O Los Angeles Lakers tem uma boa campanha nessa temporada, mas o sistema de jogo de JJ Redick não convence. Parte da torcida e imprensa critica o técnico, em particular, pela dinâmica do ataque angelino. O comentário mais comum é que o plano do time se limita a colocar a bola nas mãos dos jogadores mais criativos. O treinador subiu o tom depois de ser questionado sobre a suposta falta de jogadas desenhadas da equipe.
“Eu sempre fico fascinado com esses comentários, pois, para começar, como eles sabem as nossas jogadas? Eles conhecem o nosso livro de jogadas? Isso é interessante demais. Além disso, quer dizer que um ataque organizado significa trazer a bola de forma lenta pela quadra e chamar uma jogada? Tenho uma notícia para você: a NBA não é assim”, disparou o ex-atleta, antes da vitória contra o New Orleans Pelicans.
Os números indicam que, de fato, há uma concentração nas ações ofensivas do Lakers. Luka Doncic é o jogador com a maior taxa de uso de posses de bola da NBA (36,2%). LeBron James (27,3%) e Austin Reaves (27%), enquanto isso, também aparecem no TOP 35 da estatística na liga. Só o Phoenix Suns também tem três atletas com tanto usage. JJ Redick, no entanto, não vê isso como um problema.
“O nosso ataque organizado passa por chamar jogadas desenhadas, às vezes. Mas está mais baseado em alinhamento, formações e, acima de tudo, espaçamento de quadra. Nós queremos ter jogadores posicionados nos corners o jogo inteiro, colocar pressão no garrafão desde os primeiros segundos de posse. E, se possível, finalizar rápido em transição”, resumiu o jovem treinador.
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Alta produção
O público em geral, a princípio, julga o trabalho ofensivo de um técnico pelo playbook. Ou seja, pela criatividade e eficiência das jogadas que desenha e usa. Mas é claro que isso é só um detalhe em uma gama de funções. JJ Redick ouve as críticas em torno do seu estilo de jogo ofensivo no Lakers, mas acha que está respaldado por uma questão muito importante: a eficiência.
“Vocês me perguntaram outro dia sobre o nosso ataque ser previsível. Como é previsível que tentamos, em síntese, colocar a bola nas mãos de Austin Reaves e Luka Doncic logo no começo das posses e lhes dar espaço. Mas o que as pessoas não se atentam é como isso tem sido produtivo para nós. Afinal, nesse tipo de ação, eles produzem quase 1,3 ponto por posse”, argumentou o técnico.
O Lakers tem o décimo ataque mais eficiente da NBA, produzindo mais de 116 pontos por 100 posses de bola. Para Redick, esse índice – só quatro pontos abaixo do líder na estatística – é a prova de que não há motivo para mudar. “Eu sei que, às vezes, todos não entendem. Pode parecer simples, mas as nossas jogadas e ações dão resultados. Então, sim, temos um ataque organizado”, cravou.
Sem pivôs
Nota-se que nenhum dos jogadores com alto uso de posses do Lakers é um pivô. Essa é uma marca não só da NBA nesse momento, mas do trabalho de Redick como um todo. Tanto que, nos últimos dias, surgiram sinais de que Deandre Ayton não está feliz na equipe. O técnico reconhece o papel limitado dos atletas de garrafão em seu esquema, mas não vê motivos para mudar.
“Estamos mostrando vídeos para Deandre e Jaxson Hayes sobre como o nosso ataque funciona quando colocam pressão no aro cedo. Já estão nessa liga há um bom tempo e, por isso, sabem o valor desse tipo de postura no jogo. Sei que Deandre, em particular, teve anos em sua carreira em que teve mais a bola. Mas temos que lembrá-los de como podem ajudar o time a vencer”, concluiu o ex-jogador da liga.
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Fonte: Reprodução / X

