Para ex-jogador, LeBron James não faz Warriors disputar título
Jeremy Lin aponta falta de juventude e vigor como grande calcanhar do elenco de San Francisco
O Golden State Warriors ainda sonha em ter LeBron James como seu novo jogador para se reposicionar na disputa pelo título da NBA. Será que o veterano craque, no entanto, é o bastante mesmo para dar essa guinada no time? Muitos fãs e analistas creem que sim, mas um conhecido ex-jogador da liga está bem mais cético. Para Jeremy Lin, a chegada do ala não mudaria as perspectivas competitivas da franquia.
“Eu acho que, antes de tudo, LeBron e Stephen Curry no mesmo time seria um evento obrigatório na televisão. Mas, mesmo assim, não acho que Golden State seria candidato ao título de imediato. Não acho que ele os coloque nesse nível, sabe? Pois ainda não os vejo derrotando um Oklahoma City Thunder ou San Antonio Spurs, a não ser que tenhamos lesões importantes”, avaliou o ex-armador.
LeBron James está no radar e virou foco da atenção do Golden State Warriors desde o início da agência livre. Foi quando o ala anunciou que estava de saída do Los Angeles Lakers e tornou-se agente livre. A equipe de San Francisco foi vista como a favorita de partida da concorrência, mas perdeu força nos últimos dias. Lin, no entanto, crê que o astro não seria a solução para os problemas do elenco.
“Para mim, esse time ainda precisaria de mais juventude e energia em seu elenco para desafiar os melhores. Precisam de mais jovens que possam entregar vigor e vitalidade para a rotação. Falta muita energia. Não me entendam mal, pois sou um grande fã de LeBron. Mas eu não acho que os suba de prateleira na NBA e virem candidatos a ser número um no Oeste”, reforçou o veterano.
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Recrutamento
Quem pode dizer que, não importa o resultado, trabalhou muito para tentar levar James para o Warriors foi Draymond Green. O ala-pivô passou alguns dias com o amigo na última semana e usou isso como uma oportunidade. Era a chance ideal de reforçar o time, afinal, como uma opção na mente do ala de 41 anos. Mas ele não vê isso como algo decisivo na questão.
“Eu seria idiota, certamente, se não aproveitasse a chance para tentar recrutá-lo. Seria maluco se nós ficássemos juntos por alguns dias e não falasse sobre a sua decisão em nenhum momento. Tentasse descobrir o que vai fazer e, de alguma forma, influenciar. Claro que dei os meus argumentos e acho que mandei bem. Mas, no fim das contas, acho que não muda nada”, contou o defensor.
Green pode dizer que fez a sua melhor tentativa para recrutar o craque. Apesar disso, não garante nada. “Eu espero que as nossas conversas e coisas que lhe falei o façam pensar um pouco. Não acho que ele já tomou uma decisão, mas, se já tiver, tentei fazer com que pensasse um pouco mais. No entanto, só para deixar claro a todos: não foi por isso que nos encontramos”, concluiu.
Televisão
Mas qual seria o impacto de LeBron James como jogador do Warriors tentando ajudar a franquia a retomar o título da NBA no mercado? Muito grande, certamente. Por isso, Rich Paul mais do que só os times interessados em modo de espera sobre a decisão do seu amigo. A liga está no aguardo também. Afinal, isso vai mudar a estratégia de exibição dos jogos de forma decisiva a partir do segundo semestre.
“Sabe por que a NBA não anunciou o calendário da próxima temporada ainda? Porque, se LeBron jogar com Stephen, Golden State teria que ter uns 60 jogos televisionados. Ok, talvez isso seja um pouco de exagero. Mas diria que seria, no mínimo, metade da temporada em rede nacional. Ou seja, umas 40 partidas na televisão”, cogitou o empresário do craque.
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