NBA Draft 2026: Tarris Reed
Pivô da UConn é projetado como uma escolha de final de primeira rodada

O Jumper Brasil segue com a série de perfis das maiores promessas do Draft de 2026 da NBA, agora com o pivô Tarris Reed. Um dos destaques da Universidade de Connecticut (UConn), ele é projetado como uma escolha de final de primeira rodada. Confira, portanto, a análise do portal para o atleta de 22 anos.
Tarris Reed
Idade: 22 anos
País: EUA
Universidade: UConn (senior – quatro temporadas no College)
Posições: pivô
Altura: 6’10″ (2,08m)
Envergadura: 7’4.5″ (2,24m)
Peso: 119 kg
Médias na última temporada: 14,7 pontos, nove rebotes, 2,3 assistências, 0,7 roubo de bola, dois tocos, 1,9 turnover, 60,7% nos arremessos gerais, 61,7% nos lances livres (com 4,4 tentativas), 27,3 minutos
Atributos físicos e atléticos
Tarris Reed é um dos jogadores de maior força física do Draft 2026 da NBA. Além disso, ele tem uma envergadura invejável. Ou seja, Reed tem o biotipo do big corpulento tradicional.
Mas sua agilidade lateral deixa a desejar, o que é perfeitamente compreensível para um jogador do seu porte físico.
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Ataque
Excelente finalizador, que coloca pressão no aro. Alvo frequente em lobs, Reed é um espaçador vertical. Afinal, ele possui ótimo entendimento de espaçamento para se colocar atrás da defesa, na posição de quem finaliza com a enterrada. Além disso, tem um ótimo trabalho de pés. Eficiente nos spin moves, fakes e ganchos. Ou seja, é uma ameaça no post-up.
Sólido passador. Reed evoluiu bastante nessa área nos quatro anos em que ficou no College. Da cabeça do garrafão e no short-roll, mostra facilidade para achar companheiros que cortam em direção à cesta e arremessadores livres do lado fraco da defesa. Ou seja, Reed não é aquele tipo de pivô que recebe/segura a bola e não a devolve para os companheiros. Pelo contrário, ele mantém a bola rodando.
Jogo de perímetro inexistente.
Excelente screener. Entende ângulos e usa a base larga e muita fisicalidade para conseguir contato e liberar seus ballhandlers.
Defesa
Bom protetor de aro (posicional). Adepto do jogo mais físico, Reed tem um ótimo timing para distribuir tocos. Ou seja, faz bem o “trabalho sujo” no garrafão. Eficiente na drop coverage (cobertura feita pelo jogador que está na defesa do screener e sai para marcar o ballhandler), pois sabe como ocupar espaço e em que área precisa estar.
Não oferece versatilidade nesse lado da quadra. Por não ser o mais atlético dos pivôs, Reed costuma ser exposto nas trocas defensivas. Portanto, ele não é muito móvel cobrindo espaços.
Reboteiro de elite. Muito forte, longo e dono de um ótimo tempo de bola, Reed abusa da fisicalidade nas duas tábuas. Mostra excelência no box out (bloqueio de rebote).
Conclusão
Tarris Reed passou quatro anos no College e se tornou um jogador com algumas valências, além da força. Acima de tudo, ele tem o biotipo físico de um pivô tradicional (pesado e longo). Desse modo, seu jogo se resume à área próxima à cesta.
No ataque, Reed pontua basicamente na área pintada. Além disso, se tornou um passador confiável na última temporada da NCAA. Mas no perímetro, ele é nulo. Já na defesa, Reed é um bom protetor de aro. No entanto, o pivô fica exposto nas trocas defensivas por não ser tão móvel. E o mais importante, ele é um reboteiro de elite (talvez o melhor da classe).
Portanto, o cenário ideal para Reed, que tem um baixo teto para evolução, é jogar ao lado de um ala-pivô mais móvel e que espaça a quadra.
Comparações: Isaiah Stewart (Detroit Pistons) / Neemias Queta (Boston Celtics) / Day’Ron Sharpe (Brooklyn Nets)
Projeção: entre as escolhas 24 e 35
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