Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Previsão da temporada – Orlando Magic

Equipe investiu em reforços de garrafão para tentar voltar aos playoffs após cinco anos

NBA: Preseason-San Antonio Spurs at Orlando Magic

Orlando Magic

Campanha na temporada passada: 35-47, 11º colocado da conferência Oeste
Playoffs:
não classificou
Técnico:
Frank Vogel (primeira temporada)
Gerente-geral:
Rob Hennigan (quinta temporada)
Destaques:
Nikola Vucevic e Serge Ibaka
Time-base:
Elfrid Payton – Evan Fournier – Aaron Gordon – Serge Ibaka – Nikola Vucevic

Elenco

4- Elfrid Payton, armador
14- D.J. Augustin, armador
32- C.J. Watson, armador
10- Evan Fournier, ala-armador
8- Mario Hezonja, ala-armador
20- Jodie Meeks, ala-armador
23- C.J. Wilcox, ala-armador
13- Nick Johnson, ala-armador
00- Aaron Gordon, ala
34- Jeff Green, ala
7- Serge Ibaka, ala-pivô
21- Arinze Onuaku, ala-pivô
3- Damjan Rudez, ala-pivô
9- Nikola Vucevic, pivô
11- Bismack Biyombo, pivô
33- Stephen Zimmerman, pivô

Continua após a publicidade

Quem chegou: D.J. Augustin, C.J. Wilcox, Nick Johnson, Jeff Green, Serge Ibaka, Arinze Onuaku, Damjan Rudez, Bismack Biyombo e Stephen Zimmerman

Quem saiu: DeWayne Dedmon, Ersan Ilyasova, Brandon Jennings, Devyn Marble, Shabazz Napier, Andrew Nicholson, Victor Oladipo e Jason Smith

Revisão

A última temporada foi absorvida como uma espécie de choque de realidade para o Orlando Magic. A franquia criou expectativas injustas para si mesmo começando a campanha pensando, única e exclusivamente, em uma vaga nos playoffs. O “linha duríssima” Byron Scott foi chamado para transformar um grupo de jovens no time competitivo que a direção do time sempre visualizou. E, apesar de um bom início, as coisas não seguiram como o esperado.

Continua após a publicidade

O Magic terminou o ano passado na quarta posição da conferência Leste, mas ruiu em janeiro: a defesa caiu assustadoramente de produção, a ofensiva sentiu a falta de seu armador (Elfrid Payton) e rumores negativos sobre a relação entre o elenco e Scott começaram a emergir. Como conjunto, os dois lados da quadra entraram em parafuso juntos. No fim da temporada, a equipe não só não foi aos playoffs, mas sequer chegou às duas semanas finais com chances remotas de classificação.

A queda serviu para que a direção da franquia agisse, com a aparente impressão de que a base jovem montada não era boa o bastante. O ala Tobias Harris foi trocado ainda com a temporada em andamento, enquanto Victor Oladipo saiu em transação fechada na offseason e não foi feito nem esforço para “segurar” o pivô reserva Dewayne Dedmon. Junto a isso, a equipe investiu na contratação de veteranos para dar corpo ao plantel – como Serge Ibaka, Jeff Green e D.J. Augustin.

Continua após a publicidade

Caminhando para seu quinto ano longe dos playoffs, o Magic parece ter cansado de apostar em jovens talentos e resolveu dar preferência a montar um time que possa trazer resultados rápidos. Scott saiu e o também experiente Frank Vogel assumiu o posto na tentativa de implantar a filosofia defensiva que tanto se anuncia, mas não acontece em Orlando. Mas será que isso é o bastante para garantir uma vaga na pós-temporada?

Perímetro

O Magic perdeu por opção seu principal jogador de perímetro da última temporada na offseason: o ala-armador Victor Oladipo foi integrante da negociação que trouxe Ibaka para a Flórida. Mas, se não em nomes, o trio titular que inicia a Era Vogel soa essencialmente o mesmo: trata-se de um grupo que apresenta as mesmas virtudes (versatilidade defensiva, agressividade) e os defeitos de sempre (poder de criação, espaçamento) dos perímetros de Orlando.

Continua após a publicidade

Muito da sensação de “mais do mesmo” passa pela armação: Elfrid Payton começa sua terceira temporada na NBA com muitas das qualidades e problemas que já são conhecidas. Ele é um dos melhores infiltradores da liga, mas seu impacto é limitado pela relativa facilidade que os adversários encontram para explorarem sua carência de arremesso. Ainda assim, trata-se do principal criador do Magic e o seu desfalque foi trágico para os rumos da campanha passada da equipe. A novidade aparece no banco de reservas: o veterano D.J. Augustin oferece um reserva que, embora bem mais “frouxo” defensivamente, combina poder de criação com afiado arremesso de longa distância.

