NBA Draft 2026: Zuby Ejiofor
Ala-pivô da Universidade de St. John’s é uma provável escolha TOP 30 no recrutamento deste ano

O Jumper Brasil dá sequência à sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala-pivô Zuby Ejiofor. Destaque da Universidade de St. John’s, o atleta de 22 anos está projetado para ser uma escolha TOP 40 do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:
Zuby Ejiofor
Idade: 22 anos
País: EUA
Universidade: St. John’s
Experiência: senior (quatro temporadas universitárias)
Posição: ala-pivô/pivô
Altura (sem tênis): 6’7.5’’ (2,02m)
Envergadura: 7’2’’ (2,18m)
Peso: 245,2 lbs (111,2 kg)
Médias na última temporada (NCAA): 16,3 pontos, 7,3 rebotes, 3,5 assistências, 1,2 roubo de bola, 2,1 tocos, 2,1 turnovers, 56,3% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 30,5% de acerto no tiro de três pontos (1,6 tentativa) e 71,8% nos lances livres (7,0 tentativas) em 30,0 minutos por jogo.
Atributos físicos e atléticos
Zuby Ejiofor, antes de tudo, tem medidas nada mais do que adequadas – no máximo – para um ala-pivô no draft da NBA. E, ainda que tenha uma longa envergadura, vai ser bem pequeno para atuar como pivô na liga.
Jogador atlético, em particular, pela capacidade de explosão vertical em quadra aberta. Eu sinto que isso não fica tão em evidência porque o seu jogo privilegia (muito) mais o contato físico do que o vigor atlético.
Tem uma ótima movimentação para um jogador das suas dimensões, pois se desloca de forma rápida e coordenada em quadra. Os seus pés são bem mais “leves” do que o seu tamanho sugere.
É um atleta muito forte fisicamente que, acima de tudo, faz questão de atuar de forma impositiva. Estabelece contato perto da cesta, gosta de operar no poste baixo e busca o contato contra os rivais o tempo inteiro.
Ataque
Ejiofor é um finalizador firme e físico ao redor do aro, que assume o estilo “rompedor” em espaço curto. Apesar disso, na temporada passada, não foi muito eficiente nesse quesito e até soou “pequeno” contra alguns adversários.
Eu acho que, em certos momentos, ele mostra mais refino técnico ao redor da cesta do que recebe crédito. Possui um trabalho de pés razoável e arsenal ofensivo que inclui ganchos, runners pontuais.
Foi uma máquina de cavar faltas em nível universitário por causa da disposição ao jogo físico e capacidade de absorver contato. Cobrou sete lances livres por partida na última temporada, com quase 72% de aproveitamento.
Ele tentou 59 arremessos de três pontos na última campanha, com um aproveitamento em evolução. Mas não me passa muita confiança: a sua mecânica é dura e lenta, precisa de tempo demais para lançar a bola.
Pouco usado durante a carreira na NCAA em ações de pick-and-roll, pois nunca foi tão eficiente nessa parte. Ele é um bom screener, que abre espaço e “janelas” para os seus colegas, então não sei dizer o que não funciona.
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Passador acima da média para a sua posição, que distribuiu quase 1,7 assistência por erro de ataque em St. John’s. Ejiofor foi usado em handoffs com bons resultados, por exemplo, o que pode ser algo comum na NBA.
Os seus 2,1 turnovers por jogo são altos para alguém que só deveria ser um finalizador e passador pontual. Então, precisa evoluir ainda enquanto um atleta que pode trabalhar com a bola nas mãos.
É um reboteiro ofensivo de primeira linha no basquete universitário por causa de uma combinação de recursos. Tem muita força física e vigor na briga por espaço, alto nível de atividade em torno da cesta e um bom segundo salto.
Sem estar perto ou dentro do garrafão, em síntese, o jogo ofensivo do prospecto quase some. Oferece pouca ameaça para as defesas, pois é limitado atacando defensores em espaço e arremessa com baixo aproveitamento.
Eu tenho um certo problema com jogadores que são muito mais transpiração do que inspiração no ataque. Afinal, como esse jogo vai se traduzir em um ambiente em que ele não vai ter a grande vantagem físico-atlética de antes?
Defesa
Antes de tudo, não dá para questionar a disposição, dedicação, entrega e atividade de Ejiofor no lado defensivo da quadra. É um atleta que cobre muito espaço, se desdobra como marcador e o seu motor que não para nunca.
Protetor de aro de alto nível, que contesta arremessos com ótimo timing e registrou mais de dois tocos por noite na última temporada. Tem uma boa noção não só de coberturas e ajuda, mas também de verticalidade.
St. John’s jogou em um esquema de “troca tudo” na defesa também pela presença do jovem pivô. Mostrou uma boa agilidade lateral, mobilidade e senso de ocupação de espaço quando “subiu” para marcar em espaço.
Teve uma média decepcionante de rebotes defensivos, que, sim, pode ser produto do tempo que passa no perímetro. Mas não dá para ignorar detalhes como que ele não tem o costume de bloquear os adversários por rebotes.
Conclusão
Zuby Ejiofor é mais um exemplo de pivô baixo no draft da NBA deste ano. E, bem como atletas como Morez Johnson, ele se destaca pela transpiração e intensidade dentro de quadra. Para ser sincero, eu tenho sérias dúvidas sobre como o seu jogo ofensivo pode se traduzir. Mas não há como ignorar que a sua versatilidade defensiva, disposição e entrega lhe dão uma chance real de ser um jogador na liga.
Comparações: Paul Reed (Pistons) e Precious Achiuwa (Kings)
Projeção: TOP 40
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