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NBA Draft 2026: Isaiah Evans

Ala-armador da Universidade de Duke deve ser uma escolha TOP 30 do recrutamento deste ano

nba draft isaiah evans
Reprodução / X

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala-armador Isaiah Evans. Destaque da Universidade de Duke, o atleta de 20 anos está projetado para ser uma escolha de primeira rodada no recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:

Isaiah Evans

Idade: 20 anos
País: EUA
Universidade: Duke
Experiência: sophomore (duas temporadas universitárias)
Posição: ala-armador/ala
Altura (sem tênis): 6’5.5’’ (1,97m)
Envergadura: 6’8.75’’ (2,04m)
Peso: 186 lbs (84,3 kg)

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Médias na última temporada (NCAA): 15,0 pontos, 3,2 rebotes, 1,3 assistência, 0,7 roubo de bola, 0,7 toco, 1,1 turnover, 43,3% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 36,1% nas bolas de três pontos (7,4 tentativas por jogo) e 86,0% nos lances livres (3,0 tentativas) em 28,2 minutos por jogo.

Atributos físicos e atléticos

Isaiah Evans, antes de tudo, tem um ótimo tamanho para um ala-armador no draft da NBA. Estou seguro de que vai atuar como ala no próximo nível, pois tem braços mais longos do que a envergadura sugere.

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Mostra uma subestimada explosão vertical em quadra aberta, que ocasionou algumas enterradas enfáticas durante a temporada. No entanto, ainda não acho que seja um atleta tão funcional quanto pode ou deveria.

Movimenta-se com coordenação e fluidez pela quadra, mas não é tão rápido e perde o equilíbrio diante de contato. Isso pode ser um efeito do ritmo de jogo de Duke, que foi bem lento na última campanha.

Precisa de um trabalho de fortalecimento físico assim que chegar à NBA porque é um jogador muito franzino. Nesse sentido, o que me preocupa é que a composição do prospecto não me parece dar muita margem para “ganhar corpo”.

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Ataque

Evans foi um finalizador eficiente em torno da cesta na última temporada, com quase 65% de aproveitamento nesses arremessos. Compensa a desvantagem no físico com fintas e criatividade no uso da envergadura, por exemplo.

Teve uma clara evolução colocando a bola no chão para forçar defesas comparado ao seu primeiro ano em Duke. Está bem mais confortável atacando closeouts e tentando criar arremessos de curta/média distância.

Raro exemplo de arremessador dinâmico provado, com alto volume na NCAA. Afinal, ele acertou 38% das suas tentativas de longa distância em duas temporadas por Duke sendo vários deles saindo de bloqueios, em movimento.

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Os seus 86% de conversão nos lances livres não são um acaso, pois o jovem tem uma ótima e disciplinada mecânica de chute. Todos os seus arremessos, não importa o ponto da quadra e situação, são iguais.

É um jogador confiante e com longo alcance no arremesso, mas ainda muito instável. Teve 11 jogos com menos de duas cestas de três pontos na última temporada, enquanto fez quatro ou mais em outros 14.

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Apesar de estar mais confortável driblando nesta temporada, Evans tem um problema: alto centro de gravidade. Bate bola alto demais e, por isso, tende a ser um alvo para defensores mais ágeis e com mãos mais rápidas.

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Enquanto o ponto final de jogadas, ele não foi exigido como um passador no basquete universitário. As suas 66 assistências em 74 jogos por Duke, ainda assim, são prova de um atleta que não mostra instintos ou talento como criador para outros.

Recebe pouco crédito pela disposição física com que joga mesmo com um corpo bem franzino. Foi muito usado como screener, por exemplo, em ações invertidas com Cam Boozer durante a última temporada.

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O seu perfil de arremessos vai agradar a NBA, em particular, por 65% dos seus tiros na campanha passada terem sido para três pontos. Só precisa tentar entrar um pouco mais no garrafão e “eliminar” o volume de média distância.

É muito fácil projetar o papel de prospecto na NBA, pois chutadores – em especial, dinâmicos – sempre estão em alta. Então, a grande questão passa a ser se ele pode se tornar mais do que só um arremessador no lado ofensivo da quadra.

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Defesa

Evans mostrou uma evolução considerável como defensor em sua segunda temporada em Duke. Sempre teve bons atributos físico-atléticos e uma agilidade lateral decente, mas agora está mais esforçado nesse lado da quadra.

Eu acho que o prospecto pode ter algum potencial a ser trabalhado como protetor de aro auxiliar, depois de dar 25 tocos na última temporada. Ainda lhe falta mais disciplina defensiva, mas está mais atento e tem boa noção de verticalidade.

Há uma série de outros aspectos defensivos, no entanto, em que ele simplesmente não faz diferença. É um reboteiro adequado no máximo, tem instintos pouco apurados para desviar passes e roubar bolas.

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Não é segredo para ninguém que vai ter problemas com situações que exijam o físico. E, além disso, o já citado alto centro de gravidade deve prejudicá-lo marcando armadores mais rápidos e ágeis entre os profissionais.

Conclusão

Isaiah Evans é um bom valor no fim da primeira rodada do draft da NBA por causa das suas qualidades singulares. Arremessadores dinâmicos que competem na defesa, com real potencial para serem um “3D”, são mais raros do que se imagina. A questão é se ele consegue refinar algumas de suas habilidades “secundárias” (drible, passe), enquanto também se firma como um defensor.

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Comparações: Malik Beasley (ex-Detroit Pistons) e Isaiah Joe (Oklahoma City Thunder) mais alto

Projeção: TOP 30

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