Fournier assume o lugar que era de Oladipo no quinteto inicial e continuará sendo a principal alternativa da equipe criando o próprio arremesso, além de ser um sólido ball handler secundário para Vogel e o chutador mais consistente dos titulares. Com contrato renovado e US$85 milhões em salários a receber, é seguro dizer que ele precisará ter um papel maior dentro das ações do time. A expectativa fica por conta do jovem Mario Hezonja, que deve ser a primeira opção para a posição saindo do banco e tenta fazer uma temporada de afirmação para confirmar o status de quinta escolha do draft do ano passado. O experiente Jodie Meeks é alternativa para um time mais certeiro nos tiros de longa distância.

Continua após a publicidade

Hezonja também o reserva natural para a posição três, ao lado do recém-chegado e experiente Jeff Green, onde Vogel pretende fazer sua experiência mais ousada: ele vai utilizar o talentoso Aaron Gordon como titular na ala, formando um time mais alto e de imposição atlética. A aposta do técnico é que o jovem possa ser o “Paul George de Orlando” e existem sinais positivos neste sentido, se lembrarmos que trata-se de um jogador que impressionava pelo controle de bola e capacidade como passe nos tempos de colegial e universitário. Ao mesmo tempo, essa ótima impressão se devia também ao fato de ser comparado a alas-pivôs – e não atletas necessariamente de perímetro.

Muito do sucesso ou fracasso do Magic pode passar pelos resultados da experiência com Gordon: um arremessador alto em evolução com algumas mostras de técnica com a bola nas mãos e enxergando o jogo, ele pode tornar-se um diferencial para o Magic. Mas, como aconteceu com o time de forma geral na temporada passada, o ala está envolto por altíssimas expectativas e uma função muito difícil de cumprir.

Continua após a publicidade

Serge Ibaka Magic

Garrafão

O garrafão sempre foi o grande problema do Magic, com a ausência de proteção de aro comprometendo a defesa do time ano após ano. Finalmente, a franquia parece ter corrigido a deficiência como uma atuação incisiva no mercado. Os dirigentes de Orlando conseguiram trazer o ala-pivô de seus sonhos com a troca que garantiu a chegada de Serge Ibaka. O ex-atleta do Oklahoma City Thunder traz aquilo que o time procurou incessantemente em tempos recentes: um veterano que pudesse proteger a cesta na defesa e espaçar a quadra no ataque. Ele é o encaixe perfeito, teoricamente.

Continua após a publicidade

Gordon tenderia a ser o reserva natural da posição, mas a atuação como ala deve limitar sua disponibilidade para atuar como ala-pivô em formações mais baixas. A tendência, assim, é que o experiente Jeff Green seja o suplente natural. Ele é um jogador muito diferente de Ibaka: trata-se de um ala de ofício, que pode oferecer maior versatilidade defensiva no confronto de equipes mais baixas e mais técnica atacando a cesta, operando no perímetro. Ter esse tipo de variação é importante, embora Green não seja o atleta mais elogiado por onde passa.

Entre os pivôs, a situação é bem mais definida: Nikola Vucevic deverá começar a campanha como titular, enquanto o recém-chegado Bismack Biyombo vai sair do banco de reservas. Pelo menos, assim será por enquanto. Os dois jogadores, na verdade, chegam em condições semelhantes na temporada e podem ser usados para situações diferentes. O montenegrino é a inspiração: um cara mais técnico, capaz de trabalhar melhor com a bola nas mãos e com mais vastos recursos para pontuar. Já o africano é transpiração: pivô atlético, que corre a quadra e defende a cesta com incrível intensidade, mas com técnica ainda a ser bastante refinada.

Continua após a publicidade

Talvez, o maior mistério do Magic seja exatamente analisar como pode evoluir a situação entre os dois pivôs. Vucevic pode ser superado por Biyombo e, caso isso aconteça, ele teria grandes chances de ser negociado nos próximos meses. Pode tratar-se de um dos grandes nomes disponíveis no mercado, por exemplo, na janela de transferências de fevereiro.

Análise Geral

O Magic acredita ter montado um elenco que, ao ser moldado por Vogel como seu Indiana Pacers de tempos recentes, pode voltar aos playoffs a partir de um forte trabalho defensivo. É uma aposta. Mas é impossível também não notar que essa equipe, embora jovem, caminha contra a maioria dos conceitos do basquete que muitos times da NBA praticam hoje: com dois jogadores de ofício no garrafão, confiando em uma formação mais pesada, sem espaçamento ideal.

Continua após a publicidade

A experiência de Aaron Gordon como o “novo Paul George”, a disputa por espaço nas rotações de garrafão, a total falta de arremesso de Payton e a melhora dos competidores do Leste são pontos de interrogação que empilham-se quando você pensa se o Magic pode realmente ser um dos oito melhores do Leste. É provável que o time tenha potencial para chegar lá eventualmente, mas a direção de Orlando parece ter uma espécie de compulsão pela queima de etapas.

Mas, independentemente do que imaginamos, a verdade é que não é difícil ler o que a franquia pensa: o Magic quer vencer – e vencer agora. Agiu e investiu como tal agente no mercado. O que esse time possui realmente em mãos agora, depois dos investimentos? Essa é uma pergunta bem mais nebulosa.

Continua após a publicidade

Previsão: 11º lugar na conferência Leste.

comentários