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“Não há preocupação, pânico no Clippers”, crava Paul George

Elenco da franquia angelina nega “alerta vermelho” depois de derrotas em casa nos dois primeiros jogos da série contra o Mavericks

george suns outro nível
Adam Pantozzi/AFP

O Los Angeles Clippers complicou-se, talvez, de forma irreversível nos playoffs nessa terça-feira. A franquia angelina foi derrotada pela segunda vez, como mandante, pelo Dallas Mavericks na abertura da pós-temporada desse ano e, agora, precisará ganhar, ao menos, um jogo no Texas para seguir vivo na competição. Para quem vê de fora, a situação soa desesperadora. O astro Paul George, porém, não vê motivo para pânico ou preocupação no Clippers diante da chance real de “varrida”.

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“Não há nenhum nível de preocupação. Sem pânico. Isso é uma competição e temos que crescer para enfrentar o momento. O fato é que não fizemos isso até agora. Precisamos praticar o nosso basquete e conseguiremos atravessar essa adversidade, sem dúvidas. É preciso encorpar a nossa defesa. Luka Doncic vai ter a posse da bola e seus pontos. Só temos que fazer um melhor trabalho fechando todos os outros jogadores”, avaliou o experiente ala, após a derrota dos californianos por 126 a 121.

O Clippers colocou-se em uma situação onde precisará desafiar o histórico da NBA. De acordo com o serviço estatístico ESPN Stats & Information, a franquia tornou-se o 32o caso na liga de mandante que perdeu os dois primeiros jogos de uma série de playoffs melhor-de-sete. Só quatro delas, anteriormente, conseguiram reverter o cenário e se classificar. Apesar do panorama desanimador, o técnico Tyronn Lue reforçou o discurso de George e garante não “perder o sono” com a dificuldade.

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“Eu não estou preocupado. Nós temos que vencer quatro partidas, vamos para o ginásio do adversário e não haverá pressão alguma para que convertamos os arremessos. Esse foco estará neles. Simplesmente precisamos pensar em recuperar um jogo de cada vez. Viajaremos para Dallas e vamos ver se chutarão tão bem quanto fizeram até agora. É fácil alcançar isso como um visitante, como esse ‘franco atirador’”, teorizou o treinador, campeão da NBA com o Cleveland Cavaliers em 2016.

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De fato, os arremessos de três pontos têm sido um ponto fundamental na série: o Mavs converteu 35 tentativas nos dois jogos iniciais do duelo quartas-de-final do Oeste, com ótimos 50% de aproveitamento nesses tiros. O Clippers, no final das contas, ainda não conseguiu limitar nem Doncic, nem os chutes de longa distância dos coadjuvantes do oponente. O ala Kawhi Leonard não tenta relativizar a situação e, se vai haver uma virada, crava que a defesa angelina terá que ser melhor.

“Não existe mágica: temos que entrar em quadra e jogar basquete. Defender. Esse é o nome do jogo agora, pois eles estão arremessaram muito bem até o momento. Demos várias linhas de infiltração livres, bandejas e enterradas também. Isso é playoffs, cara! Temos que estar mais focados e não desviar os olhos do prêmio final. O fato é que nós precisamos sentir mais orgulho do nosso esforço defensivo”, cobrou o especialista em marcação e duas vezes MVP das finais da liga.

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Ao fim da partida, Leonard saiu de quadra batendo palmas e tentando animar os seus companheiros diante da enorme adversidade. Está claro, no entanto, que a série viaja para Dallas com total momento a favor do Mavericks e a chance do confronto terminar sem sequer voltar para Los Angeles é cada vez mais real. George não nega a situação complicada, mas, assim como o Clippers abriu espaço para o crescimento do Mavericks, cabe a ele reestabelecer a ordem normal das coisas.

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“Um ‘azarão’ que ganha confiança e passa a jogar leve é o time mais perigoso que pode existir. Eu tenho certeza que todos esperavam que vencêssemos essa série, então eles entraram mais tranquilos: sem altas expectativas, atuando com muita liberdade e com uma crescente confiança. Acho que nós acabamos dando confiança demais para eles e só cabe a nós colocarmos tudo no lugar novamente”, indicou George, reforçando que o Clippers, no fim das contas, ainda só depende de si mesmo.

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