Os melhores e piores da agência livre da NBA
Listamos algumas das negociações do mercado na offseason da liga em 2026
A agência livre 2026 da NBA teve alguns dos melhores e piores movimentos dos últimos anos. Enquanto o mercado segue esperando o que LeBron James vai fazer, vários times já estão prontos para a próxima temporada. Hoje, vamos dividir o que houve em duas partes.
Melhores movimentos
Troca do Hornets por Grayson Allen e Royce O’Neale
O Charlotte Hornets precisava “limpar” o vestiário, de acordo com vários analistas. Primeiro, trocou LaMelo Ball. Depois, mandou Miles Bridges para o Phoenix Suns por Grayson Allen e Royce O’Neale.
Foi um dos melhores movimentos da agência livre porque o time recebeu dois ótimos arremessadores e defensores. Enquanto isso, Allen ajuda na organização ofensiva. Charlotte se livrou de Bridges, que enfrenta mais acusações graves. Então, o Hornets não poderia fazer melhor.
Lakers assinou com Collin Sexton
Nos últimos anos, o Los Angeles Lakers teve sérios problemas quando Luka Doncic não estava em quadra. Marcus Smart ajudava muito na defesa, mas faltava em outras áreas. Agora, o time acertou em cheio ao receber Collin Sexton por dois anos, pagando US$19.2 milhões no total.
Com um armador muito bom nos dois lados da quadra, o Lakers tem melhorou seu perímetro na agência livre da NBA e não pagou demais por ele. Isso porque Sexton vinha recebendo acima dos US$18 milhões por ano. Agora, vai pagar a metade disso.
Aliás, a contratação de Quentin Grimes por US$60 milhões por quatro anos, também foi muito boa. Grimes vai ajudar nos dois lados da quadra e pode colaborar na organização ofensiva.
Extensão de Victor Wembanyama com o Spurs
Imagine um dos melhores jogadores da NBA abrindo mão de US$50 milhões só para ajudar seu time a fazer contratações na agência livre. Foi o que Victor Wembanyama fez, tudo para deixar o San Antonio Spurs com condições de fechar com Tobias Harris e estender contratos de Harrison Barnes e Justin Champagnie.
Mas mais do que isso, o francês deixou todo o valor e tem vínculo até 2031, com opção por mais um ano. Então, quer dizer que Wembanyama não vai testar o mercado até lá. Cesta de três do Spurs, do meio da quadra.
Rui Hachimura no Clippers
Embora o Los Angeles Clippers esteja com problemas sérios por causa da investigação sobre Kawhi Leonard, o time acertou na contratação do ala Rui Hachimura na agência livre. O jogador foi o melhor arremessador do Los Angeles Lakers na última temporada, enquanto o Clippers fechou por US$28 milhões para duas campanhas.
Ou seja, a equipe está pagando cerca de US$4 milhões a menos que na última temporada por um jogador que acertou 44.3% do perímetro em 2025/26 e produziu 11.5 pontos. No Clippers, a tendência é que tenha mais espaço que no Lakers.
Troca de Jaylen Brown (para o Sixers)
É claro que o Philadelphia 76ers ganhou muito na troca por Jaylen Brown e o time deu um salto de qualidade. O Sixers pode até não vencer a próxima temporada, mas virou um candidato real ao título do Leste com só um movimento.
Sim, o Boston Celtics fez uma troca horrível na agência livre, enquanto tentou melhores negociações no mercado da NBA e não conseguiu nada. Então, é óbvio que o Sixers venceu a negociação. Por muito.
Aliás, para o Celtics, nem estará entre os piores movimentos, pois é our concours.
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Piores movimentos
Quinten Post para o Grizzlies
O pivô era agente livre restrito do Golden State Warriors, mas o Memphis Grizzlies foi lá e deu US$30 milhões por três anos. O Warriors nem cogitou cobrir.
O Grizzlies já tinha Zach Edey, Isaiah Stewart, Taylor Hendricks e GG Jackson para o setor, sem contar com o veterano Taj Gibson e o calouro Cam Boozer. Depois, pagou quase cinco vezes o que o holandês (ou neerlandês, como queira) recebia.
Nota dó, horrível e não faz sentido algum o movimento na agência livre.
Extensão de Trae Young
Claro que dá para ver o Washington Wizards se movimentando e buscando competir, mas pagar US$212 milhões por quatro anos a Trae Young? O Wizards sabe que errou, mas tem um detalhe importante: se não estendesse por valor similar, ele iria embora de graça ao fim da próxima campanha. É péssimo, mas era o que Washington se sentiu obrigado a fazer.
Na teoria, Young pode fazer a equipe competir após a agência livre. Na prática, é preciso dar tempo e espaço para ele conseguir seus objetivos. Mas, de cara, dá para cravar que foi um dos piores movimentos de todo o mercado.
DeAndre Jordan vira prioridade no Pelicans
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— Tony Jones (@Tjonesonthenba) July 18, 2026
Um dos maiores absurdos dos últimos tempos foi o New Orleans Pelicans dar a DeAndre Jordan uma extensão de dois anos. Mas mais do que isso, foi o Pelicans tratar a renovação como prioridade.
O Pelicans poderia dar a ele um ano com o mínimo para veteranos, mas optou por dar quase US$8 milhões até 2027/28. New Orleans conseguiu se superar.
Contrato de Gary Trent Jr é tão ruim que vira alvo de investigação
Tudo bem. Gary Trent Jr é um jogador que ajuda dentro das condições certas e faz o mínimo nos dois lados da quadra, defendendo e arremessando de três. Não tem nada de ótimo nele nos dois quasitos. Mas quando ele recebe US$64 milhões em extensão com o Milwaukee Bucks, após passar os últimos dois anos ganhando mínimo para veterano, é porque tem algo muito errado.
E foi tão ruim que a NBA está investigando o caso na agência livre, pois o Bucks conta com vários jogadores melhores que ele no setor. É um caso de punição, assim como foi com Joe Smith, em 2000. Na liga, é proibido fazer promessa de contrato para o ano seguinte.
Walker Kessler chega ao Lakers
Danny Ainge é uma raposa. Ele sabia que os times chegariam “babando” na agência livre por Walker Kessler e usou a trade deadline da NBA para buscar um dos melhores defensores da liga, Jaren Jackson Jr. Sim, ele já sabia que alguém ia querer pagar caro por Kessler. Então, colocou o preço: escolhas de Draft.
Como era agente livre restrito, Kessler não poderia chegar ao Los Angeles Lakers sem o aval do Utah Jazz. Então, o time de Los Angeles deu duas picks e swaps pelo pivô.
Mas o Lakers vai pagar a ele US$32.4 milhões em média pelos próximos quatro anos a um pivô que não é um grande defensor. Sim, ele dá tocos, pega rebotes de ataque. No entanto, seus oponentes pontuam em mais de 60% das vezes quando o enfrentam no garrafão. O torcedor, que não via jogos do Jazz, não vai entender nada. Quando a luz dos olhos teus deixar de resistir será tarde.
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