Desde 2023/24, a NBA estipula uma regra que impõe 65 jogos aos atletas para os prêmios individuais ou times ideais. No entanto, a norma vem sendo muito mais um problema do que solução. A liga vê casos de astros longe das premiações e, em 2025/26, parece que a “bolha” estourou.
Afinal, vários grandes jogadores da NBA não vão atingir o mínimo de jogos. E são atletas do mais alto nível.
Só em 2025/26, sete jogadores que foram ao All-Star Game não vão poder disputar prêmios. E nem estamos contando com Joel Embiid, Lauri Markkanen e Austin Reaves, alguns dos principais cestinhas da atual campanha.
Luka Doncic, por exemplo, não tem prazo de volta às quadras e estacionou nos 64. Victor Wembanyama se machucou contra o Philadelphia 76ers e, agora, corre sérios riscos de não poder bater a meta dos 65. Com 63 jogos até aqui, o atual líder para o MVP da NBA, de acordo com o site oficial da liga, pode perder a chance de lutar pelo principal prêmio.
E ainda tem Cade Cunningham, que sempre figurou na lista e não deve chegar aos 65 jogos. Mas, claro, outros nomes ficaram muito abaixo do número, como Stephen Curry e Giannis Antetokounmpo. LeBron James não deve bater em 60.
A NBA queria muito estabelecer um mínimo de jogos, mas não era só para prêmios. O que a liga queria era fazer com que os astros pudessem estar mais presentes e até lançou um estudo que “comprova” que as partidas não machucam os atletas.
Certo…
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Mas ao fazer isso, a NBA cria uma regra que “obriga” atletas a irem para jogos, mesmo contra a vontade de seus times. Parece estranho, mas vamos explicar.
Quando um jogador está perto do limite, os times são alertados por fisiologistas e médicos. Não por menos, aquela lesão na panturrilha virou o grande tabu em 2025/26. Sempre que alguém se machucava no local, as equipes retiravam seus atletas.
Mesmo que fosse algo mais simples, que os jogadores pudessem entrar em quadra por menos tempo, como no passado, eles foram vetados. Isso porque os casos de Tyrese Haliburton, Damian Lillard, Dejounte Murray e Jayson Tatum assustaram a NBA.
O San Antonio Spurs, então, quando viu que Wembanyama estava com um problema similar, deixou o francês “de molho” sem se importar com mais nada. E teve muito cuidado com sua volta às quadras, começando vários jogos do banco e com muitas restrições de minutos.
Tudo isso para não correr o mínimo risco de perder um dos melhores jogadores da liga no momento.
Ao mesmo tempo, tem a vontade do atleta. Ele não quer perder a chance de disputar prêmios. Afinal, quase todos eles possuem cláusulas sobre premiações em seus contratos. Ou seja, ainda estamos falando de mais dinheiro para jogadores.
Joel Embiid e Tyrese Haliburton
Logo naquele primeiro ano da nova regra de jogos na NBA, Joel Embiid e Tyrese Haliburton desfalcaram seus times por causa dos prêmios. Ambos se machucaram, mas forçaram tanto que agravaram lesões.
Para quem não lembra, Embiid era o MVP de 2022/23 e liderava a Corrida de 2023/24. Então, ele tentou seguir jogando para ficar com o bi. Agravou e só voltou perto dos playoffs. E quando retornou às quadras, teve vários problemas.
Acabou indo para as Olimpíadas, mas era só um “borrão” do que já foi. Em 2024/25, fez só 19 jogos, tudo como consequência da regra da NBA. Na atual campanha, até já dobrou a marca, mas está muito longe dos 65.
Por outro lado, Tyrese Haliburton foi titular do All-Star Game de 2022/23 e vinha crescendo muito na liga após a troca para o Indiana Pacers. Em 2023/24, sofreu uma lesão na coxa, que atrapalhou muito o seu arremesso. Pode parecer bobagem, mas a contusão na coxa o tirou do melhor posicionamento para tentar arremessar.
Isso causou uma queda de produção pouco vista antes. Ele tinha acima de 40% de aproveitamento e caiu para 32.4% depois (chegou a ficar na casa dos 25% por longo período). Tudo porque queria bater a meta.
Por conta da regra, jogou no sacrifício, conseguiu e foi para os times ideais da NBA ao fazer 68 jogos. No ano seguinte, a panturrilha o tirou quando o Pacers buscava o título.
Regra deve mudar
Victor Wembanyama ainda tem uma chance de entrar, mas é complexo. Isso porque a liga prevê que é possível ser elegível com 63 ou 64 jogos, desde que tenha dois deles entre 15 e 19 minutos. Ele já fez isso duas vezes, com 17 e 15. Então, se entrar contra um de seus últimos três adversários e ficar por 20 minutos, ele ganha a chance de brigar por prêmios.
Mas tudo isso deve mudar em breve.
Com vários astros fora dos prêmios, a NBA está sendo pressionada a rever a tal regra. Os jogadores estão tentando atuar, mas acabam prejudicando seus times.
Longe do melhor nível físico, eles forçam. Tudo por prêmios e dinheiro.
Os votantes pouco optavam por caras que faziam menos jogos do que o resto. Era quase uma regra velada, mas ao ser uma obrigatoriedade, mudou tudo.
Parecia ser uma boa ideia, mas o resultado final é muito ruim.
Fonte: Reprodução / X

