Para ex-técnico, James Harden “evitou” LeBron James no Cavaliers
Veterano treinador vê incompatibilidade de estilos de jogo como chave para decisão do craque
Pode-se dizer que LeBron James e James Harden quase atuaram juntos pelo Cleveland Cavaliers. Afinal, nas últimas semanas, o time era visto como favorito na disputa pelo agente livre de 41 anos. Mas, em uma reviravolta, o ala decidiu ir para o Philadelphia 76ers. Então, o que aconteceu? O ex-técnico Byron Scott crê que tenha a ver com a projeção de jogar com o veterano armador.
“Cleveland é a sua casa, sim, e acho que LeBron até voltaria pela segunda vez para lá. Mas só iria acontecer se James já não estivesse na equipe. Pois todos dizem que não é um bom encaixe e coisas assim. E, aliás, eu também ouvi de pessoas que ele não teria um encaixe tão legal com Donovan Mitchell. Não sei a razão, mas é o que diziam por aí”, contou o agora podcaster.
É verdade que, a princípio, visualizar LeBron James e James Harden lado a lado no Cavaliers é um pouco difícil. O segundo “monopoliza” a bola e desacelera o ritmo dos times, o que vai na contramão do estilo do primeiro. Scott, no entanto, crê que essa visão é um pouco simplista demais. A esta altura da carreira, é difícil pensar em uma situação que o ídolo não vai se adaptar.
“Para começar, eu acho que LeBron pode se encaixar com qualquer jogador e esquema. Ele é o atleta com mais pontos na história da NBA, mas nunca foi egoísta. Então, não vejo um time em que não iria se encaixar. Nesse momento da carreira, em particular, em que a sua única prioridade é vencer. Ele não se importa com as estatísticas, pois já tem todos os recordes que pode imaginar”, cravou o ex-armador.
Leia mais!
- “LeBron James vai despertar ‘melhor Joel Embiid'”, prevê analista
- Suns fecha extensão de contrato com Dillon Brooks
- “Rockets deveria apostar em Russell Westbrook”, crava ex-jogador
Sem garantias
No Sixers, certamente, James vai ter uma grande chance de ser campeão da NBA uma última vez. Ele vai entrar em uma equipe que já tem astros como Joel Embiid, Tyrese Maxey e Jaylen Brown, por exemplo. Para muita gente, o time vai partir como um dos favoritos ao título da liga em 2027. Scott também os vê nesse nível, mas já viu casos como esse que deram errado.
“Eu não acho que seja tão simples assim. Sempre me lembrarei do Los Angeles Lakers do início dos anos 2000, com Karl Malone. Eles tinham um quinteto titular forte demais e não eram egoístas. Mas, mesmo assim, não foi o bastante. Chegaram às finais e viram um Detroit Pistons que era um coletivo muito melhor. E, no fim das contas, o talento não conseguiu superar isso”, lembrou o veterano.
Scott admite que aquele Lakers também teve alguns percalços que “atrapalharam” uma campanha que poderia ser perfeita. Mas a moral da história não muda. “É verdade que eles também tiveram um problema interno com Gary Payton. Malone, além disso, se lesionou na pior hora possível. Mas o que eu quero dizer é que o papel só diz que você tem talento. Só isso”, reforçou.
Passador
O que ajuda James no Sixers é como não chega com a intenção de ser uma referência. Ele é um astro que escolheu a Philadelphia e está pronto para ser um coadjuvante. Há outros grandes jogadores no elenco, mas não vai mexer com o equilíbrio dessas peças. Pelo contrário. Scott vê o craque de 41 anos com mais chance de ser um aglutinador.
“LeBron sempre vai achar os passes certos, os companheiros livres. Na verdade, a maior crítica que recebeu durante a carreira foi por passar a bola em lances decisivos quanto tinha dois adversários em cima dele. Por isso, eu digo que esse cara entraria em todos os times que o quisessem. E, acima de tudo, só quer vencer”, concluiu o ex-técnico.
comentários