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NBA Draft 2026: Sergio De Larrea

Ala-armador do Valencia é uma possível escolha TOP 30 do recrutamento deste ano

sergio de larrea draft
Reprodução / X

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala-armador Sergio De Larrea. Destaque do Valencia, da Espanha, o atleta de 20 anos está projetado para ser uma escolha TOP 40 no recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:

Sergio De Larrea

Idade: 20 anos
País: Espanha
Time: Valencia (ESP)
Posição: ala-armador/armador
Altura (sem tênis): 6’6’’ (1,98m)
Envergadura: 6’9’’ (2,05m)
Peso: 204 lbs (92,5 kg)

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Médias na última temporada (Europa): 7,1 pontos, 2,2 rebotes, 2,8 assistências, 0,5 roubo de bola, 0,3 toco, 1,4 turnover, 43,4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 38,9% nas bolas de três pontos (2,4 tentativas por jogo) e 81,3% nos lances livres (2,2 tentativas) em 14,7 minutos por jogo.

Atributos físicos e atléticos

– Sergio De Larrea, antes de tudo, tem dimensões físicas muito boas para as posições em que joga no draft. Estatura e envergadura sugerem que vai estar em condições ótimas para atuar como ala-armador ou combo guard na NBA.

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– Por outro lado, do ponto de vista atlético, o espanhol é um prospecto com limitações claras. A sua explosão vertical e horizontal, às vezes, não soou adequada até para a competição em nível europeu.

– Fiquei com a impressão de que, assim como Bennett Stirtz, ele surpreende alguns rivais com a sua rapidez após o início do drible. Não tem o primeiro passo explosivo, mas é mais veloz do que parece em progressão.

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– Apesar de ter tido um fortalecimento considerável nos últimos tempos, esse ainda é um ponto de atenção. Para a competição da NBA, em particular, ele segue franzino e precisa ter melhor condição de absorver contato.

Ataque

– De Larrea, a princípio, atua como armador de forma muito competente pelo Valencia. Distribuiu duas assistências para cada erro de ataque com quase 15 minutos por jogo em diferentes competições na última temporada.

– No entanto, por mais que seja maduro com a bola nas mãos, prefiro a inteligência de sua movimentação sem posse. Tem uma ótima noção de espaçamento e um instinto natural para se posicionar a partir das ações dos companheiros.

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– Entra muito pouco no garrafão e não é um finalizador eficiente em torno da cesta. Ele converteu só 53% dos seus arremessos perto do aro na campanha passada, enquanto mostrou muita dificuldade de confrontar contato em espaço curto.

– É um dos melhores arremessadores da classe, simples assim. Não tem uma mecânica lá tão polida, mas os resultados são inegáveis: acertou 40,2% de seus quase 250 tiros de três pontos na soma das duas últimas temporadas.

– Chutador incrível em situações que catch and shoot que, aos poucos, vai diversificando o seu repertório. Nota-se, em vídeo, que está cada vez mais confortável tentando pull-ups após bloqueios e tiros em transição, por exemplo.

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– O controle de bola de De Larrea, certamente, pode (e precisa) ser mais trabalhado. É burocrático demais para criar separação ou desequilíbrio nos defensores e, ao mesmo tempo, parece inseguro porque fica afastado demais do corpo.

– Operador de pick-and-roll bem interessante em vídeo por causa da capacidade natural de controlar defesas. Usa os olhos, em particular, para despistar os adversários e abrir linhas para passes longos em meia quadra.

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– Está entre os melhores passadores do draft, pois a sua qualidade no quesito vai muito além das médias de assistências. Incrível tomando decisões rápidas que se convertem em passes precisos para sempre manter a bola rodando no ataque.

– Tem um senso de ritmo e velocidade que vai muito além da fluidez com que se move. O seu jogo é rápido não porque se desloca pela quadra sem parar, mas pelo dinamismo com que processa as ações e faz leituras.

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– Já joga entre profissionais há anos e é um atleta de rotação em um time competitivo no cenário europeu. Produtivo em tempo de quadra limitado porque tem o perfil de “dribla, passa e chuta” tão em voga na NBA.

Defesa

– Em vídeo, De Larrea me pareceu um defensor mais esforçado e melhor do que os seus atributos atléticos sugerem. Faz bom uso da envergadura para contestar arremessos e dificultar a ocupação de espaço de armadores menores, por exemplo.

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– Compensa a falta de movimentação lateral e agilidade com um sólido trabalho de pés e noção de espaço na defesa. Há lances em que consegue ocupar espaços antes de atletas mais rápidos com uma economia de movimentos interessante.

– Ainda assim, na maior parte do tempo, eu não gosto de sua movimentação defensiva em espaço aberto. Um caso: tenho a impressão de que está nunca está equilibrado quando precisa fazer closeouts.

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– Ele vai ter sérios problemas, em um primeiro momento, contra jogadores mais físicos e atléticos na NBA. Ficou muito claro que ainda não tem capacidade de proteger espaço e defender com contato em nível europeu.

Conclusão

Dá para entender por que Sergio de Larrea é um dos atletas favoritos de vários analistas do draft da NBA. Ele é um armador alto, com ótimo arremesso, mas que não precisa da bola nas mãos para impactar os jogos e mostrar a sua inteligência. Aliás, é assim que o vejo na liga: mais como um ballhandler e criador secundário do que um armador principal. Ser quem se aproveita, não quem causa os desequilíbrios.

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A falta de vigor físico e atlético quase sempre é uma questão na transição para a NBA quando se fala em prospectos europeus. Mas, na faixa em que tem sido projetado, eu acho que De Larrea vale o risco.

Comparações: Malcolm Brogdon (ex-Bucks) e Nik Stauskas (ex-76ers)

Projeção: TOP 40

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