possa parecer, a última temporada começou com relativo otimismo em Sacramento. A franquia inaugurava a arena mais moderna da NBA, o Golden 1 Center, e iniciou a campanha com esperanças de quebrar a “seca” de uma década longe dos playoffs, com um elenco muito experiente e a eterna promessa do pivô DeMarcus Cousins mais focado. Bem, o sonho durou pouco e o time mudou muito nos meses que se sucederam.

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O roteiro dos últimos anos repetiu-se para Sacramento, na maior parte do tempo: apesar de alguns bons momentos (venceu o Golden State Warriors uma vez, por exemplo) e ter assumido vez ou outra a oitava posição do Oeste, os comandados de Dave Joerger realmente nunca pareceram um candidato aos playoffs. Foi uma equipe com a defesa fragilizada e instabilidade de sempre, incapaz de emplacar uma sequência consistente de resultados.

O símbolo da “história repetida” foi o então astro do Kings, DeMarcus Cousins. Ele teve grandes médias e comandou os números do time, como sempre, mas sofreu novamente com desvios de comportamento. Além de cometer absurdas 15 faltas técnicas antes do Jogo das Estrelas – um recorde pessoal e histórico da NBA –, o pivô entrou em uma polêmica com a imprensa local ao xingar um repórter da cidade. A situação era insustentável.

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Então, em fevereiro, a franquia tomou a decisão que ensaiou por anos: negociou Cousins com o New Orleans Pelicans, apostando em seus jovens jogadores para iniciar uma renovada base e novo elenco. Um projeto que começou com um dos pontos altos da temporada: uma empolgante vitória sobre o Denver Nuggets, em casa, impulsionada pela melhor atuação da carreira de Willie Cauley-Stein – na teoria, o substituto do recém-saído jogador.

O novo Kings, liderado por jovens como Cauley-Stein e Buddy Hield, venceu só oito das últimas 25 partidas da campanha, mas mostrou virtudes importantes. Foi uma equipe mais solta, com mais arremessadores e versatilidade funcional, “antenada” com os princípios da NBA moderna. Ainda é muito pouco e longe da ideia de time que Joerger implantou em equipes como seu Memphis Grizzlies, mas tudo precisa começar de algum ponto.

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https://www.youtube.com/watch?v=y5uKSNnKpK4

Futuro

A próxima temporada (e, por extensão, o futuro) do Kings começou, a rigor, com a troca de Cousins. A saída do craque decretou o fim de uma era que, em termos de resultados, nunca chegou a ser algo. A verdade é que, mesmo com o considerado melhor pivô da NBA, Sacramento não pareceu montar um elenco ao redor do seu principal jogador e nunca passou do 11º melhor time do Oeste. Era hora de tentar algo novo, até pelo desgaste do astro na equipe.

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O Kings entra na pré-temporada com a quase certeza de que o 12º ano de jejum, afastado dos playoffs, virá. Mas com uma perspectiva de futuro crescente e uma estratégia inteligente, trazendo um jogador experiente para cada setor na função de mentor técnico e comportamental – George Hill na armação, Vince Carter nas alas e Zach Randolph no garrafão.

De resto, o elenco só tem dois atletas acima dos 28 anos (os bons coadjuvantes Garrett Temple e Kosta Koufos). E, por outro lado, possui sete jogadores de 22 anos ou menos.

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Agora, a missão de Dave Joerger é implantar sua mentalidade defensiva em um time essencialmente jovem. Um trabalho interessante porque essa equipe tem potencial para marcar com qualidade, mas apostando em qualidades bastante opostas àquele Grizzlies – com Carter e Randolph – que fez sucesso sob o seu comando. Esse é um grupo bem mais versátil e instintivo, mas muito menos experiente e comunicativo do que o time do Tennessee.

O que parece ser certo é que, se o Kings não é um time para agora e os sonhos de playoffs estão adiados, os primeiros passos da nova equipe de Sacramento deixam mais espaço para otimismo do que inicialmente previsto. Cauley-Stein e Hield até já tiveram grandes atuações no fim da última temporada, Bogdan Bogdanovic era um dos melhores jogadores da Europa e De’Aaron Fox causa empolgação nos bastidores. Tem uma hype silenciosa brotando em Sacramento.

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