A NBA liberou Luka Doncic e Cade Cunningham para disputa dos prêmios de temporada. Os astros estavam inelegíveis após não atingirem o mínimo de 65 jogos definidos pela liga em acordo com a Associação de Jogadores. Porém, após protesto dos dois armadores, a NBA concordou em elegê-los, segundo Shams Charania, da ESPN.
A regra de 65 jogos foi adotado pelo NBA em 2023 em acordo com a NBPA. No entanto, a medida conta com uma cláusula para “circunstâncias extraordinárias” que permite a um jogador solicitar a inclusão na votação caso não atinga o mínimo. Foi o caso de Doncic e Cade Cunningham.
No caso de Luka Doncic, ele disputou 64 dos 82 jogos de 2025/26, com 20 minutos ou mais. Porém, perdeu duas partidas em dezembro por conta do nascimento da filha na Eslovênia. Desse modo, como se tratou de uma questão extraordinária, a NBA considerou que ele está apto a disputar os prêmios.
“Sou grato à NBPA por defender meu caso e à NBA pela decisão justa. Foi muito importante para mim estar presente no nascimento da minha filha. Esse ano tem sido muito especial pelo que meus colegas e eu conseguimos pelo Los Angeles Lakers. Então, me sinto feliz pela chance disputar os prêmios de 2025/26”, disse Luka Doncic no X (antigo Twitter).
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Já Cade Cunningham jogou 64 das 82 partidas de 2025/26, sendo que uma delas não atingiu o mínimo de 20 minutos. No entanto, o astro perdeu 12 jogos por contra de um colapso pulmonar em março. Vale lembrar que ele era um dos favoritos ao MVP antes do problema. Desse modo, a NBA optou por abrir uma exceção também para o astro do Detroit Pistons.
Ao contrário de Luka Doncic e Cade Cunningham, quem não se beneficiou após protesto foi Anthony Edwards. O astro do Minnesota Timberwolves atuou por 60 jogos e também pediu à NBA que fosse incluído na disputa pelos prêmios. Porém, a liga negou e não elegeu o camisa 5.
Após a decisão, o agente de Edwards contestou a falta de padrão da NBA ao considerar os casos de Doncic e Cunningham.
“Anthony e eu agradecemos à NBPA por recorrer do caso. Porém, eu fico um pouco confuso com a decisão à favor de Cade, que perdeu tempo por algo ocorrido em quadra, mas não para Edwards, que perdeu tempo por uma infecção. No entanto, no fim, você já sabe que ele não está nem aí para isso”, disse Justin Holland.
Debate
Diante de casos como de Cunningham, Doncic e até Edwards, a regra de 65 jogos virou motivo de debate ao longo de 2025/26. Isso porque astros como Stephen Curry, Giannis Antetokounmpo, LeBron James e Devin Booker foram afetados pela medida. Então, a própria NBPA contestou o limite mínimo ao citar o caso do astro do Pistons.
“Uma possível inelegibilidade de Cade Cunningham para os prêmios, após um ano que define sua carreira, é uma clara crítica à regra dos 65 jogos e mais um exemplo de por que ela deve deixar de existir ou mudar. Desde que ela surgiu, atletas que mereciam os prêmios saíram da disputa por essa cota muito rígida”, criticou a NBPA.
A NBA, enquanto isso, negou que possa aplicar uma nova mudança para disputa dos prêmios. No mês passado, o comissário Adam Silver sustentou a satisfação da liga quanto ao impacto da medida.
“Acho que a regra está funcionando. Se você olhar os números antes dela, eles estavam indo na direção errada. Nos três anos anteriores, quase um terço dos jogadores All-NBA não jogaram 80% dos jogos. Isso era um problema para nós. Então, houve um acordo com a NBPA que resultou no mínimo de 65 jogos”, afirmou Silver.
Fonte: Reprodução / X

