Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Revisão da temporada – Charlotte Hornets

Kemba Walker foi um dos poucos pontos positivos na decepcionante campanha da equipe

Charlotte Hornets (36-46)

Temporada regular: 11ª colocação da conferência Leste
Playoffs: não se classificou
MVP da campanha: Kemba Walker

Pontos positivos

– O Hornets manteve uma de suas virtudes recentes na última temporada, voltando a ser o time com menor taxa de erros de ataque da liga: só 10.7% de suas posses de bola terminaram em desperdícios.

– Kemba Walker foi (justamente) convocado para o Jogo das Estrelas pela primeira vez na carreira depois de cravar a melhor média da carreira em pontuação (23.2), aproveitamento de arremessos de quadra (44.4%) e longa distância (39.9%).

Continua após a publicidade

– Embora tenha tido dificuldades com a rotação de garrafão ao longo do ano quase inteiro, a equipe da Carolina do Norte registrou a segunda melhor taxa de rebotes defensivos coletados da campanha passada (79.6%).

– Charlotte foi quem menos cometeu faltas (16.6) e cedeu lances livres (18.2) por partida aos adversários na última temporada. Esse é um índice importante porque lances livres são, a grosso modo, pontos fáceis.

– Cody Zeller respondeu a altura após receber extensão de US$14 milhões anuais no ano passado. Seu empenho, mobilidade nos dois lados da quadra e melhorado arremesso de média distância potencializaram os melhores momentos do Hornets.

Continua após a publicidade

Pontos negativos

– Sejamos diretos: o Hornets queria ser um time de playoffs em uma conferência Leste repleta de equipes bem pouco competitivos e não conseguiu. Isso dá uma medida da decepção que foi a temporada de Charlotte.

– A equipe de Charlotte encerrou a campanha com a 14ª ofensiva e defesa mais eficientes da liga. Os números não são ruins, mas refletem grupo que não teve força para dominar os adversários em nenhum dos dois lados da quadra.

Continua após a publicidade

– Na última temporada, o Hornets esteve cinco pontos à frente ou atrás do placar nos cinco minutos finais de 51 das 82 partidas que disputou. O time foi derrotado em 29 desses jogos, oitava pior porcentagem da liga.

– A equipe teve sérios problemas defendendo a linha de três pontos: foi quem mais cedeu tiros de longa distância aos adversários (31.4) e, combinado a isso, permitiu o sexto maior aproveitamento da liga (36.9%).

– Embora dono do melhor índice de conversão de lances livres (81.5%) da última campanha, o Hornets teve a quinta pior marca no aproveitamento de arremessos em quadra em geral (44.2%).

Continua após a publicidade

Análise

O Hornets enfrentou um dilema na offseason passada, com uma série de jogadores importantes tornando-se agente livre e sem condições de renovar com todos. Para manter Nicolas Batum, Marvin Williams e estender vínculo de Cody Zeller, a equipe precisou deixar atletas como Jeremy Lin, Courtney Lee e Al Jefferson irem embora. Garantir a permanência das principais referências custou a saída de alternativas do grupo – e, pode-se dizer, também custou a última temporada.

Continua após a publicidade

Após um ótimo início de competição, a equipe desmoronou ao passo que o limitado e pouco versátil elenco começou a ser exigido. As pequenas lesões de uma série de jogadores foram “minando” as opções do técnico Steve Clifford, que pareceu nunca ter o time completo à disposição, e aumentou a dependência/carga de minutos dos titulares ao acusar a falta dos coadjuvantes que tanto haviam ajudado no primeiro semestre de 2016.

Jeremy Lin não é um craque e Al Jefferson pode estar em acentuada descendente na carreira, mas substitui-los por Ramon Sessions e Miles Plumlee/Roy Hibbert têm seu preço. Perder o experiente Courtney Lee convertendo mais de 40% dos seus arremessos de longa distância e ter que apostar em um menos ativo Jeremy Lamb, acertando 28.1% de suas tentativas, compromete. Titulares como Batum e Williams tiveram queda de rendimento em relação ao ano anterior. E por aí vai.

Continua após a publicidade

Essa má construção do plantel refletiu-se de diversas formas. O time “penou” com cada ausência que enfrentou em seu núcleo principal – chegando a números bem extremos, como perder 17 dos 20 jogos que disputou sem o pivô Cody Zeller. Foi constantemente derrotado pelo cansaço de seus titulares nos minutos derradeiros, passando a impressão de ser um time sem “gás” para decidir pela necessidade de manter esses titulares em quadra para ter alguma chance de vitória até o fim.

Continua após a publicidade

E isso aconteceu mesmo com a equipe preservando várias das virtudes que Clifford implantou em Charlotte. O time continuou apresentando segurança com a bola nas mãos no instante ofensivo (menor índice de erros de ataque da liga e 11º que mais trocou passes), com uma defesa ultraconservadora que priorizou não ceder pontos fáceis aos oponentes (além dos números já citados de rebotes defensivos e lances livres, a franquia teve a quinta menor porcentagem de ações adversárias em transição).

Ou seja, em termos de estilo de jogo, foi um Hornets muito parecido com os anos anteriores. Fica a impressão de que, com um grupo mais limitado em termos de talento e opções, ousar seria necessário para subir de patamar. Isso sem contar que os adversários escancaram a defesa da equipe na linha dos três pontos de Charlotte no ano inteiro, não importa quem estivesse em quadra.

Continua após a publicidade

No fim das contas, a forma como o elenco sentiu pequenas baixas na campanha e as 46 derrotas não foram o pior. O pior é notar que o Hornets queria ir aos playoffs, trabalhou com esse objetivo em mente e manteve muito de seu modo de atuação. Ainda assim, não conseguiu fazê-lo em uma enfraquecida conferência.

Futuro

O Hornets segue engessado financeiramente, mas deu sinais de que identificou – e, na medida do possível, sanou – várias das lacunas de seu elenco nesta offseason com os poucos recursos que tinha à disposição.

Continua após a publicidade

O principal reforço foi Dwight Howard, um pedido antigo do treinador Steve Clifford (que comandou-o anteriormente em Orlando e Los Angeles). O veterano pode não viver a melhor fase da carreira, mas é o tipo de pivô de serventia em Charlotte: trata-se da presença física que gera espaço, na forma de pensar do técnico, por “achatar” defesas e empurrá-las para próximo da cesta. E, embora não tenha a mobilidade de Cody Zeller, seria a peça ideal para o sistema defensivo conservador do técnico com sua capacidade de pegar rebotes defensivos e proteger o aro.

Além disso, o time selecionou dois dos melhores alas-armadores (possíveis steals) do último draft em Malik Monk e Dwyane Bacon. Monk, em especial, poderá ser importante na reconstrução da rotação sendo a opção de pontuação e dinamismo ofensivo que o banco de reservas carece desde a saída de Jeremy Lin. Limitações de estatura, porém, deverão mantê-lo longe de formações com Kemba Walker.

Continua após a publicidade

Neste sentido, a chegada do contestado Michael Carter-Williams para a reserva da armação pode ser providencial. Sua altura e capacidade de enxergar acima das defesas funciona na teoria como um inverso de Walker e complemento eficaz para encontrar Monk aberto no lado ofensivo da quadra, enquanto também capaz de cobri-lo defensivamente contra os mais diversos matchups.

O Hornets não tinha muita flexibilidade para trabalhar na offseason, mas uma visão aparentemente bastante lúcida dos “buracos” escancarados do elenco na última temporada deverá ter sido o bastante para recolocar a equipe nos playoffs do Leste em 2018.

comentários