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NBA Draft 2026: Bennett Stirtz

Armador da Universidade de Iowa deve ser uma escolha de primeira rodada do recrutamento deste ano

nba draft bennett stirtz
Reprodução / X

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o armador Bennett Stirtz. Destaque da Universidade de Iowa, o atleta de 22 anos está projetado para ser uma das 30 primeiras escolhas do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:

Bennett Stirtz

Idade: 22 anos
País: EUA
Universidade: Iowa
Experiência: senior (quatro temporadas universitárias)
Posição: armador
Altura (sem tênis): 6’2.5’’ (1,89m)
Envergadura: 6’6’’ (1,98m)
Peso: 186,2 lbs (84,4 kg)

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Médias na última temporada (NCAA): 19,8 pontos, 2,6 rebotes, 4,4 assistências, 1,4 roubo de bola, 0,2 toco, 1,8 turnover, 47,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 35,8% nas bolas de três pontos (6,9 tentativas por jogo) e 84,8% nos lances livres (4,5 tentativas) em 37,8 minutos por jogo.

Atributos físicos e atléticos

Bennett Stirtz, a princípio, é um jogador de armação com tamanho adequado em um draft da NBA. A sua estatura deixou uma leve decepção em algumas pessoas após o Combine, mas isso tem mais a ver com altas expectativas.

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Não está à altura do padrão atlético de um jogador da NBA em termos de explosão vertical e horizontal. Ele não é o tipo de prospecto que vai impressionar ninguém, certamente, com mostras regulares de impulsão, vigor ou aceleração.

Dito isso, apesar de não ter um primeiro passo explosivo, o prospecto é mais rápido do que recebe crédito em progressão. Acho que essa “surpresa” é parte do motivo de ser tão bom em infiltrações e ataques à cesta.

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Jogador que não é particularmente forte, mas atua de forma física e enfrenta o jogo de contato. É raro que um armador não tão alto e/ou atlético tenha média de quase cinco lances livres por partida, por exemplo.

Ataque

Stirtz, antes de tudo, é um finalizador de elite para o seu tamanho e condição atlética na NCAA. É um jogador que compensa essas limitações com trabalho de pés, noção de ângulos e repertório (floaters, leaners e afins).

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É um incrível operador em pick-and-rolls por causa de sua inteligência na leitura das defesas. Toma decisões rápidas, enquanto se ajusta às reações da marcação para dar passes precisos e atacar espaços.

Tem um senso e entendimento especial de controle de ritmo no ataque às defesas. Não possui um drible avançado, mas tira o equilíbrio das marcações a partir de mudanças de velocidade e movimentos de hesitação, por exemplo.

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O aproveitamento de arremessos na última temporada, certamente, não faz jus à sua capacidade no quesito. É um chutador com rápida mecânica, bom alcance e ótimo histórico na carreira até em situações dinâmicas – saindo de bloqueios, pull ups.

Mesmo em uma temporada abaixo de sua média, o jovem dá sinais de sua qualidade como arremessador do jovem. Converteu mais de 40% dos seus tiros de três pontos em situações de catch and shoot e quase 85% dos seus lances livres.

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Apesar de não ser um armador que prioriza o passe, Stirtz é muito eficiente no quesito e deu quase 2,5 assistências por turnover. Se sai muito bem, em particular, em drive and kicks e o espaçamento da NBA só tende a ajudá-lo.

Registra uma taxa de erros de ataque historicamente baixa para um jogador com alto volume que joga quase 38 minutos por noite. Existe uma simplicidade e sobriedade em seu jogo que, de certa forma, encanta pela consistência.

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Acho que, a princípio, tem um bom senso de movimentação sem a bola e trabalha sem posse mais do que recebe crédito. Tem noção de posicionamento para espaçar a quadra e é muito acionado a partir de handoffs.

Mostra uma forte preferência por operar e finalizar com a mão direita, o que consegue “forçar” com certos recursos e criatividade. Na NBA, por sua vez, isso deve cobrar um preço contra defensores mais atléticos.

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Ele pode jogar sem a bola nas mãos, mas é possível que estar com a posse seja uma necessidade para atingir a sua melhor versão. Afinal, só cria desequilíbrios na defesa e vantagens para o seu time de forma comprovada em pick-and-rolls.

Defesa

Stirtz não é um atleta com ótima agilidade lateral e, por isso, deve ter problemas para defender na NBA. No entanto, por Iowa, se mostrou competitivo com o seu trabalho de pés e rapidez para fechar espaços.

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É inteligente “contornando” bloqueios, mas, mesmo assim, ficou preso neles em vários momentos na NCAA. É uma limitação física dura de superar e, com isso, acho que times profissionais podem ter um caminho para explorá-lo.

Tem incríveis instintos no lado defensivo da bola e esperteza na marcação fora da bola. Os seus 1,7 roubos de bola por jogo nas últimas duas temporadas, por exemplo, são um produto do seu apuro antecipando jogadas e direção de passes.

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Não vai oferecer muita versatilidade defensiva para o seu time por causa do seu perfil físico-atlético. A tendência é que, se for um criador secundário na NBA, tenha que atuar com um armador mais alto como compensação.

Conclusão

Não dá para cravar muitas coisas no draft da NBA, mas a tendência é que Bennett Stirtz não vá ser um astro. Isso não é problema, pois só um ou dois jogadores de cada elenco são. A questão aqui é que, se você gosta de basquete, sempre será duro apostar contra essa combinação de instintos, técnica e inteligência. É um prospecto que não vai te impressionar, mas pode ter muito espaço na liga.

Comparações: Ty Jerome (Memphis Grizzlies) e Collin Gillespie (Phoenix Suns)

Projeção: TOP 30

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